Um pacote de medidas enviadas por Marchezan à Câmara esquentou ainda mais a relação entre o prefeito e os municipários. As propostas de alteração da Lei Orgânica do Município e do Estatuto dos Servidores autorizam o parcelamento de salários, retiram a licença-prêmio e mexem com as gratificações dos servidores.
No dia 1º de agosto, enquanto o prefeito explicava as medidas em entrevistas no gabinete, servidores municipais lotavam a Praça Montevidéu em frente ao Paço Municipal para protestar. Três mil pessoas participaram do ato, segundo o Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), que organizou a manifestação.
O Simpa já encaminhou a presidência da Câmara de Vereadores um pedido de audiência pública para discutir os projetos. O Prefeito justificou que as medidas são necessárias porque a Prefeitura está quebrada. A licença prêmio custa R$ 400 milhões a cada cinco anos, alegou Marchezan.
O diretor do Simpa, Alberto Terres, diz que o discurso de falência é tática. O prefeito quer desviar a pauta enquanto entrega os serviços públicos para a iniciativa privada.
Para o sindicato, Marchezan elegeu os municipários como inimigos. Para Marchezan, as críticas são de uma oposição partidária de PT e Psol. A relação é conturbada desde o início da gestão.
Em março, quando prefeito e Simpa se reuniram pela primeira vez, a primeira discórdia. Marchezan queria apresentar o fluxo de caixa da Prefeitura. O sindicato queria apresentar a pauta de reivindicações aprovada em assembleia.
No fim de maio, servidores lotaram a sessão de votação na Câmara e o prefeito retirou a proposta que acabava com a reposição automática da inflação nos salários.

No início de julho, a vitória foi do governo. Em sessão que teve invasão do plenário e votação a portas fechadas, foi aprovado o aumento de 11% para 14% da contribuição dos servidores para o Previmpa, a previdência municipal.
Projetos que mexem nos salários coloca prefeito e servidores em rota de colisão
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