Pronto Socorro em campanha de arrecadação de verbas

Diretor da Unidade de Queimados, Paulo Roberto Franco de Azambuja, comemora ao lado de João Polanczyk, presidente da Fundação Pró-HPS (Fotos: Naira Hofmeister/JÁ)


Naira Hofmeister

Com a campanha HPS: Histórias com Final Feliz, o Hospital de Pronto Socorro pretende arrecadar cerca de R$ 5 milhões para ampliar a Unidade de Tratamento de Queimados, que possui a única UTI especializada no Estado. A lançamento da campanha publicitária aconteceu na manhã dessa quinta-feira, 5, no auditório da instituição. A Fundação Pró-HPS coordena a ação.

A partir da próxima semana uma mensagem de Moacyr Scliar – patrono da Fundação – começa a ser veiculada em rádios, televisões e jornais da capital. No comercial, o imortal, que além de escritor, também é médico, lembra sua ligação com o HPS desde “os tempos de menino do Bom Fim, a época de estagiário e as noites do plantonista”, até a vez em que sua vida foi salva pela instituição, após um grave acidente de carro. “Para mim, só uma palavra define o HPS: heróico”, complementa.

Comemorando a iniciativa, o presidente da Fundação Pró-HPS, Dr. João Polanczyk, saudou os 20 integrantes que compõem a diretoria e os funcionários do HPS, que há três anos fizeram uma ‘vaquinha’ para arrecadar os R$ 20 mil necessários para sua criação. “Vocês esperam por esse agradecimento há muito tempo, não é?”. “Pois ela será paga com juros e correção monetária”, brincou o Secretário Municipal da Saúde, Pedro Gus.

Gus também destacou seu envolvimento pessoal com o hospital: o início e o final da carreira de médico. “Foi meu primeiro emprego e também a última cirurgia que fiz”. Sobre a campanha de arrecadação o secretário admite que é necessária: “O poder público pode ter vontade de atingir metas, mas nem sempre tem recursos”, lamenta.

Pedro Gus louva iniciativa da Fundação mas lamenta que os recursos públicos sejam insuficientes.

O secretário lembra ainda que o Pronto Socorro é o único hospital do gênero que se mantém com recursos municipais em todo o Brasil. “Cumprir a folha de pagamento de 1.500 funcionários não é pouca coisa”.

Demanda do HPS é cada vez maior

O Hospital de Pronto Socorro foi fundado em 1944, há 62 anos. A duplicação aconteceu em 2004, quando um prédio anexo foi construído para suprir a necessidade da comunidade gaúcha. Ainda hoje, no entanto, o complexo é pequeno para o número de atendimentos que realiza: 360 mil pessoas passam pelo HPS em um mês.

Para manter a estrutura, o SUS disponibiliza uma verba mensal de R$ 800 mil, complementados pela prefeitura, que entra com a maior parte: R$ 6,2 milhões. No entanto, o custo do projeto de reestruturação quase alcança os R$ 5 milhões – exatamente R$ 4.878.627,28.

Com a verba, a Unidade de Tratamento de Queimados, que atualmente ocupa uma pequena área do 5° andar, deve ser ampliada por quase todo o pavimento. A UTI da seção – única no Estado e que opera no limite da capacidade, chegando a 95,26% da taxa de ocupação – ganhará um leito a mais, somando cinco camas especiais.

Além disso, o hospital espera implantar um bloco cirúrgico, ambulatório, consultório, e espaço para hidroterapia e reabilitação. A previsão é que as obras durem 11 meses, mas a largada da reforma ainda não tem data definida. “Isso vai depender do envolvimento da população, da resposta que a sociedade vai nos dar”.

Se é mobilização que os executivos do hospital esperam, a Copesul e a Gerdau já garantiram R$ 2 milhões para o projeto, via renúncia fiscal. Diversas empresas devem receber a cartilha com as explicações necessárias nos próximos dias. A população também pode colaborar através dos boletos bancários – encartados nos jornais do Estado – ou entrar em contato pelo telefone 51 32.992.192 ou por e-mail: fundação@hps.prefpoa.com.br.

Adquira nossas publicações

texto asjjsa akskalsa

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *