Protesto de trabalhadores pede a retomada do Polo Naval em Rio Grande

Desde a 5h desta segunda-feira (3), trabalhadores da indústria naval  em Rio Grande protestam em vários pontos da cidades.
Pelo menos quatro pontos da BR-392 estão bloqueados, com queima de pneus, além dos terminais de ônibus e lanchas da cidade.

A categoria quer o apoio dos governos Estadual e Federal para a retomada do Polo Naval de Rio Grande, cujas obras foram paralisadas em decorrência da crise da Petrobrás.
Em função dos protestos, nenhum usuário de ônibus e lanchas está podendo acessar o transporte público.

 Já os bloqueios nos quilômetros zero, dois (teminal do Estaleiro), três (ponte dos franceses) e nove (Tergrasa), provocam engarrafamento, principalmente de caminhões, pois o período é de safra, até o trevo de acesso a Rio Grande.
Liderados pelo sindicato dos metalúrgicos, os trabalhadores do polo naval mantém mobilização desde a demissão dos 3.500 empregados da Engevix, no início do ano.
Eles já fizeram vigilias, audiências públicas, carreatas e agora bloqueiam o transporte, pedindo providências do governo para a retomada das obras do polo naval, ou pelo menos parte delas
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgico de Rio Grande e São José do Norte,  é possível terminar a P-71, que está em grande parte construida na Engevix, por encomenda da Petrobrás.
O casco da plataforma já está com 72,54% de sua estrutura pronta. De acordo com o vice-presidente do Sindicato, Sadi Machado, sete mil toneladas estão prontas e liberadas. “Mais 39 mil toneladas estão certificadas e podem virar sucata.”
A estimativa do sindicato é que em 16 meses, seria possível finalizar a plataforma, recuperando assim 2,8 mil empregos. O Estaleiro de Rio Grande, é considerado o maior dique seco da América Latina e um dos maiores pórticos do mundo, que gera milhares de empregos diretos e indiretos.
A reivindicação dos trabalhadores inclui também a manutenção da política do conteúdo local, uma vez que, o polo naval brasileiro tem sido essencial para o desenvolvimento tecnológico e para a geração de emprego e renda em toda a cadeia produtiva e de serviços, do setor de petróleo a nível nacional.
“Pela primeira vez os mais simples estão sendo considerados os mais importantes. Isto porque ano que vem tem eleições e nós, metalúrgico, vamos nos lembrar muito bem. Nós só queremos o nosso trabalho”, enfatizou Machado.
Apoio
“A CDL sempre apoiou e continuará apoiando todas as demandas econômicas e sociais de nossa cidade. Neste momento estamos engajados na continuidade da construção naval, que é de fundamental importância na composição da matriz econômica da região”, declarou o presidente Luís Carlos Zanetti.
O chefe do Parlamento Estadual, deputado Edegar Pretto (PT), disse que seu compromisso como presidente do Legislativo gaúcho é com a defesa intransigente dos interesses do Rio Grande e de uma política industrial que alavanque o crescimento econômico em solo gaúcho. “Não podemos deixar de lado toda uma estrutura que foi financiada e montada a partir de 2005, ainda no primeiro governo do ex-presidente Lula, para dar conta das demandas nacionais na exploração do Pré-Sal. ”
Para ele, a mudança de planos não tem relação com a crise internacional, mas de uma decisão do governo federal e da Petrobras em mudar o percentual de conteúdo local na fabricação de plataformas, sondas e módulos, entre outros. “Além disso, as contratações para a fabricação continuam, mas com lucro e empregos gerados sendo canalizadas para outros países como a China”, afirmou. (Com informações do Diário Popular) 
 

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