Protesto pela educação: secundaristas são barrados ao tentar entregar reivindicações

FELIPE UHR
Ato das escolas de Luta pela Educação organizado pelo Comitê de Escolas Independente reuniu cerca de dois mil estudantes na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre nesta segunda-feira, dia 7.
Alunos carregavam cartazes pedindo a retirada da PL/44 que prevê a entrega do comando de diversas áreas, como a educação, a organizações sociais; o pagamento do salários dos professores, além da reforma de escolas que hoje estão em situação precária.
Um dos organizadores do Comitê, o jovem Theo Pagote, estudante da Escola Padre Réus, explicou a atuação do novo grupo: “é um grupo em contraponto à Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) e à UNE (União Nacional dos Estudantes) que não representam por inteiro os alunos das ocupações”. O comitê hoje é formado por 15 escolas e está buscando ampliar este número.
Entoando gritos como “Pula sai do chão é o bonde da ocupação” e “Governador fala a verdade, educação nunca foi prioridade”, os secundaristas marcharam até o Palácio Piratini, onde fizeram o primeiro ato da manifestação: queimaram um boneco do governador Sartori aos gritos de ” Sartori safado, Sartori safado”. Uma camisa da Umespa também foi colocada em chamas.
Após isso os estudantes seguiram em direção à Secretaria de Educação, mas foram impedidos de ingressar no CAFF (Centro Administrativo Fernando Ferrari) onde pretendiam entregar um conjunto de reivindicações ao secretário Luís Antônio Alcoba, mas não tiveram a oportunidade.
Alcoba, que não estava na Secretaria quando os jovens chegaram, se dirigiu ao portão , logo após participar de uma reunião com órgãos públicos para definir as próximas ações na área, mas não houve entendimento.
O secretário deixou o lugar, após ser chamado de fascista. “Desse modo não tem como ter diálogo”, explicou o titular da pasta da Educação no Estado. No final do ato, pedras foram atiradas pelos manifestantes em direção aos seguranças do CAFF. Foi o único incidente do ato que até então era pacífico.
A Secretaria da Educação irá apresentar amanhã uma carta-compromisso a todas escolas. Entre os comprometimentos estão o depósito de R$ 40 milhões para a realização de reparos urgentes em algumas escolas e autonomia financeira (verba mensal destinada à manutenção das escolas).
O documento foi finalizado após reunião do Governo do Estado entre os seguintes órgãos: Procuradoria-Geral do Estado (PGE), a Defensoria Pública, a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Conselho Tutelar, a Federação das Associações e Círculos de Pais e Mestres do RS e o Conselho Estadual da Criança e do Adolescente.
Após a entrega do documento, o Estado quer a desocupação das mais de 120 escolas em até 48 horas. Já os estudantes, tem reunião marcada para esta terça no colégio Júlio de Castilhos, onde definirão os próximos passos das ocupações.
Confira as fotos do ato:
 

 | Ramiro Furquim/Jornal Já
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