Matheus Chaparini
Neste domingo, o PSOL confirmou o nome de Luciana Genro como pré-candidata à Prefeitura de Porto Alegre. O nome do vice da chapa ainda está em aberto. O partido negocia com a Rede, que, em caso de coligação, vai apresentar o vice. Se não houver acordo, o PSOL vai lançar também o vice. O nome do partido defendido por Luciana é o do deputado estadual Pedro Ruas.
O evento de lançamento da pré-candidatura lotou completamente o Auditório Dante Barone da Assembleia Legislativa na tarde do domingo.
O público respondeu à confirmação da pré-candidatura cantando “olê olê olê olá, Luciana!”, embalados pela bateria do Juntos, grupo ligado à juventude do partido.

A convenção do PSOL tem um formato atípico, em duas partes, como explicou o presidente municipal da sigla e pré-candidato a vereador Roberto Robaina.
Teve início neste domingo, com a confirmação do nome de Luciana, aprovada por aclamação durante o evento, e terá seu segundo e conclusivo ato no dia 5 de agosto, quando serão anunciados o candidato a vice-prefeito e os candidatos a vereador.
Em seu discurso, Luciana defendeu que o momento político atual é uma “oportunidade gigantesca” para o surgimento de uma nova esquerda no Brasil. “Este é o desafio por trás destas eleições”, afirmou.
Em certo momento de seu discurso, quando comentava das possibilidades de alianças com outros partidos políticos, Luciana Genro citou a colunista do jornal Zero Hora, Rosane de Oliveira. “Recentemente, a Rosane disse que todos os candidatos disputam o PP, mas nós não. Nós não queremos o PP e não aceitamos corruptos.”
Pré-candidata quer governar através da mobilização popular
Após um discurso de mais de 40 minutos, Luciana Genro deu entrevista aos jornalistas. Questionada sobre as alianças com outros partidos em um eventual segundo turno, afirmou que o partido não busca aliança com partidos envolvidos na Lava-Jato, o que reduz as possibilidades de coligação.
Sobre a baixa representatividade do partido na Câmara Municipal, onde ocupa apenas duas cadeiras, a pré-candidata afirmou que pretende governar através do diálogo e da mobilização do apoio popular. “À medida em que os projetos surgirem da vontade popular, os vereadores vão se sentir parte destes projetos e aprová-los, mesmo que eles não sejam da base do governo.”
Coligação com a Rede não é consenso
A busca de apoio da Rede não é consenso entre os apoiadores da pré-candidatura. Na entrada da Assembleia Legislativa, militantes do PSTU distribuiam um panfleto contra a coligação e defendendo a possibilidade de uma frente de esquerda. O texto do manifesto afirmava que o partido “repete o erro do PT, cujas coligações com partidos burgueses o levaram a trair interesses dos trabalhadores.”
Também circulava pela entrada do Palácio Farroupilha um “manifesto por uma frente de esquerda e socialista em Porto Alegre”. O documento, assinado por membros do partido e outros grupos de esquerda, criticava a alianças “com partidos burgueses como a Rede e fisiológicos como o PPL.”
PSol confirma Luciana Genro, ainda sem vice
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Comentários
Uma resposta para “PSol confirma Luciana Genro, ainda sem vice”
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Coligar-se com a Rede equivale ao que o PT fez em 2002, ao se juntar ao PL. Não pode um partido se degenerar por alguns minutos de TV ou participação garantida em debates. Marina Silva foi financiada em 2014 pelas mesmas empresas que financiaram Dilma e Aécio e protagonizaram a Lava-jato.

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