Queijo serrano busca selo de origem

No início de novembro, o queijeiro gaucho Rafael Medeiros, de Bom Jesus, vai a São Paulo para participar do concurso Queijo Brasil.
Em sua companhia vai o técnico agrícola Orlando Junior Kramer Velho, da Emater, que dá assistência aos agricultores familiares de São José dos Ausentes e Bom Jesus.
Os dois vão na garupa do chefe de cozinha Carlos Christensen, de Porto Alegre, que vai usar o queijo de Cima da Serra na preparação de alguns pratos.
A inédita viagem à capital brasileira da gastronomia faz parte do esforço para obter o selo de origem para o queijo artesanal serrano, o principal produto da pecuária familiar dos Campos de Cima da Serra, onde a criação extensiva de gado se desenvolve há mais de dois séculos em cima de 1 milhão de hectares de pastagens nativas.
Segundo Kramer Velho, o queijo serrano, que se caracteriza pela casca dura e a cor amarela, era um dos itens do farnel dos tropeiros que faziam a rota RS-SP.
Ultimamente, com o fortalecimento da pecuária leiteira no Rio Grande do Sul, foi descoberto por turistas e, mais recentemente, passou a ser encomendado por chefes da gastronomia chique.
Aí começa o pulo do gato dos queijeiros dos “alpes gaúchos”.
Nessa região de altitude em torno de 1 mil metros há três associações de produtores de queijo serrano. A mais antiga é a Aprocampos.
Fundada há cinco anos, reúne 45 familias de Bom Jesus e São José dos Ausentes. Há três anos, associados da Aprocampos vêm participando com sucesso do pavilhão da agricultura familiar da Expointer.   (GH)

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