Entre encontros com estudantes e leitores, o autor de clássicos da literatura infantil como “O Homem que Amava Caixas”, “Ana, Guto e o Gato Dançarino” e “Pedro e Tina”, todos publicados pela editora Brinque-Book, conversou com o JÁ e falou sobre a experiência de conversar com os pequenos leitores brasileiros.
Você imaginava encontrar tantos leitores aqui em Porto Alegre, no sul do Brasil?
-Eu não imaginava. É bem difícil de imaginar tanta gente lendo o meu livro tão longe de onde eu moro. Eu moro numa ilha na Austrália que tem 350 habitantes. As pessoas lá sabem que eu escrevo, mas eu sou apenas uma pessoa comum. E isso foi bem diferente aqui no Brasil.
E que outras diferenças você notou?
-Notei coisas diferentes entre as pessoas, crianças, todos, homens e mulheres… Aqui as pessoas se abraçam, se tocam, e todos me fazem sentir realmente bem-vindo. O Brasil parece tão amistoso e alegre, é muito legal. Quando conversei com as crianças, elas pareciam realmente muito interessadas. No final, as pessoas se juntaram e as mulheres até quiseram que eu beijasse suas crianças.
Como tem sido essa experiência de, pela primeira vez, encontrar seus pequenos leitores da América Latina?
-Tem sido muito emocionante porque eu não sabia o que esperar. Eu não fazia idéia, mas tem sido realmente caloroso e bonito; tem sido ótimo. Todos que eu encontro… As pessoas nesta Feira me fazem sentir próximo emocionalmente. Eu sinto que recebo muito calor e emoção de todos… é muito acolhedor.
E qual é o recado que você espera ter deixado para eles?
Que ler é divertido, sim, e nunca deve ser visto algo trabalhoso ou difícil, principalmente quando você é novo. É algo que deve ser divertido. E se sua mãe ou seu pai não lêem pra você, implore pra que eles leiam e curtam a experiência também.
(Ana Carolina Pinheiro)

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