Redenção: quem frequenta é contra a cerca

Matheus Chaparini
Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (13) apontou que 71,56% dos usuários do Parque Farroupilha é contra o cercamento da área verde, iniciativa que será alvo de um plebiscito municipal em 2016.
A pesquisa, realizada pela empresa Opinião Pública, foi divulgada no blog do jornalista Juremir Machado, no site do Correio do Povo. Foram ouvidos 320 frequentadores do parque nos dias 28 e 29 de junho e 2 e 4 de julho, respectivamente domingo, segunda-feira, quinta-feira e sábado.
Os resultados foram apresentados em amostragens estratificadas por gênero, idade, bairro, escolaridade e frequência.
Críticas são intensas entre assíduos
Em quase todas as subdivisões por grupos de pesquisados, o não ao cercamento vence. O único cenário em os favoráveis ao cercamento são maioria é entre aqueles que pouco vão ao parque: uma ou duas vezes por mês. Neste caso, a aprovação da colocação de grades fica entre 62% e 52% respectivamente.
“Quem frequenta mais o parque é contra”, comenta Assis Aymone, sociólogo responsável pela pesquisa.
Segundo a pesquisa, em todas regiões o não cercamento vence e quanto mais próximo ao parque, maior a diferença entre os resultados contra a possibilidade de fechar a área.
Nos bairros vizinhos à Redenção – Farroupilha, Santana, Bom Fim e Cidade Baixa – a grande maioria é contra. Na Cidade Baixa o índice de rejeição a cerca é de 81%.
Já nos bairros Moinhos de Vento, Bela Vista, Rio Branco, Auxiliadora, Floresta e Higienópolis, além da Zona Norte, os favoráveis à cerca somam em torno de 45%. No
A maioria das pessoas que manifestou preferir manter o parque aberto diz que a intervenção poderia dificultar a acessibilidade e modificar a identidade do parque e sua integração com a cidade.
Favoráveis mudariam voto com mais segurança
O principal argumento utilizado por quem é favorável às cercas é a segurança. Eles dizem que falta iluminação, vandalismo e se assustam com a presença de moradores de rua no parque.
Mas quase a metade afirma que mudaria de ideia caso houvesse mais policiamento, iluminação e vigilância eletrônica na área.
A Prefeitura Municipal chegou a licitar os serviços para a Redenção. Mas sua execução anda a passos lentos. As obras de iluminação estão atrasadas e a instalação das câmeras de vigilância ainda nem começou.
A reportagem de capa da edição de julho do JÁ Bom Fim revela que a Prefeitura precisou rescindir o contrato com a empresa vencedora do certame, a Lumi, de Curitiba e optou por contratar a terceira colocada no certame, a Cristel – que era quem já estava executando o serviço em nome da Lumi.
A previsão da Secretaria Municipal de Obras é que em 60 dias a empresa conclua o trabalho – os operários que executam o serviço, entretanto, não acham possível ter tudo pronto em menos de 90 dias. O projeto prevê a instalação de 512 pontos de luz no parque com investimento de R$ 1,5 milhão.
Pesquisador lamenta falta de elementos em debate
O pesquisador Aymone é morador do Bom Fim e frequentador da Redenção há muitos anos e por isso decidiu colocar sua empresa de planejamento, gestão e manejo de imagem à serviço do debate. O levantamento não foi feito sob encomenda.
“Fiz a pesquisa no intuito de contribuir com o debate. O que se tem são pesquisas de facebook, mas não são válidas, não é algo científico”, justifica.
O Conselho de Usuários do Parque Farroupilha, que é contra o cercamento, comemora o resultado. “Fico feliz porque vem ao encontro dos nossos anseios, dos moradores dos oito bairros em torno da Redenção. Os resultados dão tranquilidade. O parque não tem que ser cercado, ele tem é que ser bem iluminado e ter segurança para a população utilizar socialmente”, pondera um dos membros do colegiado, Roberto Jakubaszko.
No início deste mês, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS) confirmou que o plebiscito sobre o cercamento do Parque Farroupilha vai ser realizado juntamente às eleições municipais do ano que vem.
O texto da pergunta não foi definido no projeto de lei sancionado pelo prefeito José Fortunati, apenas foi estabelecido que as opções de resposta serão “sim” e “não.”
Cabe ressaltar que a pesquisa é focada nos usuários do parque enquanto o plebiscito será aberto e opcional para todos eleitores portoalegrenses.

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