Redenção vira a Cidade dos Bonecos

Festival SESI Bonecos do Brasil acontece nos dias 8, 9 e 10 de setembro, na Redenção (Fotos: Divulgação/JÁ)

Naira Hofmeister

Parece que foi planejado: quando a população respira o auge do 13º Porto Alegre Em Cena, com atrações para todos os gostos, uma iniciativa paralela ao festival aterriza na cidade. A terceira edição do Festival SESI Bonecos do Brasil chega pela primeira vez à capital gaúcha depois de ter passado pelas regiões nordeste e sudeste, atraindo mais de 500 mil pessoas a parques e praças públicas para assistir desfiles, oficinas e espetáculos das mais diversas técnicas de teatro de bonecos e ainda shows de música.

Treze companhias de todo Brasil estarão se apresentando, entre eles os grupos gaúchos Anima Sonho e Caixa de Elefante. No sábado, haverá show da  banda pernambucana Nação Zumbi. A natureza do projeto requer a montagem cuidadosa de uma superestrutura, no Parque da Redenção, que vai abrigar tendas para oficinas e exposições, atelier para os mestres mamulengueiros, e cinco palcos para as apresentações.

“É uma iniciativa única no mundo”, acredita Lina Rosa, criadora e curadora do projeto, que chega à capital ainda nesta quinta-feira. A idéia, conta Lina, é ampliar o olhar público sobre a arte com bonecos e, por isso, todas as atividades serão gratuitas e acontecem em espaços públicos. O grande desfile de abertura terá duas edições na sexta-feira, 8 de setembro, uma de manhã e outra no final da tarde. “Optamos pelo formato ao ar livre para democratizar o acesso cultural”.

A Cia Lumbra, do Rio Grande do Sul apresenta teatro de sombras

Para chamar a atenção do público sobre a arte titereira, o projeto se vale das mais variadas técnicas – manipulação com varas, bonecos de luvas, teatro de sombras – e da amplitude de temáticas que o espectador vai encontrar.

Não se tratam apenas de espetáculos infantis, mas de peças que seduzem aos adultos também, sublinha a organizadora do festival. “Uma das características mais fortes do teatro de bonecos é que derruba muito facilmente as defesas do público, todo mundo gosta”, relata Lina, que viu a reunião de 40 mil pessoas para um espetáculo em São Paulo.

O equipamento tecnológico facilita: além de três palcos gigantes, a estrutura do festival conta com quatro telões de alta definição que garantem ao público conforto para assistir às peças de longe.

Projeto resgata a diversidade cultural brasileira

Mestre Chico Daniel será uma das atrações

Uma das motivações centrais da organizadora do Bonecos do Brasil é resgatar a identidade de uma arte que traz inscrita na sua prática a multiplicidade regional brasileira. O público vai poder observar de perto o trabalho dos mestres mamulengueiros nordestinos, como Zé da Vina, de Pernambuco e Chico Daniel, do Rio Grande do Norte, além de companhias de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Distrito Federal do próprio Rio Grande do Sul.

Lina destaca ainda que os mamulengos são uma mistura das técnicas de titereteiros portugueses com as tradições indígenas e africanas: “Se trata do próprio DNA brasileiro transformado em boneco”.

O desfile de abertura que acontece em dois horários distintos em Porto Alegre será a síntese do festival, que segue durante o final de semana no Parque da Redenção.

Na avenida desfilam 12 bonecos do grupo Mamulengo Só-Riso, além de uma cobra alada de 50 metros de comprimento alegrando as ruas do Centro e do Bom Fim, acompanhados da banda gaúcha Serrote Preto.

São bonecos que medem entre 5 centímetros e 4 metros, como os de Olinda. Às 11h, o desfile começa no Largo Glênio Peres, seguindo em direção à Esquina Democrática.  À tarde, o desfile que seria na Redenção foi transferido para o Parque da Harmonia. Começa às 16h30, junto ao acampanhamento farroupilha.

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