FELIPE UHR
Pelo menos até sexta-feira, a ocupação no Departamento Municipal de Habitação vai continuar. Até lá, o processo em que a Prefeitura pede a reintegração de posse do prédio estará em análise do Ministério Público. Só depois disso, ao regressar para as mãos da juíza Karla Aveline, ela decidirá se aceita ou não o pedido.
Karla e o promotor de Habitação do Ministério Público, Heriberto Roos Maciel, estiveram nesta manhã nas dependências do Demhab, onde fizeram uma inspeção judicial. Passaram por todas os setores, onde trabalham cerca de 400 servidores. O prefeito José Fortunati, que havia mandado fechar o prédio, determinou que os funcionários retornassem ao trabalho. Continua suspenso o atendimento externo. Segundo a diretora-geral da autarquia, Luciane Skrebsky Freitas, isso “é inviável”. Segundo ela, há atraso na entrega de aluguéis sociais e de outros serviços.
A juíza e o promotor ouviram diversos servidores, que se declararam a favor dos manifestantes, e que disseram não se incomodar com a ocupação, enquanto outros falaram que não se sentem confortáveis com a presença das cerca de 70 pessoas que ocupam o saguão do prédio. Alguns também reclamam não terem recebido nenhum comunicado oficial da Prefeitura. “A gente fica sabendo se temos que ir trabalhar ou não no boca-boca”.

Ao final da visita, líderes dos movimentos ocupantes, representantes do governo e do Judiciário reuniram-se na sala da Coordenação de Assuntos Jurídicos e Regularização Fundiária, onde assinaram o termo de inspeção judicial. No termo, a juíza anota que foi “inexitosa a conciliação”. Ao Jornal JÁ, disse que a inspeção “foi muito proveitosa”.
Foram avaliados alguns pontos da ocupação: o acesso do prédio pelos servidores, como está o atendimento ao público e a preservação do ambiente.
Reintegração de posse do Demhab vai para análise do Ministério Público
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