Recebemos da Associação Brasileira de Estudos de Abelhas (ABELHA) a seguinte carta de esclarecimentos sobre a reportagem Apicultores vão encarar defensores de agrotóxicos e publicamos na sua íntegra:
A Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A.) gostaria de prestar esclarecimentos em razão da reportagem “Apicultores vão encarar defensores de agrotóxicos”, publicada no site do Jornal Já, no dia 13 de dezembro de 2017.
Primeiramente, lamentamos que a Associação tenha sido citada diversas vezes na matéria sem que a reportagem tenha nos contatado para que pudéssemos nos manifestar. Desta forma, teriam sido evitados equívocos e informações erradas para os seus leitores, que serão esclarecidos, ponto a ponto.
▪ Ao contrário do que o título sugere, a associação A.B.E.L.H.A. não é defensora de empresas fabricantes de agrotóxicos. A entidade não representa e nem sem posiciona em nome das indústrias de defensivos agrícolas e de seus produtos. Essa missão é do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), que é um dos associados da A.B.E.L.H.A.
▪ A associação A.B.E.L.H.A. é uma associação civil, sem fins lucrativos, criada, em 2015, para promover o diálogo no Brasil em prol da conservação e do uso sustentável da diversidade das abelhas, principais agentes polinizadores na agricultura e ecossistemas relacionados, e de outros polinizadores. Fazem parte da Associação pesquisadores oriundos de diversas instituições de ensino e pesquisa do País, assim como empresas e instituições. Nossa missão é reunir, produzir e divulgar informações, com base científica, que visem à conservação da biodiversidade brasileira e à convivência harmônica e sustentável da agricultura com as abelhas e outros polinizadores.
▪ A matéria é precisa ao afirmar que a associação vem procurando criar o diálogo e firmar parceria entre os diversos elos da atividade apícola e agrícola, a exemplo de Federações, Associações, Confederações e Cooperativas setoriais. Mas erra ao sugerir que o faz com o objetivo de favorecer uma das partes. Ao contrário, a associação acredita que o desenvolvimento sustentável da apicultura e da agricultura só é possível por meio de um relacionamento saudável, respeitoso e transparente entre as partes. Por isso, vem procurando criar canais de diálogo entre todos os envolvidos.
▪ A reportagem ainda faz confusão ao afirmar que a A.B.E.L.H.A. possui “verba aprovada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para financiar pesquisas na área agrícola”. A associação não possui fontes públicas de financiamento. A reportagem se equivoca possivelmente em razão da recente chamada pública lançada pelo CNPq para o desenvolvimento de pesquisas sobre a relação entre polinizadores e a agricultura no Brasil. Nesta iniciativa público-privada, a associação A.B.E.L.H.A. colabora com financiamento para consórcios de pesquisa sobre polinizadores, juntamente com o próprio CNPq, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).
A carta é assinada por Ana Lúcia Assad, Diretora-Executiva da ABELHA.
Reportagem (sobre apicultura) recebe reparos da ABELHA
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