Rua Viva: negócios novos e tradicionais na avenida Venâncio Aires

A avenida Venâncio Aires começa na praça Garibaldi, na divisa entre Cidade Baixa e Azenha, margeia o Parque da Redenção, na divisa dos bairros Santana e Farroupilha, e vai até a avenida Osvaldo Aranha, na ponta do Bom Fim.
A história da Venâncio remonta ao ano de 1845, quando, motivado pela visita do Imperador Pedro II e da Imperatriz Tereza Cristina ao estado, o vereador Dr. Luiz da Silva Flores propôs à Câmara a abertura de duas vias: Rua do Imperador e Rua da Imperatriz. Com a proclamação da República, em 1889, estas ruas ganharam novos nomes: Rua da República e Venâncio Aires.
O nome homenageia o advogado e jornalista Venâncio de Oliveira Aires. Nascido em Itapetininga, São Paulo, foi um dos fundadores do Partido Republicano Riograndense e o primeiro diretor de redação do jornal republicano A Federação, impresso em Porto Alegre e que teve sua primeira edição lançado em janeiro de 1884.
A Rua da Imperatriz foi criada para cruzar a área da antiga Várzea, margeando o antigo matadouro público. Com o tempo, a Venâncio cresceu como uma rua predominantemente residencial. Há aproximadamente uma década, este perfil começou a se modificar, com o crescimento e a diversificação da atividade comercial.

Em maio, artistas da Casa Musgo fizeram um mural no muro da Casa dos Conselho / Ramiro Furquim/Jornal Já
Em maio, artistas da Casa Musgo fizeram um mural no muro da Casa dos Conselho / Ramiro Furquim/Jornal Já

Em janeiro de 2006, o Já Bom Fim Moinhos estampava em sua capa a manchete “A Venâncio que virou Osvaldo.” A matéria tratava das modificações que passavam naquelas rua. Em 2008, outra reportagem abordava a ampliação das opções noturnas na Venâncio.
Hoje a avenida Venâncio Aires apresenta uma grande diversidade de estabelecimentos comerciais. Ao longo de seus mil e duzentos metros, encontra-se diversos restaurantes, bancos, lojas e até estabelecimentos de diversão adulta. Além disso, a rua também conta com diversas instituições de ensino, como Senac, a Fadergs e escolas de idiomas.
Seu ponto inicial, junto à praça que já se chamou Concórdia, é um antigo reduto boêmio da cidade. Comenta-se pelas calçadas que um de nossos maiores compositores, Lupicínio Rodrigues, morador da Ilhota, passou ali algumas de suas noites de dor-de-cotovelo. Ainda hoje permanecem ali dois bares: Garibaldi e Eski Bar.
Na segunda quadra, há agências de quase todos grandes bancos: Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco e Santander. Depois da esquina da João Pessoa começa a maior concentração de estabelecimentos gastronômicos, como por exemplo o Consultório Culinário, que se mudou recentemente da República, o Café na Paleta, a Pink Velvet e o recém inaugurado Venâncio, que fica no polinho gastronômico da esquina da Vieira de Castro.
Quando a Venâncio se aproxima do Hospital de Pronto Socorro, as atividades predominantes são ligadas à área da saúde, como consultórios odontológicos e farmácias. A Venâncio Aires tem seu fim no encontro com a Osvaldo. Um curioso edifício em formato de fatia de pizza, no número 1211, é o último imóvel da antiga Rua da Imperatriz.
Tablado comemora 25 anos
Andréa Franco fez uma reforma completa no imóvel para criar o ambiente do Tablado / Ramiro Furquim / Jornal Já
Andréa Franco fez uma reforma completa no imóvel para criar o ambiente do Tablado / Ramiro Furquim / Jornal Já

Em 1991, Andréa Franco criou o Tablado Andaluz, na época uma escola de dança Flamenca, localizada na Avenida Osvaldo Aranha. Mais tarde, a escola ganhou um restaurante especializado no mais famoso e tradicional da culinária espanhola, a paella.
Em janeiro de 2012, o Tablado Andaluz se mudou para a nova sede, na Venâncio. Andréa conta que quando adquiriu o imóvel, ele era apenas um terreno com as paredes laterais e fez uma reforma completa. Hoje, o tablado junta a escola de dança com o bar flamenco formando um centro integrado de arte, cultura e gastronomia espanhola.
Rua de comércios tradicionais em constante renovação
Ronaldo, à direita, está à frente do negócio fundado por seu pai em 1952 / Ramiro Furquim/Jornal Já
Ronaldo, à direita, está à frente do negócio fundado por seu pai em 1952 / Ramiro Furquim/Jornal Já

A Casa Moraes foi inaugurada em 27 de outubro de 1952, na última casa da João Alfredo, onde hoje é Aureliano de Figueiredo Pinto. Em 1967, a loja de sapatos se mudou para a Venâncio. Após o falecimento de seu pai, Antônio, Ronaldo Moraes assumiu o negócio. Ronaldo garante que a loja permanece igual há quase meio século atrás. Até a caixa registradora é a mesma.
Ronaldo nasceu em 1954, no imóvel que abrigava a sapataria e também a residência da família. Professor de matemática aposentado, foi o único filho que se interessou a dar continuidade aos negócios do pai.
Batista está à frente do Bar do Beto há 27 anos / Ramiro Furquim/Jornal Já
Batista está à frente do Bar do Beto há 27 anos / Ramiro Furquim/Jornal Já

Os estabelecimentos noturnos são tradicionais. Batista está à frente do Bar do Beto há 27 anos. Daquele tempo permanecem o Pedrini e o Fontana, que já se chamou Cerilo.
Nídia, da Grão e Essência Armazém Natural / Ramiro Furquim/Jornal Já
Nídia, da Grão e Essência Armazém Natural / Ramiro Furquim/Jornal Já

Sempre tem negócio novo abrindo na rua. A Grão e Essência Armazém Natural se mudou da Zona Sul para a Venâncio no final de abril.
Outra recém chegada é a Mademoiselle, loja especializada em moda feminina.
Simone, da loja Mademoiselle Ramiro Furquim/Jornal Já
Simone, da loja Mademoiselle / Ramiro Furquim/Jornal Já

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