Com a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), nesta quarta-feira, constata-se que o salário mínimo, fixado no fim do ano, ficou pelo segundo ano consecutivo abaixo da inflação.
O INPC aumentou 2,07% em 2017. O salário mínimo foi reajustado em 1,81%, com base numa estimativa de dezembro.
A diferença é aparentemente mínima: 0,26% de perda em relação ao INPC. No detalhe, vê-se que os prejuízos aos assalariados é significativo, não só pelo valor mas, também, pela tendência que se configura.
O mínimo, depois do reajuste, passou de R$ 937 para R$ 954. Um aumento de R$ 17 reais.
Além de ficar abaixo da inflação pela segunda por dois anos consecutivos, foi o menor aumento em 24 anos.
Fora isso, é preciso considerar que o INPC, que cresceu 2,07% no ano, mede a inflação apenas na faixa dos que ganham de um a cinco salários mínimos, na condição de assalariado. Não é o índice oficial da inflação.
O índice oficial da inflação é o IPCA, que mede perda do poder aquisitivo da faixas de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte de renda.
E o IPCA, que é a referência para todos os reajustes na economia, cresceu 2.95% em 2017.
A perda real do salário mínimo seria muito maior.
Os reajustes menores do que a inflação nos dois últimos anos revelam uma inversão da tendência dos últimos quinze anos, de reajustes sempre acima do índice inflacionário.
Sinal de que o governo de Michel Temer consagrou a tese de que os salários altos travam a economia e aumentam a inflação.
Tanto que o destaque no jornal O Globo, carro chefe do maior sistema de comunicação do país, não foi a perda dos salários. Foi que “inflação menor estimula a retomada da economia”.
Salário Mínimo: abaixo da inflação pela segunda vez e o menor aumento em 24 anos
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Comentários
Uma resposta para “Salário Mínimo: abaixo da inflação pela segunda vez e o menor aumento em 24 anos”
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agora a vida ficou boa para a classe média, da pra contratar funcionários a salarios miseraveis…

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