Chegam a Porto Alegre na segunda-feira 120 homens da Força Nacional, criada em 2004 com a elite das polícias estaduais – militar, civil e peritos, justamente para auxiliar os governos em situações de crise e de emergência. Com a crise na Segurança, o governador José Ivo Sartori, que vinha se negando a pedir reforço federal, afinal admitiu que estava errado e foi a Brasília formalizar o pedido ao presidente interino Michel Temer.
Temer primeiro disse que enviaria “cerca de 200” integrantes da Força Nacional para ajudar a conter a onda de violência que, nas últimas semanas, tem ocorrido na região metropolitana de Porto Alegre. Mais tarde, o portal do governo na internet informava que seriam 150, mais os 30 veículos.
Na reunião que teve com Temer, no final da manhã de hoje (26), Sartori pediu também a construção de uma penitenciária federal no estado, que registra superlotação dos presídios e nas delegacias.
Nos últimos dias, a violência, que é corriqueira na periferia, assustou a população de áreas nobres da cidade: uma médica foi assassinada na capital, um triplo homicídio ocorreu em Alvorada e um homem foi executado no Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). No final da tarde de ontem, uma mulher aguardava o filho sair da escola quando foi morta com um tiro na cabeça diante da filha mais velho.
“Não discutimos o tempo [que eles ficarão] porque consideramos que será o tempo necessário”, disse Sartori, ao negar que o governo do estado tenha demorado a pedir esse reforço.
Sartori foi à reunião com Temer acompanhado do senador Lasier Martins (PDT). “Temer reconheceu que o problema de segurança é um dos mais graves do Brasil, e que todo mundo está pedindo a mesma coisa, mas que vai se reunir para pensar no pleito do governador gaúcho”, disse. O governador pediu também ajuda para fazer uma reforma no Presídio Central. Quanto a esse item, o presidente Temer disse que vai reunir a equipe e ver o que é possível atender”, informou o senador.
Sartori solicitou a presença da Força Nacional para a guarda externa de presídios, para assim liberar liberar brigadianos para o policiamento ostensivo. Porém, nos noticiários do início da noite, a informação era que a Guarda Nacional atuará nesse policiamento. Sartori pediu também recursos para comprar armas, viaturas, coletes balísticos e equipamentos de monitoramento.
(Com Agência Brasil)

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