Sartori recorre a Temer para aprovar acordo da dívida sem privatizações

O presidente Michel Temer foi chamado para tentar contornar o impasse que se criou entre os técnicos do Tesouro Nacional que tratam do Programa de Recuperação Fiscal dos Estados e os representantes do Rio Grande do Sul.
A reunião de emergência na quinta-feira, no Palácio do Planalto,  contou também com a presença do ministro Henrique Meirelles, da Fazenda.
A questão é que o governador Sartori não conseguiu autorização para privatizar as estatais do setor de energia – Sulgas, CRM e CEEE – item considerado essencial para a aprovação do acordo, que permite a suspensão do pagamento da dívida estadual por três anos.
Há dois meses os negociadores de Sartori tentam convencer os técnicos federais a aceitar outras “contrapartidas”, sem sucesso.
O governador alega que já fez mais do que é exigido em termos de ajuste. Antes mesmo do governo federal, ele congelou salários, limitou despesas, cortou benefícios dos servidores (e continua, ainda tem projetos em aprovação na Assembléia).
Mas não conseguiu os votos que precisava na Assembléia para cumprir o item das privatizações, que consta dos termos do acordo.
Só pelo caminho político é possível contornar essa barreira.
Os delegados de Sartori são Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil, e o deputado Darcísio Perondi, que se destacou no embate para travar a denúncia contra Temer na Câmara.
O governo gaúcho ganhou tempo com a suspensão provisória da dívida, mas agora o desembolso mensal volta a pesar. Esse mês Sartori já teve que recorrer ao STF para dar o calote sem ter as contas bloqueadas. Até quando?
Os negociadores de Sartori não reconhecem, mas é visível a tensão entre eles.
Na previsão mais otimista, eles acreditam que antes de outubro não será possível resolver o impasse e assinar o acordo.
 
 
 
 
 
 
 

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