Se depender das ruas, governo Dilma está por um fio

P.C.de Lester
O Datafolha estimou em 450 mil o número de pessoas na manifestação pró-impeachment ontem na avenida Paulista.
O Estadão extrapolou para 1,4 milhão. Para ambos, foi a maior mobilização popular no pais superando a campanha poelas diretas JÁ, em 1984.
O Globo estimou em três milhões os que  foram para a rua em todo o pais pedindo “fora Dilma” neste domingo.
Qualquer que seja o número, o recado é claro: se depender das ruas o governo Dilma está por um fio.
Nos poucos lugares, como Porto Alegre, onde os defensores da presidente se manifestaram a  mobilização e o entusiasmo foram incomparavelmente menor.
É compreensível: os defensores do impeachment preparavam há quase seis meses o seu ato. Os partidários da presidente só se mobilizaram depois  das denúncias que atingiram o ex-presidente Lula, na semana passada.
Essas denúncias, mais a “condução coercitiva” para depor e  o pedido de prisão preventiva de Lula, seguidos de uma série de notícias muitas delas falsas, mas todas  replicadas para desgastar o ex-presidente, turbinaram as manifestações pro-impeachment.
Mas, por maiores que tenham sido, elas não são suficientes para tirar Dilma do poder. Para mudar o governo, é preciso uma base legal que justifique o impedimento da presidente, legalmente eleita.
Há um processo no congresso e outro no superior tribunal eleitoral. Mas o quadro institucional é tão confuso, que ninguém pode prever o que acontecerá se Dilma Rousseff for apeada da presidência.
O que se percebe é que as forças políticas que a elegeram não vão aceitar passivamente sua deposição.
Qualquer tentativa de impor uma solução que desrespeite o resultado das urnas, sem uma base legal consistente, vai encontrar resistência e desencadear uma instabilidade de consequências inimagináveis.
O mais seguro mesmo é aguarda 2018 e fazer a mudança pelo voto. Talvez o tom pacífico das manifestações desse domingo queira dizer isso mesmo: mudança sem conflito. Ou seja, pelo voto.´
 
 

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