
Gramado impecável do campo da Timabúva deve dar lugar a espigões
(Fotos: Tânia Meinerz/Arquivo/JÁ)
Guilherme Kolling
Os associados do Força e Luz decidem nesta terça-feira, 15 de agosto, na sede da rua Alcides Cruz, no bairro Santa Cecília, se aceitam uma oferta de R$ 9 milhões pelo estádio da Timbaúva.
A oferta foi feita no segundo leilão da sede do clube, em 14 de junho, no Hotel Plaza São Rafael. O valor ficou abaixo dos R$ 11 milhões pedidos pela área de 1,6 hectares. Mas a tendência é que, mesmo com a oferta abaixo da expectativa, os sócios aceitem a proposta na assembléia geral, marcada para 18h30.
Trata-se da segunda tentativa de negociar o campo. Na primeira, em 5 de abril, também houve uma única proposta, de R$ 10 milhões, que não foi aceita. O terreno permite uma área construída de até 44 mil metros quadrados.
Ao contrário do que a situação deixa a entender, a venda do Força e Luz não se deve a uma crise financeira. Balanços dos últimos anos mostram saldo positivo ou pelo menos zerado, caso de 2005, quando foram gastos e arrecadados cerca de R$ 140 mil.
A venda é justificada pelo pouco uso entre os associados. Apenas 20 ou 30 participam da vida do clube. A maioria quase nunca aparece, isto é, não usufrui a infra-estrutura, apesar de sustentar a instituição – o pagamento de mensalidades é a principal fonte de renda.
Sócios aprovaram a venda em abril de 2005
Com o desinteresse da nova geração e o esvaziamento de um dos palcos mais importantes da história do futebol gaúcho, decidiu-se pela venda do estádio. A medida foi acertada em assembléia de abril de 2005, com apoio da maioria dos integrantes em dia. O recurso obtido com a venda deve ser rateado entre os 384 associados.
Com isso, outro item da pauta desta terça-feira deve ser o futuro do clube sem sua sede, isto é, se as atividades serão extintas ou não; se uma nova sede (menor) será adquirida para o encontro dos associados.
Enquanto o negócio não é fechado, o advogado e ambientalista Caio Lustosa, 72, que mora há 50 anos numa casa na rua Alcides Cruz bem em frente ao Força e Luz, lidera uma campanha para transformar o local num parque público.

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