Servidores de Cachoeirinha em guerra contra pacote do Prefeito

Bombas de gás, spray de pimenta e conflito entre Brigada Militar e servidores públicos municipais de Cachoeirinha. Foi esse o cenário que se instaurou em frente à Câmara durante a manhã desta quinta-feira quando o legislativo aprovou por 14 votos a 2 o projeto que reduz de R$25 para R$ 20 o vale-alimentação dos servidores que ganham mais que R$ 2000.
A justificativa do prefeito Miki Breier (PSB) é a falta de dinheiro e com isso o enxugamento dos gastos da máquina pública. Em fevereiro o prefeito já havia mandado um pacote de 11 medidas, do quais aprovou nove.
Os servidores recriminam o atual governo. Em greve há 24 dias, eles prometem uma série de mobilizações para impedir que mais projetos sejam aprovados. Um ato público de de repúdio na frente da Prefeitura já está programado para as 10h desta sexa-feira, dia 31. Após o ato será feito um almoço coletivo e uma plenária da categoria.
O major Luciano Moritz Bueno, comandante do 26º Batalhão da BM, disse à imprensa que era preciso conter os ânimos que estavam exaltados e que a Brigada “fez uso moderado dos meios”. Segundo o major, a chamada que a Brigada fizesse a segurança da Câmara foi um pedido do Presidente da casa, o vereador Marco Barbosa (PSB).
Confira abaixo a nota do Simca (Sindicato dos Municipários de Cahcoeirinha) e um vídeo do conflito ocorrido hoje pela manhã:
GOVERNO ORDENA REPRESSÃO COVARDE
À GREVE DOS MUNICIPÁRIOS
Durante a manifestação na Câmara dos Vereadores nesta quinta, dia 30/03/2017, vigésimo quinto dia da greve dos municipários, de forma covarde houve a repressão brutal por parte da Brigada Militar ao protesto dos municipários. A sessão da câmara votou o projeto que diminui o valor pago no vale alimentação, conforme escalonamento. Membros da categoria foram agredidos enquanto estavam sentados durante a vigília em apoio à greve de fome. Três colegas da categoria foram injustamente detidos e um está sofrendo ameaça de ser encaminhado ao presídio central. Dezenas de pessoas ficaram feridas pela Brigada Militar.

Desde à noite de ontem, o comando de greve já estava mobilizado para garantir o acesso ao legislativo. O presidente da câmara ingressou com uma reintegração de posse, porém não houve deferimento do pedido até o final da manhã. O SIMCA moveu um mandado de segurança para garantir a liberação do acesso ao plenário, decisão essa que acabou sendo DEFERIDA pela justiça no final da manhã, comprovando que a atitude arbitrária e repressiva ocorrida na câmara sequer teve respaldo legal.
O Sindicato dos Municipários de Cachoeirinha repudia veementemente a repressão ordenada sem nenhuma legitimidade contra os municipários e membros da comunidade.

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