Servidores públicos estaduais concentraram-se desde as 7h da manhã desta terça-feira em frente as duas entradas principais da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul para impedir que os deputados votassem os projetos que integram o pacote de ajuste fiscal do governo de José Ivo Sartori, principalmente os três projetos protocolados em regime de urgência: a criação do regime de previdência complementar, que limita as aposentadorias dos servidores ao teto do INSS, e a extinção das fundações estaduais de Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps) e do Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul (Fundergs).
Princípios de tumulto foram registrados no meio da manhã e início da tarde quando os parlamentares se movimentavam em frente à Assembleia. Sem acesso ao Parlamento, o presidente e deputado Edson Brum (PMDB) transferiu a reunião de líderes que deliberaria sobre as votações para o Memorial da Assembleia, que contou com a participação de representantes dos servidores. Na saída chegou a ser cercado pelos manifestantes e decidiu suspender a votação dos projetos por falta de segurança. As portas do Legislativo continuavam bloqueadas.


Na Duque de Caxias, deputados dos partidos de oposição ao governo discutiam os próximos passos. O deputado Altemir Tortelli (PT) comentou que não acredita em uma retirada dos projetos, que é principal reivindicação dos servidores, nem mesmo do regime de urgência.

A presidente do CPERS, Helenir Schurer, disse que o movimento foi vitorioso hoje, mas que a vigília permanecesse. “Continuaremos aqui na frente do Piratini atentos e caso os deputados pensem em votar o pacote de medidas amanhã, os servidores voltarão para a entrada Assembleia.



Servidores impedem entrada de deputados na Assembleia e votação de projetos é cancelada
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