Servidores iniciam ofensiva para derrubar o pacote de Sartori

O seminário sobre o papel das fundações, no Plaza, e o reforço da mobilização na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, marcaram, na tarde de quarta-feira, o início da ofensiva final dos sindicatos dos servidores públicos para derrubar o pacote o governador José Ivo Sartori  (PMDB) que vai a votação na Assembleia.
O conjunto de Projetos de Lei (PL) e de Emenda Constitucional (PEC) proposto pelo governador prevê a extinção de fundações, demissão de funcionários e privatizações.
O principal argumento contra o pacote é que ele vai causar um enorme estrago nos serviços públicos estaduais, com impacto quase nulo na redução do déficit, uma vez que esses órgãos a serem extintos não representam mais do que 0,4% do orçamento.

Palácio o governo isolado por grades / Thais Ratier/JÁ
Palácio o governo isolado por grades / Thais Ratier/JÁ

Quase na mesma hora que encerrava o seminário das fundações, um buzinaço começava na frente do portão de entrada do Palácio Piratini, que está isolado por grades. A porta de entrada da Assembleia Legislativa também permanece fechada. A entrada na Casa do Povo é restrita, por uma entrada lateral, protegida por grades e por seguranças da Casa.
Mesmo assim muitos servidores ocuparam as galerias do plenário e assistiram ao Grande Expediente realizado pela deputada Miriam Marroni (PT) contra a privatização da CEEE, da Sulgás, da CRM e a extinção da Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH).
Enquanto isso, grupos de servidores promoviam “trancaços” na rua que dá acesso à entrada da Assembleia, portando faixas, cartazes e distribuindo panfletos aos motoristas. No interior da praça da Matriz, técnicos da Fundação Zoobotânica montaram uma mini-exposição, mostrando o que faz a instituição e o acervo científico que acumulou ao longo de quatro décadas.
As mobilizações ganham intensidade na tarde desta quinta-feira, quando em assembléia na Praça da Matriz, o Cpers decide sobre a greve geral. Nos próximos dias estão programados abraços, caminhadas, vigílias e, no dia 13, quando o Senado vota em segunda sessão a PEC 55, uma greve geral.
 
 

 

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