Em espaços pagos em rádio e jornal, o Sindicato Médico do Rio Grande do Sul está acusando o Instituto de Previdência do Estado de desviar recursos do Fundo de Assistência à Saúde para o Caixa Único do governo, “para tapar furos de outras áreas”.
O médico Paulo de Argolo Mendes, presidente do Simers, disse ao JÁ, que esta é a razão da falta de transparência nas contas do Instituto, que há cinco anos não reajusta o pagamento dos médicos.
“Nós perguntamos ao presidente do IPERGS se a arrecadação, que aumentou 57 %, estaria sendo utilizada no Caixa Único do Estado e eles nos mandam procurar no Portal da Transparência. Este portal é praticamente inacessível“, afirma Argolo.
Em suas inserções, nesta segunda-feira, o Simers comemorou a saída do atual presidente José Alfredo Pezzi Parode. “Caiu o presidente do IPE” dizia a mensagem em tom de notícia, dando a entender que Parode deixou o cargo por causa das denúncias do “desmonte em curso no IPE Saúde”.
Parode oficialmente está deixando a presidência do IPE para ocupar a Secretaria do Planejamento de Porto Alegre, integrando a equipe do prefeito Marchezan. Seu substituto é o ex-deputado Otomar Vivian, cuja indicação é saudada pelo sindicato. “Ele vai trabalhar com transparência”.
Segundo o Simers, a arrecadação do Fundo de Assistência à Saúde (FAS), criado 2004 (Lei Complementar 12.066), para atender aos servidores públicos pelo IPE. cresceu 57% no último ano, mas os gastos e a remuneração os médicos estão congelados.
A dedução é de que o dinheiro está sendo desviado para o pagamento de salários e outras necessidades do Estado através do caixa único.
O QUE DIZ O IPERGS
Servidor de carreira do Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul, o chefe de gabinete da presidência do Instituto, Ivan Bonetto, explica que o atual presidente, José Alfredo Pezzi Parode, não está sendo demitido da instituição.
Está saindo para assumir o planejamento da Prefeitura Municipal de Porto Alegre.
Porém isso somente ocorrerá depois que o futuro presidente indicado pelo governador José Ivo Sartori, Otomar Vivian, for sabatinado pela Assembleia Legislativa.
Parode é auditor de carreira da Secretaria da Fazenda e especialista em planejamento, já em fase de aposentadoria.
Segundo Ivan, ele ganhou a antipatia dos médicos porque criou uma Comissão antifraude acionando o Ministério Público e auditores para conferir as contas apresentadas pelos médicos.
Tomou também a iniciativa de pagar diferentemente as pessoas físicas das pessoas jurídicas. Os médicos que optam por receberam como pessoas físicas recebem R$49,00 por consulta já os que são pessoas jurídicas ganham R$68,00.
Argolo contesta e diz que com essa política o IPE deixa de recolher tributos ao governo Federal e os repassa para os médicos.
Neste embate quem tem perdido são os segurados do IPE, na sua maioria funcionários públicos e familiares, pois muitos médicos têm se descredenciado da instituição.
Sindicato Médico denuncia desvio de recursos do IPE Saúde
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