Em assembleia geral realizada na Casa do Gaúcho, no Parque da Harmonia, os professores da rede pública estadual suspenderam a greve da categoria, iniciada no dia 15 de março. As aulas serão retomadas na próxima quarta-feira, dia 5 de abril, mas sofrerão interrupções quando houver votação dos projetos do governo Sartori na Assembleia Legislativa e no dia 28 de abril, data que está convocada uma greve geral pelas centrais sindicais.
A assembleia geral dessa sexta-feira (31/3) foi realizada em um local menor que a anterior (que foi no Gigantinho) e durou uma hora e meia. O encaminhamento para a suspensão da greve foi realizado na parte da manhã, na reunião do Conselho da entidade, que aprovou as propostas discutidas. A adesão ao movimento era baixa, principalmente no interior do Estado. Mas a avaliação da direção do Cpers/Sindicato é que a forma que a paralisação foi feita teve resultado positivo.
Para a presidente da entidade, Helenir Schürer, “a força da greve e das inúmeras mobilizações realizadas por todo o Estado pelos educadores têm feito o governo Sartori recuar na aprovação das PECs que prejudicam de forma brutal os educadores e demais servidores”.
Agora a direção do Cpers vai negociar com o secretário da Educação, Luis Alcoba, a recuperação dos dias de aulas parados e a reversão de medidas punitivas que foram aplicadas em algumas ocasiões durante a greve.
Propostas aprovadas:
1 – Suspender a greve, com calendário forte de mobilização, retornando as atividades na quarta-feira (05/04) condicionada ao acordo de greve do CPERS/Sindicato com o governo na recuperação dos dias parados, revertendo os casos de perseguição e respeitando a Lei de Gestão Democrática nas escolas;
2 – Dar continuidade às plenárias de discussão da reforma da Previdência e demais reformas, bem como o fortalecimento dos comitês locais;
3 – Acompanhar o calendário de mobilização da CNTE;
4 – Participar no dia 28 de abril da Greve Geral chamada pelas centrais sindicais, sindicatos, federações e confederações;
5 – Realizar paralisação e vigília nos dias de votação das PECs encaminhadas pelo governo Sartori à Assembleia Legislativa;
6- Realizar escrachos ao governador Sartori em todos os espaços em que ele estiver;
7 – Continuar com os escrachos aos deputados estaduais e federais nas suas bases eleitorais;
8 – Realizar marchas temáticas municipais, culminando em marchas estaduais;
9 – Discutir com a categoria a importância do IPE público e de qualidade, devido à eminência do Judiciário em criar um plano próprio de saúde;
10 – Procurar todas as entidades para integrar os comitês locais contra as reformas dos governos Temer e Sartori;
11 – Moção de Repúdio contra a violência praticada contra os servidores da Prefeitura de Cachoeirinha, apoiada pelo prefeito Mike Breier (PSB) e pelo presidente da Câmara de Vereadores, Marco Barbosa.
Suspensa a greve do magistério da rede pública estadual
Escrito por
em
Adquira nossas publicações
texto asjjsa akskalsa

Deixe um comentário