O Projeto Monumenta em Porto Alegre, desenvolvido pelo Ministério da Cultura, com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Unesco, visa supostamente a restituir o visual da Praça da Alfândega ao seu original, do início do século XX, quando não se sabia ainda da importância das árvores no projeto urbano das cidades.

Para garantir esta discutível e dispensável “autenticidade”, o projeto cercou a praça (QUE SEMPRE FOI ABANDONADA PELA PREFEITURA) com um muro metálico de dois metros de altura e, assim escondido, dedicou-se a cortar sistematicamente mais de duas dezenas de árvores da praça, algumas centenárias.
O barulho execrável e ininterrupto das moto-serras, por dias, e a saída regular de caminhões do espaço cercado e trancado, carregando troncos e mais troncos de largo diâmetro, assim como a vista de cima, dão uma idéia da insensata e escondida destruição que lá dentro acontece.

Moro ao lado da praça e bem acima. Vejo com angústia crescente as clareiras se somarem em GRANDE VELOCIDADE, converso com os antigos frequentadores e transeuntes, artesãos e pequenos comerciantes ao redor, todos chocados e consternados com a velocidade e a extensão da destruição.
TODAS as árvores (algumas com mais de 30 anos) de AMBOS OS LADOS da avenida Sepúlveda, entre o MARGS e o Memorial, foram serradas e destruídas (sequer removidas a outro lugar). Dentro da praça, igualmente, os tocos dos troncos e os buracos atestam a destruição SEM PRECEDENTES das árvores lá plantadas, na CONTRAMÃO DA HISTÓRIA DO URBANISMO, em incompatibilidade com a qualidade de vida e o paisagismo esclarecido do século XXI, numa atitude burra, irrresponsável e INJUSTIFICÁVEL!!!
O Projeto Monumenta dá verbas para a “melhoria de praças e ruas” e eu gostaria de saber, o público desta cidade, os frequentadores desta praça TÊM O DIREITO de saber, em que este massacre insensato de árvores cuja copa garante ar puro e sombra versus a sujeira, a poluição e o calor massacrante do centro, aonde a palavra “MELHORIA” está prevista? Que melhoria é esta que destrói em grande escala a própria coisa que torna a praça um bem aos seus frequentadores. Ou eles acham que as pessoas lá vão pelos postes de luz? Pelo calçamento?
Todas as cidades em locais mais instruídos dedicam-se a criar espaços verdes ou aumentar os existents. Nossa prefeitura as destrói agora sob a desculpa de que vai criar um ambiente mais autêntico. Mas, se formos exigir autenticidade mesmo, que inundem aquela área, que antes pertencia ao rio. Ou que refaçam o espaço como era na chegada dos açorianos. Por que achar que o arbitrário autêntico é aquele em que não havia uma gestão
esclarecida do espaço da praça.

Por que a prefeitura não torna o centro mais humano e seguro fazendo coisas óbvias e sensatas, como exigir que a pavimentação das calçadas permita que idosos e crianças possam andar sem tombar diariamente nos milhões de buracos das calçadas (só para citar um MELHORIA necessária e ignorada pela prefeitura que decide investir o dinheiro destinado à melhoria da praça nesta sanha destruidora imperdoável)???
Conclamo as pessoas de bem, a mídia, aqueles com espírito responsável, aqueles com ética, bom-senso e espírito público, a protestarem e a interditarem este projeto insano que destrói um bem público necessário na suposta desculpa de recriar a estética arcaica e desnecessária às custas do bem-comum.
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Obra de restauração está cortando árvores da praça
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Câmara do Livro vai a Fortunati garantir praça para a Feira 2010
A Câmara Riograndense do Livro está aguardando uma audiência com o prefeito José Fortunati para se manifestar publicamente sobre a questão da Praça da Alfândega.
Segundo os coordenadores do projeto Monumenta, a praça não estará liberada em outubro quando acontecerá mais uma Feira do Livro de Porto Alegre, o principal evento cultural da cidade.
“Vamos ver o que o prefeito nos diz, para depois tomar uma posição”, disse ao JÁ o presidente da CRL, João Carneiro.
A Praça da Alfândega está incluída no projeto Monumenta, do Ministério da Cultura, para restauração do patrimônio histórico, e está em obras desde o ano passado.
A Feira do Livro de 2009 já foi realizada com algumas áreas interditadas pelas obras que haviam começado e foram suspensas para a realização do evento.
Agora, numa reunião na Secretaria da Cultura, na quinta-feira, 14/04, representantes do Monumenta informaram que não haverá condições de liberar a praça até outubro deste ano, quando deverá iniciar a 56a. ediçao da Feira do Livro. -
Obras na Praça da Alfândega ameaçam Feira do Livro
A praça da Alfândega não estará em condições de abrigar a Feira do Livro de Porto Alegre, em outubro deste ano.
A informação foi transmitida na manhã desta terça-feira, 13/4, pela coordenação do projeto Monumenta ao presidente da Câmara Riograndense do Livro, João Carneiro.
A praça está integrada ao projeto Monumenta, de resgate de espaços culturais, e está em obras desde o ano passado.
A notícia causou indignação na reunião que a Câmara do Livro promoveu à tarde, exatamente para discutir a feira deste ano.
Segundo Carneiro, na reunião pela manhã na Secretaria da Cultura, os representantes do Monumenta sugeriram que a feira este ano seja transferida para o Parque da Redenção ou para o cais do porto.
A diretoria da Câmara do Livro considerou uma “falta de respeito à história da Feira” e já solicitou uma audiência com o prefeito José Fortunatti para tratar do assunto. -
Qual será o destino da casa dos Lutzenberger?

A casa em que nasceu e viveu José Lutzenberger, na rua Jacinto Gomes, está
fechada desde que ele morreu, há oito anos. Numa edícula, no quintal da
casa de três pavimentos ainda funciona um escritório da Fundação Gaia, por
ele fundada.
Mas agora tudo vai mudar. A Fundação Gaia, presidida por Lara, a filha
mais moça de Lutz, vai transferir todas suas atividades para a sede em
Pântano Grande, o Rincão Gaia, a 125 quilômetros de Porto Alegre.
E a casa, projetada e construída em 1926 pelo arquiteto José Lutzenberger,
pai do ambientalista, provavelmente será alugada, para alguém que se
disponha a reformá-la, pois toda a estrutura de madeira está comprometida.
O empresário Cerilo Vallandro, proprietário do Bar Cerilo, vizinho da
esquina com a rua Venâncio Aires, já fez uma proposta. O interesse dele
não é o imóvel, mas o quintal, para ampliar o estacionamento com entrada
pela Jacinto Gomes.
Vallandro concorda em alugar tudo e até arrumar a casa. Não seria uma
reforma completa, apenas o suficiente para que possa sublocá-la e, com
isso, recuperar o investimento a ser feito.
O negócio ainda não saiu porque as herdeiras de Lutz exigem aprovar cada
candidato a sublocador que apareça e o uso a ser dado ao imóvel. A
contraposta do empresário é que elas apresentem uma relação das ocupações
que vetariam. Como tem planos de aumentar o restaurante, ele acha
importante ampliar o estacionamento.
Naturalmente, os ambientalistas não aprovam a idéia, especialmente os
contemporâneos de Lutz. Mas nada podem fazer para impedir o fim do jardim,
já que o imóvel é particular e não tem nenhuma ligação formal com Fundação
Gaia. Tampouco podem preservar o jardim ou, por exemplo, abri-lo à
visitação pública. (Patricia Marini) -
Porto Alegre 24 horas no ar
Dia 26 de março de 2010, quando Porto Alegre completará 238 anos, o Armazém Digital realizará o Porto Alegre 24h no Ciberespaço, um evento em homenagem ao aniversário da capital do RS.
Para isso, está convidando fotógrafos que, durante 24 horas desse dia, farão imagens da cidade. O registro fotográfico íniciará à 00h00min01seg e se estenderá até às 24h00min00seg, e poderá ser acompanhado pelo público através da internet, pois, a cada hora, o site Armazém Digital será atualizado com as fotografias produzidas pelos participantes.
A proposta é registrar o cotidiano da cidade, seus lugares, seus habitantes, seus personagens, suas vidas.
Porto Alegre 24h no Ciberespaço, registro fotográfico de um dia na cidade, além de um site na internet, vai resultar num livro e numa exposição.
A marca do evento foi criada pela designer Tatiana Sperhacke.
Os nomes dos fotógrafos convidados que participarão do evento serão divulgados na próxima semana.
Mais informações podem ser acompanhadas pelo site www.armazemdigital.com.br
O QUE: Porto Alegre 24h no Ciberespaço, registro fotográfico de um dia na cidade
QUANDO: 26 de março de 2010, da 00h00min01seg às 24h00min00seg
ONDE: Site Armazém Digital (www.armazemdigital.com.br)
CONTATO:
Natália Guasso
natalia.guasso@gmail.com
(51) 9748 6004
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7 bilhões do FGTS para obras da Copa
Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
Brasília – O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou hoje (12) a liberação de R$ 7 bilhões para financiamento do chamado PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da Mobilidade e Transporte Urbano para as 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.
Segundo o ministro das Cidades, Marcio Fortes, o valor total para essas ações agora é de R$ 8 bilhões. Entre os projetos que serão financiados estão os de corredor exclusivo para ônibus, veículo leve sobre trilhos (VLT) e monotrilho, além de obras viárias para facilitar o acesso aos estádios.
Os projetos já foram apresentados pelas cidades-sede e serão anunciados amanhã (13) pelos governadores e prefeitos de localidades que sediarão jogos da Copa, durante reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O financiamento terá quatro anos de carência e até 30 anos de prazo para pagamento. De acordo com Fortes, ainda não há previsão de recursos a fundo perdido para ações ligadas à Copa. “Por hora, é só financiamento”, afirmou.
As cidades que serão sede de jogos na Copa de 2014 são: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Recife e Salvador. -
Moradores vão à rua contra espigão que engoliu praça
A Associação dos Moradores e Amigos do Bairro Auxiliadora está confirmando a “Caminhada Cidadã”, neste sábado, as 11 horas, a partir da Paróquia Auxiliadora. É um “protesto pacífico” contra a construção de um prédio de 20 andares num terreno que estava reservado para ser a única praça do bairro, um dos mais antigos de Porto Alegre
O terreno em questão fica na rua Germano Petersen. O trajeto da caminhada segue pelas ruas Auxiliadora, Marques do Pombal, Marcelo Gama e Plínio Brasil Milano até a Germano Petersen Jr.
A proposta é se posicionar na calçada oposto ao show-room da Maiojama, em frente a praça Joaquim Vitalle, para registro da imprensa e entrega de ofício da AMA à construtora, por volta das 13 horas.
“Queremos tão somente registrar de forma ordeira e absolutamente pacífica o repúdio da maioria dos moradores e moradoras à construção do Espigão de 20 andares (60 metros), uma volumetria que impactará violentamente na paisagem da Auxiliadora, principalmente no interior do bairro, cuja altura máxima dos prédios é de 12 andares (33 metros)”, diz a nota da AMA.
Segue a nota:
“Além do sombreamento causado pela verdadeira Torre de Concreto que bloqueará a insolação de vários imóveis das ruas Cândido Silveira e Auxiliadora, a oeste, Marcelo Gama e Felicíssimo de Azevedo, a leste, há o agravante dos 80 apartamentos concorrendo para esgotamento da infraestrutura cloacal e o caos da mobilidade no trânsito na Germano Petersen Jr. e adjacências”.
“Sem contar o precedente que se abrirá para construção de outros espigões no bairro Auxiliadora, descaracterizando completamente sua morfologia urbana, isto é, sua identidade”.
“Os principais motivos para a Mobilização Comunitária, que faz novamente esse chamamento à imprensa (que, diga-se, atendeu em peso ao chamado da semana passada), são os seguintes:
1º) Não queremos espigões no bairro Auxiliadora.
2º) A área do Espigão estava destinada, até 2001, a Praça Municipal.
3º) A área em frente, com 1/4 do tamanho, substituída para receber a atual praça, estava destinada a Escola Municipal.
4º) O desgravamento da área não obedeceu ao princípio de publicidade junto a comunidade pela Prefeitura, convocando Audiência Pública para uma pergunta simples:
A comunidade prefere Praça e Escola Municipal ou Espigão de 20 andares (60 mts)?
5º) A AMA denunciou ao Ministério Público questionando sobre o EVU (Estudo de Viabilidade Urbanística), Lei Municipal do PDDUA, e o EIV (Estudo de Impacto de Vizinhança), Lei Federal do Estatuto das Cidades; que foi acatada e resultou no processo 0049/2009, na Promotoria de Defesa da Habitação e Ordem Urbanística, que abriu Inquérito Civil contra a Prefeitura, que terá até o dia 21 de dezembro para responder. isto é: o MP está do lado da comunidade.
6º) Somente o Clamor Público será capaz de produzir efeito na tentativa de negociar uma contrapartida, nem que seja a redução do número de andares do Espigão, objetivo maior dessa Mobilização Comunitária.
O convite à comunidade leva as seguintes mensagens:
Venha tomar um chimarrão, conhecer seus vizinhos, prestar solidariedade à causa comunitária em nome da defesa da qualidade de vida e do bom convívio de todos e para todos!
Venha participar da Caminhada Cidadã em nome da ética, da identidade e do interesse cultural e ambiental da presente e das futuras gerações!
Contamos com sua participação presencial, pois nada substitui a união de todos por uma causa justa e cidadã!
Saudações comunitárias!
João Volino Corrêa Maria Rosa Fontebasso
Presidente Vice-presidente -
Pepsi promove consulta sem esclarecer o que vai fazer na Redenção
Quem passa pelo parque da Redenção no fim de semana já notou o stand azul e vermelho da Pepsi, e o slogan “Eu amo Porto”, copiando aquele recurso gráfico do coraçãozinho no lugar do verbo.
Moças e rapazes distribuem panfletos e cupons para votar na “consulta popular” que a empresa está fazendo para eleger obras que vai realizar no parque. Em momentos de empolgação, os atendentes chegam a prometer “uma nova Redenção”.
Na verdade, toda a divulgação do que será feito é bastante vaga. O cupom para votar oferece três alternativas genéricas: mais esporte, mais lazer ou mais cultura.
A votação pode ser feita também na Internet. No site, um título: “Uma declaração de amor a Porto Alegre que vai dar cara nova aos cartões postais da cidade”.
O texto diz que “ a marca quer dar um passo adiante na restauração do Parque Farroupilha e pede ajuda da população portoalegrense” ,para escolher “o próximo presente para o cartão postal da cidade”.
A página seguinte, “para votar”, tem uma imagem do Parque (Monumento ao Expedicionário), o slogan da campanha e um texto:
“A Pepsi Ama Porto. Ama tanto que vai realizar restauros no cartão postal da cidade, o Parque Farroupilha. Além de colocar iluminação e segurança a Pepsi quer mais. Agora os gaúchos vão escolher qual será o próximo presente para o parque mais popular de Porto Alegre. O projeto escolhido será patrocinado na íntegra pela Pepsi”.
Há outras referências a “projetos”: “Para votar escolha seu projeto favorito e preencha os campos abaixo”. “Vote aqui no seu favorito”.
Mas o voto, ilustrado com imagens do parque, oferece as três alternativas genéricas: mais esporte, mais lazer ou mais cultura.
As obras que a Pepsi vai fazer no parque fazem parte do Termo de Adoção firmado com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente ( SMAM).
Foi assinado em 2008 e prevê a revitalização da Orla do Guaíba e da Redenção, em troca da veiculação de publicidade nesses locais.
No ano passado, o foco foi a orla. No site diz que desde 2008 a Pepsi promove “uma restauração das margens do Guaíba e que promove até dezembro atividades voltadas para música (apresentação de instrumenstistas, pista com MCs, circo (com oficinas de malabares e esporte, basquete ciclismo, entre outras”.
Em 2009, começam os projetos na Redenção. A primeira melhoria – restauração do chafariz – foi concluída em março e custou R$ 200 mil.
Segundo o supervisor de praças e parques da SMAM, Luiz Alberto Carvalho Júnior, a “consulta popular” que a Pepsi está fazendo é para decidir as próximas melhorias.
Em qualquer das alternativas, as obras a serem feitas não correspondem ao que promete a propaganda, quando fala em “dar uma cara nova” ao parque.
Se vencer a primeira alternativa ( mais lazer) serão feitos:
-um bicicletário, um chimarródromo e restauração de recantos.
Se vencer a segunda alternativa: (mais cultura):
– restauração de monumentos, bibliotecas ambulantes e áreas de leitura.
Se vencer a terceira alternativa (mais esporte):´
– melhorias no estádio Ramiro Souto e uma nova pista de caminhada.
O supervisor da SMAM afirma, que além do projeto ganhador da consulta, a Pepsi assumiu outros compromissos, tais como a renovação da iluminação e de floreiras, a colocação de placas de sinalização, o restauro do recanto do ancoradouro e marcação da pista de corrida.
Apesar de constar no site da empresa que ela colocará segurança no parque, Luiz Alberto alerta que isso é de responsabilidade da Brigada Militar e da secretaria de segurança, uma vez que o local é público.
Investimento é de R$ 600 mil até abril
A Sinergy Novas Mídias é co-adotante do parque e da Orla junto com a pepsi. É uma agência de propaganda que trabalha com mídias não convencionais.
Eles são os responsáveis por fazer a gestão da verba que a Pepsi investe. O diretor geral, Eduardo Ferreira disse ao jornal JÁ que o termo de adoção prevê aplicação de R$ 1,4 milhão, valor que, deduzidos os impostos, reduz-se a R$ 1,1 milhão, por ano.
Em abril de 2009 completou um ano do acordo e o valor (R$ 1,1 milhão) foi investido na orla e no chafariz, que foi a primeira obra feita na redenção. O chafariz custou R$ 250 mil ( R$ 50 mil a mais do que informou Luiz Alberto Carvalho, da Smam).
Para o próximo período, até abril do ano que vem, estão destinados para a Redenção pouco mais de R$ 600 mil (60% do total) para realizar as obras escolhidas na consulta popular e as melhorias definidas pela prefeitura.
Os restantes 40% (cerca de 400 mil) serão investidos na manutenção das obras já realizadas na orla.
Parque não terá painéis de propaganda
Embora esteja previsto no Termo de Adoção, a Pepsi não vai instalar out doors ou painéis fixos na Redenção. Pelo menos foi esse o compromisso assumido, perante a Prefeitura, com o Conselho de Usuários do Parque.
Lei para adoção de praças foi mudada este ano
Adoção de praças públicas por empresas privadas não é nenhuma novidade. Em Porto Alegre, cerca de 80 praças já são adotadas.
A lei que permite a doação de praças, parques, áreas e equipamentos de lazer e de cultura é de 1986, quando era prefeito Alceu Collares. Em contrapartida, as empresas podem veicular publicidade nos locais que adotarem.
A legislação, entretanto, sofreu modificação, aprovada pela Câmara dos Vereadores em março desse ano. Houve a ampliação da possibilidade de adoção, agora estendida para monumentos, rótulas e áreas verdes da malha viária, de elevados e de viadutos.
Além disso, a nova lei permite que mais de duas empresas, em consórcio, adotem uma mesma área, ou que uma entidade adote duas áreas diferentes.
A prefeitura , representada pela SMAM, fica com a responsabilidade de controlar a difusão de propaganda dos adotantes.
(Com reportagem de Daniela de Bem)
