As chances de Tarso Genro nesta eleição estão todas nos debates, seis ou sete, que estão programados até o pleito, no dia 26.
Pelo que já se viu, ele tem ampla vantagem.
Prefeito de Porto Alegre, quatro vezes ministro, há quatro anos no cargo de governador, Tarso Genro hoje alia à sua já reconhecida capacidade de formulação teórica uma ampla vivência política e administrativa. É um candidato de porte nacional.
Sartori, deputado diversas vezes eleito, sempre. pela região de Caxias do Sul, foi duas vezes prefeito da cidade de 500 mil habitantes. Tornou-se, à ultima hora, candidato de um partido dividido. É um político correto, bom administrador, intuitivo, mas sua liderança ainda tem um porte regional.
Além de suas limitações como candidato, carrega um legado de governos anteriores do PMDB, com marcas negativas na opinião pública – pedágios, privatizaões, cortes, enxugamentos.
Nos programas de rádio e televisão, Sartorti impressiona com sua imagem do “gringo que faz”, seu sotaque de seminarista, seu tom professoral, embora boa parte do que diz sejam apenas generalidades.
No debate será diferente. É mais difícil dissimular a falta de propostas, de conhecimento dos problemas reais.
Então, em princípio, Tarso Genro está em condições vantajosas na reta final da campanha, quando a propaganda eleitoral começa a cansar e só os debates ainda são capazes de prender a atenção dos eleitores.
Mas…é preciso lembrar o desastre de 2002.
Em 2002, Tarso Genro enfrentou Germano Rigotto, também de Caxias, do PMDB e que, também, entrou na disputa como uma zebra. Rigotto disparou no final, chegou ao segundo turno e, em todos os debates, levou uma surra de Tarso. Era constrangedor.
No entanto, quando as urnas falaram, o vencedor foi Rigotto.
Tarso Genro joga sua sorte nos debates
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