Teatro da UFRGS tem aulas suspensas por surto de sarna

Matheus Chaparini
Pulgas, ratos, pombas e agora sarna. Tudo isso faz parte do cotidiano dos estudantes de artes dramáticas da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Desde a última quarta-feira, 22, as aulas do Departamento de Artes Dramáticas estão suspensas em função de um surto de sarna.
O coordenador do DAD, Mesac Silveria, confirma a suspensão: “Tivemos alguns casos de sarna entre os alunos, então, para poder bloquear o ciclo de contágio, suspendemos as aulas, evitando aglomeração de gente e maior propagação.”
Mesac não soube informar quantos casos foram confirmados, mas a estudante do terceiro semestre Clarissa Madalozzo afirma que pelo menos nove de seus colegas foram contaminados com sarna. “Teve uma colega que descobriu ontem e tem gente que ainda vai descobrir, porque a sarna fica encubada alguns dias”, explica Clarissa.
Recentemente, os estudantes sofreram com uma infestação de pulgas no prédio. A direção vinha tratando o caso com a intensificação da limpeza e eliminação de algumas almofadas. As medidas reduziam o problema, mas se tornaram insuficientes com a contaminação de sarna. O prédio será fechado para dedetização.
A retomada das aulas ainda não tem previsão. “Se a gente conseguisse resolver em uma semana seria ótimo, mas não temos como saber, porque depende do ciclo do parasita”, afirma o coordenador. A interrupção acontece no final do semestre, gerando apreensão entre os estudantes. “Tenho uma prova marcada para segunda-feira e nem sei como isso vai ser resolvido”, afirma Clarissa.

Segundo estudante, uma janela periga cair na calçada da Salgado Filho, próximo aos pontos de ônibus / Matheus Chaparini / Jornal Já
Segundo estudante, uma janela periga cair na calçada da Salgado Filho, próximo aos pontos de ônibus / Matheus Chaparini / Jornal Já

Pulgas, ratos e problemas estruturais
Mesac nega a infestação de pulgas. Segundo o coordenador, não se tratavam de pulgas, mas de piolhos de pombos, que podem ser confundidos pelos estudantes. “Como é um prédio muito antigo, junta muita pomba e é muito difícil de remover”, explica.
Para a estudante Cissa, não restam dúvidas: “É pulga com certeza. A marca da picada é muito específica.”
Além da infestação, os estudantes reclamam de problemas estruturais no edifício. Segundo Clarissa, o forro de uma das salas está prestes a desabar e a janela de outra está pendurada por um único parafuso, perigando desabar sobre a calçada da avenida Salgado Filho, via de grande movimento em função dos pontos de ônibus.
A falta de acessibilidade do edifício é outro problema apontado pelos estudantes. “Além disso, as salas não tem ar condicionado, então é muito quente no verão e muito frio no inverno. Quando esfria todo mundo adoece”, afirma Clarissa.

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