O naufrágio do barco Cisne Branco, ícone de Porto Alegre por seus passeios turísticos e festas embarcadas, tornou-se um fato simbólico do impacto que a tempestade da noite de sexta-feira terá na vida da cidade.
Fotografias, publicadas pelo JÁ em primeira mão, mostram a embarcação,por volta das 23 horas totalmente submersa no Guaíba e virada de lado.
Vai demorar para que se tenha uma avaliação geral dos danos, além da visível queda de árvores, numa quantidade nunca registrada. Mesmo depois que for tudo avaliado, ficará a pergunta: quando vai acontecer de novo?
O relato a seguir foi feito pela repórter Naira Hofmeister, na sexta-feira e publicado minutos antes que a cidade ficasse sem energia e comunicação, como, em parte, parte continua. .
O vento sul encheu o Guaíba muito rapidamente. As rajadas atingiram quase 90 km/h na região do aeroporto.
Nas ruas do Centro Histórico o trânsito ficou caótico, com automóveis andando na contramão para fugir das ruas inundadas. Muitos motores não aguentaram e pararam de funcionar.
Pouco antes da meia-noite, a chuva parou; em seguida cessaram os ventos e o trânsito foi normalizando, apesar da falta de luz.
No lugar do caos instalado, passaram a soar as sirenes e alguns brigadianos eram vistos auxiliando moradores com problemas.

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