Estas foram as palavras usadas pela presidente afastada Dilma Rousseff para classificar o processo de impeachment. Para a presidente, trata-se de um processo injusto desencadeado contra uma pessoa honesta e inocente.
“Não cometi crime de responsabilidade, não tenho contas no exterior, nunca recebi propinas, jamais compactuei com a corrupção. Esse processo é juridicamente inconsistente”, defendeu.
Após ser notificada da decisão do Senado de afastá-la do cargo, Dilma deixou o Palácio do Planalto sem descer a rampa e discursou para os apoiadores que lhe aguardavam do lado de fora.
O discurso foi semelhante ao proferido dentro do Palácio minutos antes. Dilma classificou novamente o processo de impeachment como golpe e afirmou que não cometeu crime de responsabilidade.
“O que está em jogo não é o meu mandato”
Dilma afirmou também que teme que direitos conquistados pelos trabalhadores esteja ameaçados no governo Temer.
“O que está em jogo são as conquistas dos últimos 13 anos, os ganho das pessoas mais pobres e da classe média, os jovens chegando às universidades, a valorização do salário mínimo, a realização do sonho da casa própria, com o Minha casa, Minha vida.”
Dilma acusou a oposição de tentar conseguir à força a vitória que não teve nas urnas e de sabotar seu governo. “Parte da oposição pediu recontagem dos votos, tentou anular as eleições e depois passou a conspirar abertamente pelo meu impeachment.”
A presidente afastada foi até a grade de isolamento para cumprimentar as 3 mil pessoas que foram lhe prestar apoio. A militância respondeu com gritos de “Volta querida” e “Dilma guerreira da pátria brasileira.”
Ao longo do discurso, diversas vezes pediu às pessoas que a acompanhavam que abrissem espaço para que pudesse enxergar toda a militância. Em um de seus melhores discursos, Dilma soltou o microfone do pedestal, saiu de traz do púlpito e falou de improviso.
“Não sou mulher de aceitar chantagem”
A presidente afastada afirmou novamente que o processo de impeachment foi uma vingança do deputado Eduardo Cunha (PMDB) ao fato de o governo não ter dado os votos que Cunha precisava para escapar da cassação do conselho de ética da Câmara. “Eu não sou mulher de aceitar esse tipo de chantagem.”
Dilma concluiu lembrando que foi a primeira mulher eleita presidente no país e afirmando que honrou os votos das mulheres brasileiras. Os manifestantes responderam com “no meus país eu boto fé, porque ele é governado por mulher.” Houve ainda tempo para os gritos de “fora Temer”, enquanto, no Palácio do Jaburu, o vice-presidente assinava a notificação do afastamento de Dilma e assumiu o cargo de Presidente da República.
"Traição e injustiça", diz Dilma em discurso à militância
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