Higino Barros
Os metroviários da Trensurb que compareceram à assembleia geral realizada hoje à tarde na sede do Sindimetrô/RS, no bairro Humaitá, aprovaram a paralisação da categoria por um dia, em sinal de advertência. A greve parcial foi marcada para próxima quinta- feira, dia 21.
Até lá, no entanto, os funcionários da empresa esperam que a direção da estatal atenda o pedido de reposição da inflação medida pelo IPCA nos salários ( 9,28%). A Trensurb oferece 8,28%. Os trens que servem a população de Canoas a Novo Hamburgo transportam, diariamente, cerca de 220 mil passageiros.
A Comissão de Negociação da reposição salarial vem negociando com a direção da Trensurb desde o início de março. “ Eles bateram o pé nos 8, 28% e não arredam dessa proposta desde o início. Assim não resta outra alternativa para os trabalhadores a não ser cruzar os braços”, explicou Luis Henrique Chagas, presidente do Sindimetrô/RS.
Troca de comando
Entre os metroviários há a crença que a especulada troca no comando da empresa possa atrapalhar as negociações. A partir do governo Lula e prosseguindo no governo Dilma, a Presidência da estatal e outros cargos de chefia, com altas remunerações, foram divididos entre integrantes do PT e do PP. Agora, no governo interino de Temer, anuncia-se que a Presidência será entregue ao PTB.
O receio dos trabalhadores é que a atual direção não ceda nas negociações salariais, para criar dificuldades aos possíveis novos gestores da Trensurb. A direção da empresa atribui a negativa da reposição pedida pelos metroviários gaúchos a ordens de Brasília, enquanto os empregados da estatal consideram que a decisão é local mesmo.
Trensurb vai parar dia 21
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