Trilha sonora das ocupações chega ao Palácio Piratini

A ocupação das escolas da rede pública pelos estudantes está sendo vista como a grande novidade na greve dos professores estaduais.
Vista pelo governo, com o governador
Ivo Sartori à frente, como resultado da influência do corpo discente sobre os alunos, é saudada, no entanto, como um nova etapa nas relações entre gestores da Educação, professores e estudantes.
O que não falta nesse episódio é a criatividade dos jovens. Até trilha sonora própria, composta pelos protagonistas das ações, a ocupação das escolas tem.
Canções de protesto
Nessa quarta-feira, no ato dos alunos e professores em greve em frente ao Palácio Piratini, eles deram uma mostra dessas canções.
Usando como estribilho o lema “Ocupar, Lutar e Resistir” criado em São Paulo, onde nasceu o movimento, um aluno de escola ocupada de Santa Rosa cantou que “professores podem não concordar, mas as ocupações não vão parar”.
Outra aluna, de escola de Porto Alegre, deixou claro na sua canção que os alunos são independentes e resistirão à qualquer tentativa de retirada à força das escolas.
Foi aplaudida com entusiasmo pelos presentes à praça da Matriz. Uma integrante do Comando de Greve do Cpers chamou a atenção dos professores e estudantes: “Isso é para mostrar aos que dizem que os alunos estão fazendo baderna nas ocupações que eles estão fazendo arte. E de boa qualidade” (H.B)

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