Moradores lotaram salão de festas para ouvir o comunicado da Prefeitura (Fotos: Carla Ruas/JÁ)
Carla Ruas
Moradores da rua Marquês do Pombal, no bairro Moinhos de Vento, receberam com alegria a informação de que as árvores que compõem o túnel verde característico da rua poderão ser salvas. Elas estão ameaçadas pela construção do Conduto Álvaro-Chaves Goethe, cujo projeto prevê uma poda radical da copa e das raízes. Em reunião realizada na tarde deste sábado, 6 de maio, a Prefeitura de Porto Alegre comunicou à comunidade que fará esforços para alterar o trajeto da obra.
O salão de festas que recebeu o encontro ficou lotado de moradores da vizinhança, que ostentavam faixas e cartazes pedindo a preservação do verde. Também estavam presentes o secretário de Gestão e Acompanhamento Estratégico, Clóvis Magalhães, o diretor-geral do DEP, Ernesto da Cruz Teixeira, o secretário do Meio Ambiente, Beto Moesch, e o diretor da Divisão de Obras e Projetos do DEP, Sérgio Zimmermann.
O secretário Clóvis Magalhães anunciou que irá se reunir nesta quarta-feira (10/05), em Brasília, para negociar com representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), financiador do projeto do Conduto, as alterações. “Não podemos fazer qualquer mudança sem a aprovação do BID, que como toda a agência de financiamento internacional é bastante rigoroso”.
A idéia da Prefeitura é encontrar uma possibilidade técnica aceitável. “Acho que é possível, com a continuidade da pressão e mobilização dos moradores”, afirmou Magalhães.
Comissão em defesa do Túnel Verde da Marquês do Pombal quer servir de exemplo para outras cidades
Emocionado, o coordenador da Comissão contra o corte do Túnel Verde da Marquês do Pombal, Paulo Vencato, disse se orgulhar da conquista da comunidade. “Somos cidadãos de uma cidade que amamos, e sabíamos que cortar aquelas árvores seria um crime”. A expectativa é que a iniciativa dos moradores sirva como exemplo para outras cidades.
O secretário do Meio Ambiente, Beto Moesh, parabenizou o grupo pelo movimento e destacou a importância da participação da comunidade. “O meio ambiente se faz através do governo e da cidade, não apenas pela SMAM”, disse.
As obras do Conduto Álvaro-Chaves Goethe estão suspensas no local desde o dia 12 de abril, quando os moradores protestaram contra o corte de duas árvores em frente ao número 450. A comunidade local alega que o “corte radical” proposto no projeto vai matar as árvores, que são um símbolo histórico e paisagístico da rua e de Porto Alegre.

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