Geraldo Hasse
Sinceramente, eu daria um tarso do meu dedinho esquerdo pra saber o quanto de verdade existe em tudo o que se diz de Lula e de Lulinha na Internet. Diz-se o diabo dos dois. Os desmentidos não fazem ruído. Quem poderia nos contar a verdade? Dilma? Dirceu? Delúbio? Rui Falcão? Genoíno? Eduardo Suplicy? Olívio? Estão secas as fontes da esquerda.
Sendo a política o exercício do contraditório, é perfeitamente natural – e até desejável — que as pessoas metidas em cargos públicos sejam alvo permanente de crítica e investigação. Mas a boataria alcançou nível tão intenso que não atinge apenas a reputação das pessoas, também põe em risco a credibilidade das instituições, a honra do país e a autoestima dos brasileiros.
Quem poderá nos livrar de tanto mal? Somente a Justiça com seus múltiplos tentáculos, a saber: a Polícia Federal, o Ministério Público, os promotores, os juízes e os ministros dos tribunais superiores. E mais o que parece em falta no mercado competitivo em que vivemos: o sentimento ético de cada um.
No momento a Justiça, por seus muitos dáctilos, parece disposta a preservar figuras reverenciadas do nosso mundo político. Isso não acontece somente com Lula. Também os ex-presidentes FHC e Sarney pairam acima dos demais políticos. Tudo o que se diz deles na Internet e nos botecos passa em branco. Se todos forem ladrões e falsários, quem nos governará no futuro? Em quem confiaremos se o sacrossanto petismo virou algo próximo de uma fraude? Aí que me refiro.
As únicas denúncias ex-presidenciais que vão adiante atingem o ex-presidente Collor. Ele é a exceção da regra porque já foi apeado da presidência em 1992 e, o que parece imperdoável, tem o vício odioso da ostentação, no que se assemelha, com sua mania por carros de luxo, ao falimentado empresário Eike Batista. Este acabou criando contra si uma imensa torcida, tanto que ao cair não contou com a ajuda de um bombeiro sequer.
Ainda bem que nos últimos anos o Brasil evoluiu ao criar mecanismos como a Lei de Responsabilidade Fiscal e as leis que regulamentam o alívio das penas de réus que colaboram com a Justiça, revelando detalhes de falcatruas feitas com verbas públicas.
Com todas suas distorções, a Operação Lava Jato é o mais recente exemplo do quanto progredimos no terreno da boa administração do dinheiro público. Desde o Mensalão, para não ir muito longe na busca do passado, tem ficado claro que não há santos no serviço público nem anjos na iniciativa privada. Somos todos suspeitos de comer bola.
LEMBRETE DE OCASIÃO
“Somos todos campeões”
Mote otimista de uma campanha para levantar o astral dos brasileiros visando as Olimpíadas de 2016 no Rio, sede da TV Globo
Um dedinho de prosa
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