Os moradores da Travessa Ferreira de Abreu, no bairro Santana, já haviam perdido a conta das vezes em que reclamaram dos buracos. “Foram mais de dez anos mandando ofícios, abaixo-assinados, fotos”, conta Gilson Gonçalves, presidente da Associação dos Moradores. “Eles vinham, faziam um remendo, meses depois o problema estava de volta”.
Este ano, Gonçalves conseguiu um contato com o Secretário de Obras, Cássio Trogildo, e entregou para ele um dossiê com todas as reclamações e fotografias mostrando o problema. A partir daí, foi feita a coisa certa.
Os técnicos da SMOV constataram que a base da rua estava mal feita, era puro barro que, com a chuva, amolecia e os paralelepípedos se deslocavam, formando enormes “panelas”.
No início de outubro, começou a obra de reconstrução do leito – retirada do barro e colocação de camadas de brita e cascalho na base antes de assentar as pedras. O serviço foi feito em 30 dias. A expectativa é de que pelo menos nos próximos dez anos os moradores não tenham problemas.
A Ferreira de Abreu é um quarteirão de paralelepípedos, que termina na pracinha Julio Bozzano, na fronteira entre os bairros Bom Fim e Santana. Ao longo da rua há uma centena de edifícios de quatro e seis andares, construídos na década de 1970, época em que os prédios de apartamentos para a classe média não incluíam garagem. Quem mora ali só tem a rua para estacionar. A primeira conseqüência disso é que ela vive cheia de carros. Além dos moradores, os funcionários da Universidade ali perto também ocupam todos os espaços disponíveis na região. O movimento constante provocava os desníveis no calçamento de pedra.
A prefeitura está evitando colocar asfalto nas ruas que são calçadas de paralelepípedos. Algumas porque são tombadas pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e, nestes casos a lei proíbe alterações do tipo de pavimento. Em outras, porque a vida útil de calçamento é de 30 anos, enquanto da cobertura de asfalto é de 10 anos. Somem-se a isto, as questões de sustentabilidade no sentido de que o asfalto eleva a temperatura do ambiente e o paralelepípedo é muito mais permeável (água das chuvas).
Uma luta de dez anos
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