Matheus Chaparini
Instalada há cerca de uma semana em frente ao auditório Araújo Viana, no Parque da Redenção, uma unidade móvel da Brigada Militar é elemento central na nova estratégia da corporação, que quer dar mais visibilidade às suas ações e trabalhar para atender mais rapidamente a população.
O micro-ônibus, que antes de chegar ao parque itinerava por Porto Alegre, é uma das contrapartidas da BM para a região diante do fechamento do posto de policiamento que ficava no estacionamento do Mercado Bom Fim. A outra é colocar os policiais anteriormente lotados no local a circular pelas ruas do bairro.
Segundo o comandante do 9º BPM, tenente-coronel Marcus Vinicius Oliveira, a troca é benéfica para a comunidade, uma vez que o posto móvel permite que o guarda se desloque para atender chamados, o que era impossível no sistema anterior, pois o policial não podia abandonar o armamento guardado no local, precisando utilizar o telefone para chamar viaturas em caso de necessidade.
Mas na prática, o que a reportagem do JÁ constatou visitando o novo posto móvel é que pouca coisa muda na ação do brigadiano, que além de tudo, precisa lidar com a falta de infraestrutura do veículo adaptado para servir de base.
Por exemplo, embora o comandante da BM assegure que em emergências o plantonista pode passar a chave no veículo e sair para atender a ocorrência, o policial da unidade afirma que a orientação é para chamar reforço.
Mas é preciso usar o telefone pessoal, afinal, a corporação não fornece aparelho e linha funcionais, segundo o guarda, que não quis se identificar. “Também não tem rádio”, complementa.
Calor sem refresco
No dia em que o JÁ esteve na unidade, as rádios de Porto Alegre anunciavam sensação térmica em torno dos 35°C. Ao se aproximar, o repórter nota que o único brigadiano no interior do veículo está suando muito.
Recostado no assento, ele colocara uma garrafa plástica com um resto de gelo atrás da nuca para resfriar o corpo. “Pode entrar, só não repara o calor”, convidou.
No interior do micro-ônibus, a sensação passava tranquilamente dos 40°C.
Uma saída seria abrigar-se sob o toldo do micro-ônibus, na parte externa, onde há sombra e a temperatura é um pouco mais baixa. “Mas meu turno é de 12h, das não vou ficar todo o tempo de pé do lado fora”, contesta o policial.
Há outros problemas: “Não tem banheiro nem geladeira. Para tomar uma água, eu preciso ir até um bar e comprar”, exemplifica.
Segurança na Redenção: nova Unidade Móvel é precária e tem apenas um policial
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