A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou Moção de Solidariedade aos brigadianos envolvidos no tiroteio em frente ao Hospital Cristo Redentor, na última sexta-feira (22/4).
Na troca de tiros, quatro homens foram mortos pelos policiais.
O caso ganhou repercussão internacional após a circulação de vídeos que mostram um dos soldados assassinando um dos homens que estava rendido e deitado no chão.
A Moção de Solidariedade ao 11º Batalhão de Polícia Militar foi proposta pelo vereador Delegado Cleiton (PDT) e aprovada por 24 votos.
Apenas a vereadora Fernanda Melchionna (Psol) votou contra.
Na moção, o vereador afirma que a ação foi “legal e legítima”.
“A ação da Brigada Militar foi conduzida com muita técnica policial, agilidade e coragem, garantindo a integridade física de terceiros e dos próprios policiais militares”, afirma o vereador na moção.
Comitê Carlos da Ré lança nota
O Comitê Carlos da Ré da Verdade e da Justiça lançou nota nesta terça-feira criticando a ação dos brigadianos e a decisão do comando de condecorá-los.
O texto intitulado “Barbárie e Civilização” e assinado por Ramiro Goulart, condena a “prática brutal que foi a execução sumaria de um homem desarmado e em estado de rendição.”
O texto cita o artigo 2º da Convenção Relativa ao Tratamento de Prisioneiros de Guerra, assinada em Genebra, em 1929, que diz que “os prisioneiros (…) acham-se em poder do governo inimigo, não em poder do indivíduo ou formações militares que os capturaram” e que devem “ser tratados humanamente e protegidos contra atos de violência (…)”.
O texto afirma que, ao tolerar atitudes como esta, estamos “enterrando a civilização.”
Goulart conclui: “Não estou aqui a defender que pessoas possam se associar a facções, cometer ilícitos e sair ilesas, mas apenas que o Estado Democrático e de Direito, como instrumento de promoção da civilização não pode aplaudir e muito menos condecorar atos de barbárie, sob pena de se tornar ele próprio um criminoso.”
Policiais envolvidos serão condecorados
Na última sexta-feira, os policiais abordaram um veículo Hyundai I30 prata e um Honda Civic preto na Vila Jardim.
Os ocupantes teriam atirado contra os policiais, baleando dois deles, e fugido.
Ao chegarem ao Hospital Cristo Redentor com os colegas feridos, os brigadianos se depararam novamente com os dois veículos e iniciou uma intensa troca de tiros. Foram pelo menos 30 disparos.
Um brigadiano ficou ferido na mão, outro levou um tiro de raspão na cabeça. Os quatro ocupantes do I30 foram mortos.
O Honda Civic fugiu. Segundo a Brigada, foram apreendidos um fuzil de uso restrito e quatro pistolas 9mm.
A conduta dos policiais foi defendida pelo secretário estadual de Segurança Pública, Wantuir Jacini, pelo comandante-geral da Brigada Militar, coronel Alfeu Freitas Moreira e por entidades representativas dos profissionais de segurança pública.
Além disso, Moreira afirmou que os policiais serão condecorados. A cerimônia deve acontecer na próxima quinta-feira, 28.
Camara aprova solidariedade a PMs que mataram quatro
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