O reajuste da tarifa do transporte coletivo em Porto Alegre foi o tema dos vereadores nas comissões de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh) e Urbanização, Transportes e Habitação (Cuthab), nesta terça-feira, 14.
Eles decidiram pedir uma audiência com o prefeito Nelson Marchezan Junior para esclarecer as dúvidas: “Há itens que compõe a passagem e que precisam ser discutidos com o prefeito, pois não estão na pesquisa sobre a tarifa que a Prefeitura fez”, argumentou o presidente da Cedecondh, o vereador Marcelo Sgarbossa (PT).
Sgarbossa se refere, por exemplo, às receitas extraordinárias, como a publicidade nos ônibus, que não aparecem na composição da passagem. “Por que a opção de ar-condicionado também não está na pesquisa?” perguntou o vereador.
Representante da Prefeitura admite passagem cara
O único representante da Prefeitura, o gerente de Planejamento e Transporte da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Flávio Antônio Tumelero, falou sobre o tema. “A passagem é cara”, admitiu Tumelero. Ele lembrou que para a Prefeitura o cálculo não é R$ 4,30, e sim entre R$ 3,95 e R$ 4,05, o que depende da negociação do dissídio dos rodoviários.
Flávio sustentou que uma das razões para o aumento da passagem foi a redução do números de passageiros. “Houve uma queda de 10,5% em 2016”, disse o diretor.
Representantes de movimentos sociais e cidadãos falaram e fizeram perguntas ao gerente da EPTC.
Criticaram a má qualidade dos veículos, a demora nas paradas e a diminuição da tabela de horários de algumas linhas.
O representante da Prefeitura disse que a média da idade da frota é 5,8 anos e que 34% da frota (1.670 ônibus) possui ar-condicionado. “Estamos com 73% da frota com acesso a cadeirantes e 10% são veículos articulados (maiores)”, ressaltou.
Quanto à diminuição das linhas, Flávio disse que apenas 30 linhas tiveram suas tabelas alteradas devido ao baixo movimento em alguns horários.
Vereadores vão a Marchezan pedir esclarecimentos sobre a tarifa
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