Em tempos de Copa, pouca atenção mereceu na imprensa a eleição mexicana, que teve a campanha mais violenta da história do país, com 145 assassinatos, e que culminou no último domingo com um resultado de impacto em todo o continente: a eleição de Andrés Manuel López Obrador, também conhecido pelas iniciais AMLO, líder de um partido de esquerda recém-fundado, quebrando uma lógica de 30 anos da política mexicana, de alternância dos partidos tradicionais.
“É o presidente do México com maior respaldo popular da história”, disse o El Pais, que classificou a vitória de Obrador como um “tsunami político”. Lopez Obrador, de 64 anos, foi eleito depois de duas tentativas anteriores, frustradas.
Para o Brasil, o México torna-se um foco de atenção ainda maior.
Escalada de violência e corrupção são sintomas da crise mexicana, como no Brasil.
Como o Brasil, o México vive uma crise institucional e social, fruto das políticas neoliberais e foi a expectativa de um governo que reverta o processo que deu ampla maioria ao presidente eleito.

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