O início da votação do impeachment da presidente Dilma Roussef, em Brasília, nessa sexta-feira (15), modifica a rotina em porto Alegre, onde grupos contrários e favoráveis ao afastamento da presidente preveem uma série de atividades até domingo, quando o processo deverá ser concluído.
Nesta sexta-feira, a partir das 8h30, uma marcha da Via Campesina parte da avenida Farrapos, na Zona Norte, em direção à Praça da Matriz, no Centro Histórico. A caminhada em defesa do mandato de Dilma passa ainda pelas avenidas Mauá e Borges de Medeiros.
O destino final dos agricultores é o “Acampamento da Legalidade e da Democracia”, que desde o início da semana domina o cenário do núcleo onde estão instalados os três poderes do rio Grande do Sul.
Roda de samba e debate constitucionalista
No “Acampamento pela Legalidade e Democracia”, movimentos sociais promovem atividades culturais e debates diariamente. Na noite de quinta-feira (14), por exemplo, a praça foi palco de uma aula pública sobre o papel da imprensa no processo de impeachment.
Hoje, às 21h, rola uma roda de samba no local.
Ainda nesta sexta-feira, estão previstos dois atos de movimentos contra a derrubada da presidente da República.
A partir das 17 horas, uma concentração está sendo convocada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo para a Esquina Democrática. Como em ocasiões anteriores, o grupo deve sair em caminhada até o Largo Zumbi dos Palmares, na Cidade Baixa.
Já os advogados, juízes, promotores, procuradores e servidores que defendem a legalidade da permanência de Dilma no poder, realizam uma aula pública com Marcelo Lavenère e Pedro Estevam Serrano sobre a Constituição. O evento ocorre no auditório da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras do Rio Grande do Sul (Fetrafi), na rua Fernando Machado nº 820, também no Centro Histórico.
As atividades programadas para esta sexta levaram a presidente da Assembleia Legislativa, Silvana Covatti (PP) a suspender o expediente no Legislativo estadual. Em nota, ela menciona a responsabilidade “pela integridade física dos visitantes, dos servidores e das autoridades” e a “manutenção da ordem e da proteção do patrimônio público” como motivos para a decisão, embora nenhum dos atos dos últimos dias tenha registrado qualquer episódio de violência.
Final de semana intenso
No sábado (16) a mobilização anti-impeachment segue com uma aula pública sobre a ditadura militar às 17h no Parque da Redenção.
Os professores de história Bernardo De Carli, Aécio Severo, Fábio Viecili e Lourenço Teixeira vão traçar um paralelo entre o Golpe de 1964 no Brasil com conjuntura atual, abordando ainda, os períodos autoritários em outros países da América Latina.
No domingo (17), quando o Congresso Nacional deverá decidir se a presidente Dilma deve se afastar ou irá permanecer no cargo – ela está sendo julgada pelas ‘pedaladas fiscais’, que é uma operação financeira de antecipação de receitas interna utilizada frequentemente por agentes públicos para priorizar determinadas despesas em relação a outras – a cidade estará em vigília.
Pela manhã, militantes de movimentos sociais se unem a artistas e produtores culturais realizam a segunda edição do Cortejo pela Democracia, que parte do Auditório Araujo Viana às 10h.
Críticos à Dilma se reúnem no Parcão
Os grupos opositores ao governo Dilma Rousseff se mantém em vigília no Acampamento Sérgio Moro, no Parcão. Lá, o grande evento será a transmissão ao vivo da sessão na Câmara Federal que vai decidir o futuro de Dilma Rousseff, no domingo, a partir das 14h.
Mas o sábado também contará com uma palestra de Thomas Giulliano Ferreira dos Santos, cujo tema será “Dom Pedro II e Liberalismo no Brasil”.
Votação do impeachment modifica rotina em Porto Alegre
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