Yeda anuncia contratação de 700 novos policiais

Mallmann completou seis meses à frente da secretaria de Segurança Pública

Naira Hofmeister

No exato dia em que o secretário estadual da Segurança Pública, José Francisco Mallmann, completou seis meses à frente da pasta, a Governadora do Estado, Yeda Crusius anunciou cinco medidas visando aumentar a sensação de segurança e qualificar permanentemente o serviço.

A contratação de 700 policiais militares aprovados em concurso em 2005 foi qualificada por Mallmann como a mais importante das medidas, ainda que a defasagem de homens já chegue a um terço do efetivo da Brigada Militar.

“O Estado precisa de 11 mil novos PMs” ressaltou o secretário. Yeda Crusius lamentou não poder contratar 2 mil homens para poder igualar o novo efetivo ao número de aposentados em 2007.

A governadora ponderou que essa foi a solução possível levando em consideração a recuperação das finanças públicas, prioridade absoluta do governo. Os contratados receberão treinamento e começam a atuar na Operação Golfinho, que inicia em 16 de dezembro.

A medida também visa reforçar as ações especiais do veraneio que novamente serão feitas através de contratações temporárias de salva-vidas civis. Serão 600 homens que se somam aos outros 600 militares para atuar nas praias do Rio Grande do Sul.

“É uma medida fundamental para não termos que deslocar o efetivo do campo e da cidade”, acredita Yeda.

A Superintendência de Serviços Penitenciários – Susepe – também recebeu a garantia de manutenção de contratos emergenciais. São 33 assistentes sociais e dois clínicos gerais que protestam atendimento aos presidiários.

Nova sede do Instituto Geral de Perícias vai custar R$ 24 milhões

O secretário estadual da Segurança Pública, José Francisco Mallmann, destacou o empenho do governo para que o Ministro da Justiça Tarso Genro aprovasse o projeto de construção da nova sede do Instituto Geral de Perícias – IGP – que vai custar R$ 24 milhões.

O projeto inicial previa um investimento total de R$ 11,1 milhões, dos quais cerca de R$ 2 milhões viriam dos cofres do Estado. “Quando eu penso em R$ 24 milhões, me dá um aperto, porque vai faltar em outra área. Mas não nesse caso, pois o dinheiro não vem daqui”, salientou a governadora, referindo-se à verba da União prometida por Tarso.

Mallmann narrou a negociação com o ministro, num sábado à tarde, e mostrou uma fotografia que registrou o momento do acordo que considerou “uma grande vitória para que a segurança pública seja a que o Rio Grande merece”.

Os dois prédios do IGP serão construídos numa área de 19 mil m² ao lado da secretaria Estadual de Segurança Pública, em Porto Alegre. Doze mil laudos estão parados no órgão atualmente.

Lei dos desmanches ganha aperfeiçoamento

Outro decreto da governadora Yeda Crusius complementa a já aprovada Lei dos Desmanches. A partir da assinatura do documento, estão criadas regras para comercialização de peças automotivas de carros usados, os populares ferros-velhos.

A medida visa prevenir o roubo de veículos para desmanche e objetiva criar o Sistema Estadual de Controle de Desmanches e Revenda de Peças Usadas. O programa será gerenciado pelo Detran.

Apenas carros leiloados como sucata ou a categoria de irrecuperáveis poderão ser destinados ao desmonte.

Protestos em frente ao Piratini irritam governadora

Assim que o secretário estadual de Segurança Publica, José Francisco Mallmann, passou a palavra à governadora Yeda Crusius, foguetes estouraram no lado de fora do Palácio Piratini.

É que as três associações de funcionários da Brigada Militar acampadas na Praça da Matriz se comunicavam com alguém dentro do salão Negrinho do Pastoreio e sabiam exatamente o que estava acontecendo.

“São chatinhos eles, né?”, comentou a governadora. Em seguida, pediu ao responsável que “mandasse parar” com o barulho. “Tudo bem se eles querem, mas não pode ser agora”, disse em tom professoral.

A solicitação não foi ouvida e os foguetes seguiram até o final do anúncio. Depois, foram substituídos por sirenes. “Ficaremos aqui até que modifiquem nossa matriz salarial, implementem cursos para formação de sargentos e tenentes, e regulamentem a dedicação exclusiva para o policial”, reivindica Aparício Santellano, que dirige a Associação dos Subtententes e Sargentos da Brigada Militar.

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