Funcionários paralisam Banrisul na terça-feira

Em assembleia, os funcionários do Banrisul decidiram por unanimidade realizar um dia de paralisação em todo o Estado para acompanhar a votação dos projetos de lei que criam duas subsidiárias do Banrisul.
Desde às 7h da manhã os funcionários estarão mobilizados, em frente à sede da Diretoria Geral do banco no Centro de Porto Alegre.
Em regime de urgência, os PLs 208 e 304 devem ser votados na próxima terça-feira, 1º/12, e criam, respectivamente, a Banrisul Seguros e a Banrisul Cartões.
Os funcionários do banco estão em estado de alerta desde que os dois PLs foram enviados pelo Governo do Estado em regime de urgência à Assembleia Legislativa.
Eles temem que a criação de duas subsidiárias seja um primeiro movimento para a futura privatização do banco.
Para impedir que as duas empresas sejam vendidas e fortaleçam ainda mais o banco, dirigentes sindicais e funcionários do banco têm peregrinado pelos gabinetes de deputados da Assembleia Legislativa, solicitando que aprovem a inclusão, ao menos, de duas medidas de proteção ao patrimônio do Banrisul.
Uma dessas salvaguardas visa a defender o patrimônio do banco ao vincular qualquer decisão de venda a consulta popular (plebiscito), como determina o artigo 22º da Constituição Estadual.
A outra medida protetiva requer que qualquer cargo de direção dessas duas subsidiárias seja exercido por funcionário de carreira do Banrisul.
“Estão dizendo que a criação das subsidiárias vai fortalecer o banco. Se for para fortalecer, não tem problema. O problema é que nem governo e muitos dos deputados não querem incluir as medidas protetivas. O fato de não ter aceitado e não colocar as medidas protetivas mostra que há riscos. No nosso entendimento, o governo começa a privatizar aos poucos. Vende duas empresas, fatia o banco, enfraquece e abre caminho para privatizar tudo. O risco é muito alto”, diz o presidente do SindBancários, Everton Gimenis.
Outro argumento a favor da tese de que o Banrisul está sob risco de privatização pelo Governo do Estado está relacionado a um encontro entre o governador José Ivo Sartori, o presidente do Banrisul, Luiz Gonzaga Mota, e altos dirigentes do Santander em 14 de outubro passado. O tema da reunião foi o Banrisul.
Em resposta aos sinais de que há uma intenção do Governo do Estado de abrir caminho para a privatização, a estratégia do SindBancários e da Fetrafi-RS é mobilizar trabalhadores a participarem  do dia de paralisação. Além disso, dirigentes sindicais das duas entidades têm percorrido gabinetes de deputados na Assembleia Legislativa para sensibilizá-los sobre a importância de manter o Banrisul público para os trabalhadores e para o desenvolvimento do Estado.
9h: Ocupa Praça da Matriz (Concentração para o ato)
12h: Ato Estadual em Defesa do Banrisul (Praça da Matriz)
14h: Vigília para acompanhar votação dos Projetos de Lei de criação da Banrisul Cartões e Banrisul Seguradora.
A importância do Banrisul público para os gaúchos
O Dossiê Banrisul, documento produzido pelo DIEESE e Fetrafi-RS, e entregue aos deputados estaduais na Assembleia Legislativa durante a greve deste ano, ajuda a compreender a importância do Banrisul para os gaúchos.
> O Banrisul é o banco que tem mais agências no Estado, com 27,3% das agências de todo o Estado entre todos os bancos públicos e privados do RS.
> O Banrisul está presente em 362 municípios do RS, responsáveis por 98,9% do PIB gaúcho.
> O Lucro líquido do Banrisul foi de R$ 339,9 bilhões no primeiro semestre de 2015, crescimento de 49,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
> De 1998 até julho de 2015, o Banrisul repassou R$ 2,55 bilhões ao Governo do Estado. Portanto, o Banrisul público combate a crise, investindo no Estado. (da Assessoria)
 

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