Categoria: HOTSITE JÁ Cultura

  • "Fragmentos de uma cidade invisível": uma visão poética do espaço urbano

    O Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli promove a exposição “Fragmentos de uma cidade invisível”, exposição coletiva com curadoria do arquiteto e artista visual Fábio André Rheinheimer.
    A abertura é dia 8 de fevereiro (quinta- feira) nas galerias Iberê Camargo e Oscar Boeira do MARGS.
    A mostra apresenta uma reunião de trabalhos de 24 artistas, reunindo obras que representam a percepção de lugar, segundo a visão poética de espaço urbano de cada um deles.
    A exposição representa a última etapa do projeto de investigação proposto pelo curador, em continuidade a duas mostras coletivas realizadas em 2017, no MARGS e MACRS, intituladas: MÚLTIPLOS OLHARES: 21 FOTÓGRAFOS e PROJETO DE PESQUISA EM FOTOGRAFIA CONTEMPORÂNEA  ̶  cujo foco central é a cidade e seus habitantes.
    “Fragmentos de uma cidade invisível” tem por objeto a relação entre os habitantes e o ambiente urbano, na consolidação da ideia de lugar.
    E, a partir de fragmentos do ambiente citadino, é proposta a construção coletiva de um lugar fictício, para a qual foram convidados os fotógrafos Manoel Petry, Flávio Wild, Lucca Curtolo, Douglas Fischer, Carlinhos Rodrigues, Iara Tonidandel, Paulo Mello, Karla Santos, Fernando Pires, Fernando Kokubun, Alexandre Eckert, Tárlis Schneider, Ivana Werner, Rafael Karam, Nattan Carvalho, Adela Bálsamo Armando, Juliana Cupini, Lizandra Caon, Luciane Pires Ferreira, Heloisa da Costa Medeiros, Gutemberg Ostemberg, Maris Strege, Leonardo Kerkhoven e Guto Monteiro.
    A exposição pode ser visitada até dia 13 de março, de terças a domingos, das 10h às 19h, com entrada franca. Visitas mediadas podem ser agendadas no e-mail educativo@margs.rs.gov.br. A entrada é gratuita.
     Apresentação
    “Mosaico formal, cuja manufatura lhe é intrínseca, surgido a partir do processo de sedentarização e instrumento fundamental de permanência, bem como resguardo do território, a cidade  ̶ palco da vida coletiva, embora se pretenda controladora e rígida quanto a sua capacidade de organizar, acaba por prever a vida, porém sem jamais a restringir. E, embora se permita a múltiplas leituras enquanto registro histórico e memória edificada, a cidade é configurada considerando um comportamento amplo, coletivo, que contribui para a inconstância da paisagem urbana, dos espaços urbanos e, portanto, dos lugares. Quanto a este aspecto relevante da cidade enquanto construção coletiva, relato de uma época e referência histórica, eis o pensamento de Raquel Rolnik:
    “O desenho das ruas e das casas, das praças e dos templos além de conter a experiência daqueles que os construíram, denota o seu mundo. É por isso que as formas e tipologias arquitetônicas, desde quando se definiram enquanto habitat permanente podem ser lidas e decifradas, como se lê e decifra um texto.”¹
    Porém, segundo um conceito de lugar (usualmente empregado na arquitetura), os espaços se tornam lugares à medida que os definimos e os atribuímos significados, ou seja, adquirem este sentido segundo o tempo que dispendemos em conhecê-los, em vivenciá-los e, consequentemente, assim dotá-los de valor. Na última etapa deste projeto de investigação, eis um questionamento que se faz oportuno: um fragmento de lugar pode refletir (ou comunicar) satisfatoriamente o todo a que pertence? Em analogia, no que se refere ao aspecto do fechamento da paisagem num fragmento de si mesma, eis o pensamento de Anne Cauquelin:
    “Trata-se simplesmente de uma questão de definir, de delimitar um fragmento com valência de totalidade, sabendo que só o fragmento dará conta do que é implicitamente visado: a natureza em seu conjunto.” ²
    Esta investigação sobre a relação entre a cidade e seus habitantes, não se supõe conclusa, tampouco assim se pretende, porém apenas disponibiliza, a partir do recorte da produção de profissionais com diferentes formações, algumas questões pertinentes às possibilidades de apropriação e concepção no âmbito da fotografia.
    Assim, é proposta a construção de outra realidade urbana  ̶ ampla em significados, em concordância ao sentido de lugar e segundo os fragmentos de diversos cotidianos citadinos e de suas paisagens, instrumentos imprescindíveis na composição desta cidade fictícia que, por um breve período de tempo, se faz visível”
    Fábio André Rheinheimer – Arquiteto, Artista Visual e Curador independente.

  • Ospa busca novas vozes para compor Coro Sinfônico

    Atenção, cantores de Porto Alegre e arredores: que tal começar o ano integrando um coro sinfônico com quase 50 anos de trajetória, que faz parte de uma das mais antigas e consolidadas orquestras do Brasil?
    A partir desta quinta-feira, dia 1º de fevereiro, o Coro Sinfônico da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) recebe inscrições para a seleção de novos membros. Os interessados devem encaminhar solicitação para os testes pelo e-mail: corosinfonicoospa@gmail.com até 22 de fevereiro.
    Os candidatos devem ter experiência em canto coral, conhecimento teórico-musical básico e tempo disponível para ensaios e apresentações. A avaliação, que deve ocorrer entre 27 e 28 de fevereiro, à noite, na Sala de Ensaios da Ospa, no Centro Administrativo Fernando Ferrari (futura Casa da Música da Ospa), aborda aspectos como solfejo simples, aptidão vocal, ritmo e afinação. Os ensaios acontecem no mesmo local, nas terças e sextas-feiras, das 19h30 às 22h, para contraltos e baixos; e nas quartas e sextas-feiras, das 19h30 às 22h, para sopranos e tenores.
    O que é?
    O Coro Sinfônico da Ospa é formado por, aproximadamente, 80 cantores que se dedicam a interpretar grandes obras. Além de participações marcantes na programação da Ospa, inclusive em montagens operísticas encenadas, o grupo também realiza concertos à capela em diferentes cidades do estado e com outras orquestras ou grupos instrumentais. Em seu repertório estão obras de Beethoven, Mahler, Gounod, Brahms, Bach, Haendel, Haydn, Vivaldi, Verdi, Puccini, Bizet, Orff, Rachmaninoff, Stravinsky, Rimsky- Korsakov, Tchaikovsky, Mussorgsky, Borodin, entre outros.
    Mais detalhes no site da Ospa ou pelo telefone (51) 32227387.

  • “Quintal Dona Leonor” abre como espaço colaborativo e cultural

    Está aberto ao público, desde 25 de janeiro, o “Quintal Dona Leonor”, um espaço colaborativo e cultural, com ambientes disponíveis para reuniões, eventos e coworking.
    “Tudo em uma infraestrutura, cuidadosamente pensada e desenvolvida no conceito do quintal, onde amigos se reúnem, trocam experiências e são felizes”, explica uma de suas idealizadoras, Alessandra Machado.
    Na abertura houve um sarau, idéia  nascida em um bate papo, entre os colaboradores que coabitam o espaço, divididos em três empresas de ramos afins, Marketing e Eventos, Serviços e Comunicação Visual, Upper Marketing e Upper Service e Toing.
    “Pensamos que deveríamos aproveitar mais o nosso Quintal, explorando o que cada um de nós curte, poesia, música, cerva gelada, comidinhas, artesanato, pilates e muita energia boa, regada com ótimas risadas”, conta Alessandra Machado, da Upper Marketting.
    Parceiros do espaço
     Alguns dos parceiros do espaço, que estão na edição de abertura :”Bendito o Pote”, saladas e sopas no pote, especialidade da Carmen Fonseca; “ Carambola”, doces, feitos com o amor da Daia; “ Nara Arteira”, de Helena Ribeiro que trará preciosidades feitas em tecido; “A 4 Árvores”, parceria do Ivan e do Beto que fabricam uma cerveja artesanal ;
    Também o “Cheios de Raça”, da Lica e da Carine que trabalham com adoções de pets, camisetas e almofadas com uma estamparia da Alessandra Fernandes, a curadoria de moda das gurias da C.G.Vidal e  o Rafart, onde o tatuador  Rafa fará tatuagens  além de flash day, umas aulas experimentais de pilates com a Diane Medeiros da Loyal Pilates
    SERVIÇO
    Abertura do Espaço Quintal Dona Leonor
    Data: 25 de janeiro
    Local: Rua Dona Leonor- 112- Rio Branco.
    Horário: Das 18h30 às 23h
     
     
     
     
     

  • "Canções de Luta", com o grupo Unamérica é atração no Café Fon Fon

    O grupo “Unamérica” apresenta o show “Canções de Luta – Ontem, Hoje e Sempre”, na terça-feira, 23/01, a partir das 21h, no Café Fon Fon . No repertório, além de músicas do CD Pássaro Poeta, serão apresentadas canções que fazem parte da trajetória desta referência da música latino-americana.
    Fundado em 1983, o Unamérica, composto pelos músicos Dão Real (violão, quatro venezuelano e voz) e Zé Martins (charango, zampoña, percussão e voz), desenvolve um trabalho musical identificado com a cultura popular e regional, tendo como proposta a difusão e divulgação da música latino-americana.
    Em sua trajetória o Grupo gravou pela gravadora ACIT dois LPs e um CD. O primeiro lançado em 1989 denominado de Unamérica, traz canções como América Morena, Gaúchos Doidos, Paz Pra Nicarágua, Rosa Amarela, dentre outras. O segundo, lançado em 1992, com o título de Unamericando, apresenta as músicas inéditas Andante, Antes da Lua, Mulungu e Por Um Canto Apenas e composições consagradas da música popular brasileira e latino-americana como Pra Lennon e Mc Cartney, Trem do Pantanal, Guantanamera e El Condor Pasa.
    Em 1998 lança o CD Unamérica 15 Anos, com uma coletânea de seus melhores trabalhos. Em 2009 participa do CD Trovas da Pátria Grande, juntamente com músicos brasileiros, chilenos, uruguaios e cubanos. Seu mais recente trabalho, o CD Pássaro Poeta, foi lançado em junho de 2017.
    O Unamérica tem marcado a história da música gaúcha. Com um estilo próprio, suas composições foram sempre influenciadas pelos vários momentos históricos e políticos da América Latina. Com uma inquietante preocupação com questões sociais e ambientais, bem como com a defesa da rica diversidade das culturas dos povos deste continente, sendo sempre considerados elementos de universalização e congregação.
    SERVIÇO
    Show Canções de Luta – Ontem, Hoje e Sempre, com Grupo Unamérica
    Data: 23 de janeiro de 2018
    Horário: 21h
    Local: Café Fon Fon- Rua Vieira de Castro, 22.
    Couvert artístico: R$ 20,00

  • “A Palestina Brasileira” em documentário que estreia no Canal Curta

    Higino Barros
    Em tempos de Donald Trump, estreia hoje no Canal Curta, às 20 horas, o documentário “A Palestina Brasileira”. Segundo seu diretor, Omar Luiz de Barros Filho, o Matico, o filme registra a presença da comunidade árabe-palestina no sul do Brasil, bem como suas ligações afetivas, culturais e políticas com o destino da terra de origem.
    Segundo dados da comunidade árabe, o Rio Grande do Sul é o estado brasileiro com maior população oriunda da Palestina, de 35 mil a 50 mil imigrantes. Ela está espalhada na Grande Porto Alegre, principalmente em Sapucaia e Canoas, seguidas de Pelotas, a região do Chuí e região fronteiriça. Em geral exercem atividades no comércio, mantendo práticas culturais e ligações afetivas com a região de onde são oriundos, reproduzindo um comportamento de seis milhões de imigrantes palestinos pelo mundo inteiro.
    O filme focaliza seis famílias abrigadas no solo gaúcho da Cisjordânia atualmente ocupada por Israel. Todas elas mantém laços com parentes e amigos que ficaram em território árabe. “Procuramos fazer uma abordagem diferenciada, já que as memórias, lembranças e outras questões mostradas fornecem uma explicação para o conflito. São personagens retratados que dão continuidade às aspirações palestinas. São eles a continuação da história”.
    Laços com a terra
    Entre essas famílias, o diretor do documentário cita o caso da família Badra, de Santana do Livramento, proprietária do tradicional jornal A Plateia, que foge um pouco do estereótipo do imigrante palestino, pois tem origem cristã e não muçulmana, como é comum. Focaliza também a família Dahla, de Uruguaiana, cujos filhos e netos costumam passar temporadas na Palestina. “Todos têm em comum essa preocupação de manter laços com a terra que deixaram”, observa Matico.
    O filme levou três anos para ser concluído, é falado em espanhol, português e árabe, e terá cópias legendadas em espanhol, italiano e inglês, visando esses mercados. Durante dois anos o Canal Curta terá a exclusividade de sua exibição. Ele é fruto de edital da Ancine, com financiamento do BRDE e BNDES, que tem incentivado a realização de filmes com garantia de exibição, no caso a televisão.
    Matico considera que o tema, embora visto do ponto de vista local, tem repercussão global. “Enquanto houver o conflito, haverá alguém interessado nessa história, que não seja a versão da mídia comprometida com os interesses israelenses. Ela nunca será datada e tem um público potencial de seis milhões de árabes espalhados pela diáspora palestina, interessados em ver como são retratados”, finaliza.
    SERVIÇO
    Estreia: Canal Curta!,
    Hora: 20h;
    Duração: 77 minutos;
    Roteiro e Direção: Omar L. de Barros Filho;
    Produção: Caco Schmitt;
    Direção de Fotografia: Ivo Czamanski.

  • Voz de Luciane Bottona e violão de Tiago Oliveira abre temporada na Pinacoteca

    Para quem está em Porto Alegre, a temporada de shows e acontecimentos culturais está diversificada.
    O início da temporada 2018 do projeto “Clássicos na Pinacoteca” será marcado por um recital de voz e violão no dia 17 de janeiro, quarta-feira.
    No sobrado tombado como patrimônio histórico que abriga a Pinacoteca Ruben Berta, a mezzo-soprano Luciane Bottona e o violonista Tiago Oliveira irão interpretar composições dos espanhóis Isaac Albéniz (1860-1909), Federico García Lorca (1898-1936), Manuell de Falla (1876-1946), Federico Moreno Torroba (1891-1982) e Joaquín Rodrigo (1901-1999).
    SERVIÇO
    Clássicos na Pinacoteca.
    RECITAL DE VOZ E VIOLÃO;
    Com Luciane Bottona (mezzo-soprano) e Tiago Oliveira (violão);
    Local: Pinoteca Ruben Berta. Rua Duque de Caxias, 973 – Centro Histórico – Porto Alegre;
    Data: 17 de janeiro de 2018, quarta-feira, 18h30;
    Ingresso: contribuição espontânea (lotação: 50 lugares).
     
     

  • O sul da América, nas lentes de Pedro Antônio Heinrich Neto

    Um dos fotógrafos mais talentosos da nova geração, Pedro Antônio Heinrich Neto, mostra um trabalho novo na abertura de 2018.
    A Associação de Amigos do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli apresenta a exposição “Sul da América”, de 4 de janeiro a 28 de fevereiro de 2018, no Bistrô do MARGS.
    A mostra, que encerra a seleção dos trabalhos vencedores no Concurso de Fotografias da AAMARGS 2017, apresenta um conjunto de fotografias cujo foco central é o cotidiano de algumas cidades da América do Sul.
    Pedro Neto recentemente foi um dos 20 selecionados fotógrafos, do mundo inteiro, para expor no concurso “Guevara , Millon de Rostros”, em Havana, Cuba.
    A exposição apresenta uma série fotográfica original, produzida entre 2015 e 2016, que convida os espectadores a refletirem, a partir de fotografias de rua, sobre a rotina de grandes metrópoles como Santiago (Chile), Buenos Aires (Argentina), Montevidéu (Uruguai) e Porto Alegre (Brasil).
    Pedro conta que o objetivo do trabalho é aproximar cotidiano das cidades em sua simplicidade. “A ideia é trazer para Porto Alegre um pouco do dia a dia de outros lugares. Busco trazer pra dentro do meu estilo de fotografia de rua os aspectos atemporais pelas cidades em que fotografo. Onde o passado e o presente se confundem e formam um híbrido histórico”, completa.
    Principal referência
    As fotos, feitas no estilo Street, são inspiradas no trabalho do fotógrafo Henri Cartier-Bresson, principal referência para Heinrich. Apesar de envolver formas geométricas e pessoas, o que predomina nas imagens é o grafismo. Contudo, a figura humana, é para Pedro o que traz vida às imagens.
    Pedro Antônio Henrich tem 30 anos e é natural de Manaus, mas reside desde a adolescência em Porto Alegre. Começou a fotografar aos 27 anos. Já realizou diversas exposições entre Porto Alegre e Minas Gerais. Foi vencedor de dois prêmios, sendo um deles o prêmio Sioma Breitman de Fotografia em 1º Lugar, organizado pela Câmara Municipal de Porto Alegre. Atualmente é professor de fotografia e atua como free lance de jornais e publicações do centro do País.
    SERVIÇO
    Título: “Sul da América”;
    Fotógrafo: Pedro Antônio Heinrich Neto;
    Visitação de 4 de janeiro a 28 de fevereiro de 2018;
    Local: Bistrô do MARGS (de segunda a sexta, das 11h às 21h; sábados, domingos e feriados, das 11 às 19h);
    Entrada Franca.

  • Mostra de Dança Verão abre o calendário cultural de Porto Alegre em 2018

    A Mostra de Dança Verão 2018, promovida pelo Centro de Dança da Secretaria Municipal de Cultura (SMC) de Porto Alegre, está programada para ocorrer de 11 a 14 de janeiro de 2018, no Teatro Renascença, e reunirá mais de 300 bailarinos e bailarinas em cena em quatro noites.
    Na quinta-feira, sexta-feira e sábado, as apresentações ocorrem a partir das 20h, e no domingo, a partir das 18h. A classificação é livre. Os Ingressos custam R$ 20, com meia-entrada para idosos, estudantes, classe artística e funcionários municipais e estarão disponíveis na bilheteria do teatro uma hora antes do espetáculo.
    Para esta edição, foram inscritas 180 coreografias e selecionados 89 trabalhos. Criações de balé, danças urbanas, tango, dança contemporânea, jazz, dança do ventre, sapateado americano, danças ciganas e folclóricas compõem a programação de cada noite.
    A abertura fica por conta da Cia Municipal de Dança de Porto Alegre, com seu novo elenco selecionado em dezembro de 2017, apresentando a coreografia de Footloose e também os jovens talentos da Cia. Jovem de Dança de Porto Alegre, com as coreografias Maracatus e Chorus.
    “O programa de Mostras do Centro de Dança busca dar visibilidade para a produção da cidade e integrar profissionais de várias linguagens juntos no mesmo palco. A Mostra de Verão tem sido um iniciativa fundamental para promover a dança na Capital e abrir o calendário cultural da cidade”, destaca o coordenador do Centro Municipal de Dança da SMC, Airton Tomazzoni.
    Mostra de Dança Verão 2018
    Quinta, 11/01, sexta, 12/01, e sábado, 13/01, a partir das 20h. No domingo, 14/01 o show começa a partir das 18h.
    Teatro Renascença:  Av. Erico Veríssimo, 307 – Azenha, Porto Alegre
    Ingressos: na bilheteria do teatro, uma hora antes do espetáculo. R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia entrada para idosos, estudantes, classe artística e funcionários municipais)
    Classificação: livre.
    Organização: Centro Municipal de Dança/SMC
     

  • Alvorada em quadrinhos

     
    Alvorada é um dos cinco municípios gaúchos com com maior índice de violência e é o 12º em homicídios e mortes violentas por causas indeterminadas, entre as cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e foram divulgados em janeiro de 2017.
    Conhecida como cidade dormitório, com 207 mil habitantes, Alvorada, e mais especificamente seus habitantes, foram tema de trabalho premiado no 25º Salão Internacional do Desenho de Porto Alegre: “Alvorada em Quadrinhos”, desenhado por Pablito Aguiar, 28 anos e, como quase todo habitante da cidade, com problemas de autoestima em relação à sua origem.
    “Eu escondia que morava em Alvorada quando estudava em Porto Alegre. Fiz Faculdade de Comunicação Digital. Ganhei uma bolsa para um intercâmbio em Bilbao, na Espanha, através do programa Sem Fronteiras. Foi um ótimo aprendizado. Voltei de lá com a percepção de que eu não conhecia Alvorada. Esse foi o início de eu contar a história de seus moradores em quadrinhos”, conta Pablito.
    Suas principais referências em quadrinhos são o gaúcho Santiago, “seus desenhos são cheios de detalhes” e o americano Bill Waterson, criador de Calvin, “ele desenha os personagens com olhos pequeninhos, gosto disso”. O cartunista argentino Liniers e o americano Joe Sacco completam suas influências gráficas e servem como inspirações, “com suas reportagens e forma de fazer jornalismo em quadrinhos”.
    Para chegar ao trabalho premiado no Salão de Desenho, propôs ao jornal A Semana, onde trabalha como ilustrador, o projeto de contar ao longo de 2017 as histórias de 23 moradores de Alvorada, seus sonhos, dificuldades e cotidianos.
    Isso resultou em um livro em quadrinhos, bancado pela Prefeitura da cidade para ser distribuído nas escolas do município.
    “Em todas as histórias que retratei em quadrinhos, há uma crença de esperança, de afirmação e de confiança no futuro das pessoas. Isso é que Alvorada representa para elas. Isso é que Alvorada representa para mim.”

    Reprodução

  • Documentário "Onde Está a Esperança?" mostra um episódio de união da esquerda brasileira

    O ano é 1987; o Brasil no pico histórico da inflação. O Governo Sarney chegava ao auge do seu desgaste. O Centrão – grupo parlamentar que dava sustentação à Constituinte – arrastava os seus passos e protelava o desejo do povo pelas Diretas Já. A luta pelas eleições livres recrudescia e ganhava novamente as ruas. Os grandes partidos, que tinham feito parte do maior movimento cívico da Era Republicana, estavam todos empoleirados em torno do poder.
    Por outro lado, as forças populares, que emergiam, tinham seus dois grandes líderes, Brizola e Lula, rompidos. Foi, então que. Luís Carlos Prestes intermediou a reaproximação deles em torno do desejo massivo do povo pelas Diretas. A partir desse movimento, foram orquestrados dois grandes comícios, um em São Paulo, organizado pelo PT, e outro no Rio de Janeiro, aos cuidados do PDT.
    Esse é o cenário do documentário jornalístico “Onde está a Esperança?”, do diretor e roteirista Caco Coelho, que será apresentado pela primeira vez ao público, com entrada franca, no próximo dia 18 de dezembro, às 19h, no Memorial Luís Carlos Prestes, com o apoio do Diretório Metropolitano do PDT de Porto Alegre, no dia em que se completam 30 anos do comício realizado no Rio de Janeiro.
    Imagens inéditas
    Trata-se de um registro integral do evento que reuniu milhares de pessoas na Cinelândia, na capital carioca, com imagens inéditas. Um vídeo que traz a íntegra deste encontro raro, evidenciando um momento único na trajetória destes dois ícones da política brasileira.
    Caco Coelho, que também atua como escritor e diretor de teatro e TV, já atuou na Globo e SBT, onde dirigiu mais de 300 capítulos de novela. Produziu diversos programas de campanhas eleitorais e no teatro produziu mais de 30 espetáculos, e dirigiu mais de 15.
    Nesse trabalho, Caco firmou parceria com José Guerra, diretor de fotografia do documentário, que é um dos nomes mais referentes da fotografia brasileira. Foi ele o responsável por criar uma linguagem visual que se tornou escola em nosso país. Foi, por muitos anos, repórter cinematográfico do Conexão Internacional e, mais tarde, tornou-se o fotógrafo dos filmes e vídeos de Walter Salles.
    A produtora à época da filmagem original, a Sunlight, pertencia a Alberto Magno, filho de Jesse Valadão e sobrinho de Nelson Rodrigues. O vídeo conta com o apoio da Fundação Leonel Brizola/Alberto Pasqualini, do PDT. Após a exibição acontecerá um bate-papo sobre o filme com a presença do diretor Caco Coelho e do jornalista Flávio Tavares.
    SERVIÇO:
    Lançamento Documentário Jornalístico “Onde Está a Esperança?”;
    DIA: 18/12/2017;
    HORÁRIO: 19h;
    LOCAL: Memorial Luís Carlos Prestes (Av. Edvaldo Pereira Paiva, 1527-1889);
    Duração do filme: 1h15;
    ENTRADA FRANCA.