Neste sábado às 10h na Livraria Erico Verissimo os dois autores do livro
Lanceiros Negros (JA, 2005) falarão sobre a obra, o tema e suas
circunstâncias.
O jornalista Guilherme Kolling falará sobre o Movimento Negro que ele acompanhou como repórter do JA, pelo qual esteve em Pinheiro Machado, o palco do
massacre dos lanceiros em novembro de 1844.
Geraldo Hasse fala de sua experiência para dar cabo de
um livro reportagem aprovado pela Lei Rouanet com custeio da Copesul.
Foi um trabalho de poucos meses — menos do que o tempo de um TCC, que
exige de um semestre a um ano; muito menos que um mestrado (dois anos) e
longe de um doutorado (quatro anos).
Resultou um livro pioneiro na abordagem da participação dos negros escravos na Revolução Farroupilha e que já inspirou vários outros no tema ainda inesgotado.
Categoria: HOTSITE JÁ Cultura
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Lanceiros Negros, o livro por seus autores
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Um clássico de Werner Herzog em sessão única no cine Iberê
Cine Iberê exibe Caverna dos Sonhos Esquecidos
O premiado documentário de Werner Herzog – filmado em 3D – será comentado pelo artista, curador e professor Jailton Moreira | A entrada é franca
No primeiro domingo de setembro, dia 2, às 16h, o Cine Iberê exibe o documentário Caverna dos Sonhos Esquecidos, do cineasta alemão Werner Herzog. A sessão única e gratuita será comentada pelo artista, curador e professor Jailton Moreira. O programa de cinema integra as atividades paralelas às exposições Iberê Camargo: formas em movimento e Caixa Preta. Acuradoria do Cine Iberê é de Marta Biavaschi.
Caverna dos Sonhos Esquecidos revela um dos mais inspiradores locais da Terra: a Caverna de Chauvet, no sul da França – um dos mais importantes sítios de arte pré-histórica do mundo –, reúne as mais antigas criações pictóricas da humanidade. Filmado em 3D, Herzog capta a beleza dos desenhos e o admirável interior da caverna, onde apenas poucos cientistas têm permissão para entrar. Descoberta apenas em 1994, Chauvet guarda centenas de pinturas rupestres intocadas que retratam 13 espécies diferentes, incluindo cavalos, bois, leões, ursos e rinocerontes, que remontam a mais de 30.000 anos. Para assistir ao trailer acesse: http://vimeo.com/56700528
O filme participou de vários festivais internacionais de cinema, entre eles: Toronto International Film Festival, Berlin International Film Festival, Hong Kong International Film Festival, Guadalajara International Film Festival, Festival,Buenos Aires International Film Festival e Taipei Film Festival.
Werner Herzog nasceu em Munique, na Alemanha, em 1942. Em 1968, realizou seu primeiro longa,Sinais de Vida que recebeu o Urso de Prata no Festival de Berlim. Desde então, dirigiu mais de cinquenta filmes, além de ter publicado diversos livros e dirigido peças de teatro e óperas. Seus filmes receberam inúmeros prêmios, entre os quais se destacam: o grande prêmio do júri do Festival de Cannes por O Enigma de Kaspar Hauser (1974) e o prêmio de melhor diretor do Festival de Cannes por Fitzcarraldo (1982). Sua filmografia inclui, entre filmes de ficção e documentários: Aguirre, A Cólera dos Deuses (1972), Nosferatu – O Vampiro da Noite (1978), O País Onde Sonham as Formigas Verdes(1984), Meu Melhor Inimigo (1999), Além do Azul Selvagem (2005), O Homem Urso (2005), Vício Frenético (2009).
Jailton Moreira é artista, professor e curador, atuando em diferentes contextos da arte contemporânea. Bacharel em Artes Plásticas pela UFRGS. Entre 1980 e 1992, foi professor na Escolinha de Arte da Associação Cultural dos Ex-Alunos do Instituto de Artes da UFRGS. Entre 1993 e 2009 coordenou junto com Elida Tessler o TORREÃO, espaço de produção e pesquisa em Arte Contemporânea em Porto Alegre. Como artista participou de várias exposições individuais e coletivas com destaque para “Trabalhos Insistentes” – Galeria Obra Aberta (Porto Alegre, 2002), III e V Bienal de Artes Visuais do Mercosul (Porto Alegre, 2001/2005), Panorama de Arte Brasileira do MAM de São Paulo (São Paulo, 2001/2003/2005), “Tropicália – A Revolution in Brazilian Culture” – MAC de Chicago e Barbican Gallery de Londres (2005), V e X Salão Nacional de Artes Plásticas, FUNARTE/INAP (Rio de Janeiro,1982/1988).
A Fundação Iberê Camargo tem o patrocínio de Itaú, Grupo GPS, IBM, Oleoplan, Agibank, BTG Pactual, Banrisul e apoio SLC Agrícola, Sulgás e DLL Group, com realização e financiamento do Ministério da Cultura / Governo Federal. Hotel oficial: Ibis Styles Porto Alegre. Serviços de tradução: Traduzca. Patrocinador do projeto Iberê nas Praças: Corsan – Companhia Riograndense de Saneamento.
Serviço
Cine Iberê
Domingo, 2 de setembro – Caverna dos Sonhos Esquecidos, de Werner Herzog (1h30 min, 2010, França/Canadá/EUA/Reino Unido/Alemanha). Sessão comentada com Jailton Moreira
Entrada franca por ordem de chegada | Classificação indicativa: livre
Local: Auditório BTG Pactual
Endereço: Fundação Iberê Camargo – Avenida Padre Cacique, 2000
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Rango: a miséria do Brasil pelo humor de Edgar Vasques
“Conforme já havia relatado, neste sábado (25/08) fiz o lançamento nacional do 17º álbum de tiras do Rango (desde 1974), na abertura do 45º Salão Internacional de Humor de Piracicaba (SP), juntamente c/ uma retrospectiva de meus 50 anos de profissão( “Edgar Vasques: 50 anos pendurado no pincel”).E no próximo sábado, dia 1º de setembro, estarei lançando e autografando o livro em P.Alegre, a partir das 19h, na Galeria Hipotética, na Rua Visconde do Rio Branco, 431 (bairro Floresta).‘O livro, “Crocodilagem, o Brasil visto de baixo” ( L&PM Editores, 80 pg, R$ 30,00) reúne 143 historietas do Rango, elaboradas entre 2007 e 2018 para o mensário Extra Classe, de P.Alegre.Ou seja, as tiras acompanham as aventuras e desventuras do país na última década, com o humor crítico característico do Rango.Detalhe: pela primeira vez as tiras são, na maior parte, coloridas (aquarela). No local, abre também uma exposição dos originais das tiras do livro, e estão todosconvidados.Quem não puder comparecer, pode adquirir o álbum pelo correio, bastando indicar o endereço. Nesse caso, o preço inclui o da postagem, ficando em R$ 41,00.Espero os amigos lá.
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Livro resgata a obra de Sampaio, pioneiro do cartun
Livro reúne a obra de José Miguel Sampaio, pioneiro do cartun no Rio Grande do Sul.Lançamento do livro “Ria por favor”, com os cartuns de SampaioDia 5 de setembro, às 18 h, no Baden Cafés Especiais
Quando Sampaio completou 80 anos, em 2007, sua filha pensou em publicar um livro com o trabalho de seu pai na Revista do Globo.Projeto gráfico pronto, a timidez do artista falou mais alto e ele proibiu a publicação. Só poderia ser publicado depois da sua morte e sua vontade foi respeitada.
Sampaio faleceu em janeiro de 2017 e junto com a tristeza, veio a possibilidade da realização do que até ali era só um sonho, a publicação do livro!.
Editado pela Insular (de Florianópolis), com capa de Mauro Ferreira e projeto gráfico da Libretos, agora todos poderão conferir a qualidade e atualidade do trabalho de Sampaio e divertir-se procurando nas “cenas coletivas” que criava, o homenzinho fazendo xixi, a meninazinha de franja (sua filha), a folha de samambaia e o seu autorretrato.
No lançamento, o livro será distribuído aos presentes.
Sobre Sampaio:
Nos anos 1940, muitos anos antes de “Onde está Wally”, o cartunista Sampaio criou um personagem que deveria ser procurado no meio de uma “multidão”: um homenzinho fazendo xixi, de costas, naturalmente… De humor ingênuo, como ele mesmo caracterizava seu trabalho, marcou sua carreira com estes cartuns, que retratam cenas do cotidiano e momentos históricos e que forampublicados entre 1947 e 1955 na “Revista do Globo”, respeitada publicação quinzenal gaúcha.
Sampaio, nascido José Miguel Pereira de Sampaio no dia 27 de julho de 1927, em São Luiz Gonzaga, era irmão mais velho do cartunista SamPaulo, também já falecido. Desde cedo foram incentivados pelo pai, Juiz de Direito, que costumava fazer caricaturas de seus colegas de trabalho no Tribunal de Justiça e que nas horas vagas pintava.
O cartunista iniciou sua carreira na Livraria do Globo em 1944 como aprendiz de desenhista. Mais tarde, foi contratado pela Revista do Globo, onde sua tarefa era redesenhar piadas de revistas estrangeiras transformando os desenhos coloridos em preto e branco para possibilitar a sua impressão.
Sampaio incorporou a estes desenhos uma marca pessoal: uma folha de samambaia e, pouco a pouco, foi criando suas próprias piadas que acabaram por invadir toda a seção de humor da revista, que se chamava “Ria por favor”.
Dizia que sua inspiração vinha de Hieronymus Bosch, pintor do século XV que retratava um cotidiano fantástico com grande saturação de informações e muita atenção aos detalhes.
Em 1948, Sampaio iniciou na imprensa diária porto alegrense, fazendo cartuns de esportes no Diário de Notícias, dos Diários Associados. Nos anos 1950 fez ilustrações para O Estado do Rio Grande. Na Folha da Tarde, vespertino da Empresa Jornalística Caldas Júnior, ilustrou as crônicas diárias do jornalista João Bergman (JotaBê) e mantinha duas páginas de humor, uma no Suplemento de Sábado e outra no Suplemento Infantil.
Nos anos 1960, levou seu humor para a televisão, participando em programas de grande audiência. No “Ringue Doze”, da então TV Gaúcha, que apresentava competições de luta livre ao vivo, fazia charges durante os intervalos. No “Show de Notícias”, importante telejornal da época, ilustrava as notícias desenhando em papel semitransparente preso a um vidro, com o traço aparecendo aos poucos no vídeo até completar a charge.
Nos anos 1970, na TV Difusora, Sampaio fez parte da equipe do telejornal “Câmera 10”, com Lauro Quadros, Adroaldo Streck e Ana Amélia Lemos, entre outros.
Nesta época, abandonou a atividade sistemática de cartunista, passando a colaborar esporadicamente em vários jornais: Jornal do Litoral (de Tramandaí), Jornal da Semana (de Novo Hamburgo), Jornal do Inter e O Terço (de Porto Alegre). Junto com grandes nomes do humor nacional, colaborou com a página “O Centavo” da revista “O Cruzeiro”.
A partir daí, optou pela carreira de servidor público no Tribunal Regional Eleitoral.
Teve desenhos publicados em várias coletâneas, entre elas “14 Bis” em 1976, “Humor de sete cabeças” em 1978 e “Humores nunca dantes navegados”, em 2000. É o autor da capa do “Anedotário da Rua da Praia” de Renato Maciel de Sá Junior, publicado em 1981, com várias reedições.
Em 2004, Sampaio foi o cartunista homenageado do XI Salão Internacional de Desenho para a Imprensa de Porto Alegre, realização da Prefeitura Municipal. Na ocasião ficou surpreso com o convite porque, segundo suas palavras “pensou que nem fossem mais se lembrar dele, porque já tinha pendurado a caneta há muito tempo”.
Lançamento do livro “Ria por favor”, com os cartuns de Sampaio
dia 5 de setembro, às 18 h, no Baden Cafés Especiais
Avenida Jerônimo de Ornelas, 431
(esquina com a Vieira de Castro)
Contatos: Rosane Furtado
51 99147-7783/ 3242-8651 -
Margs abre exposição com mais de 50 obras de Ricardo Giuliani

Abertura terá também lançamento de livro com trabalhos de Ricardo Giuliani. Foto: Divulgação
O Margs abre nessa terça-feira, 21, às 18hrs, a exposição “Um Gaúcho” que reúne mais de 50 obras do artista plástico Ricardo Giuliani. São pinturas, desenhos, aquarelas e instalação, que surgiram a partir da pesquisa do artista que buscou literatura sobre “el gaúcho”, o gaúcho histórico não folclorizado, dentre os quais Alcides Maya, Sarmiento, Augusto Meyer, Jose Hernandez e Barbosa Lessa e que pode ser sintetizada em “O Gaúcho a Pé”, da trilogia de Cyro Martins. Tanto a exposição como o livro são, portanto, o resultado de uma reflexão sobre o paradoxo que convive no imaginário sul-rio-grandense. E por isso, o artista visual e escritor o retrata como Um Gaúcho, que a um só tempo é história, folclore e o próprio artista.
O curador José Francisco Alves escreveu sobre a mostra:
“Em Um Gaúcho, a crítica social de Ricardo Giuliani aborda o nosso personagem máximo, temática tão cara à nossa arte, de Weingärtner aos Clubes de Gravura, o gaúcho. Este que é, ao mesmo tempo, um produto histórico, social e cultural, que o artista busca enfocar como um brasileiro do Sul em suas tragédias sociais, o trabalhador rural, produto do latifúndio. Sua abordagem buscou também os aportes de Cyro Martins, em sua Trilogia do Gaúcho a Pé, quando o prestigiado médico e escritor deparou-se com o gaúcho real, não mítico e empobrecido, nos cinturões de miséria das cidades. Esta transição do gaúcho idealizado para o marginalizado é a realidade que Ricardo Giuliani interpreta, nos ilustra com obras atuais, em especial pinturas enormes, na linguagem muralista.”
Já o artista ,Ricardo Giuliani, apresenta esta exposição e livro como uma leitura própria do que ele chama ser a nossa “Pampaláxia”, revisitando o passado e não abrindo mão de sua verve crítica para retratar nosso momento histórico, político, social e cultural atual, ora em palavras, ora por tintas e pincéis:
“Em momentos de altíssimas “certezas” espalhadas pelo universo, um pequeno pedaço da Pampaláxia, instigar a dúvida o desejo da revisitação ao passado como elemento orientador para não errarmos no futuro –, foi a principal motivação para esta exposição que se define a partir do artigo indefinido “UM”. Assim, o lugar onde estamos adquire a potência de dizer para o “Outro” o que somos e como vemos o nosso mundo. O “Um” poderá ser, a um só tempo, o Gaúcho histórico, ou, singelamente, Eu gaúcho. A partir da Literatura exponencial, produzida por esses pagos e por lá, Pampa gaúcha, Cyro Martins, Alcydes Maia, Augusto Meyer, Sarmiento, Ricardo Guiraldes, José Hernandez, etc, nos faz possível conhecer o verdadeiro homem e a verdadeira pampa estruturada sobre as enormes distâncias que há entre terras e cultos e nos é dado perceber a transmudação do mítico para o místico. Um gaúcho é convite à dúvida e homenagem ao conhecido.”
No livro, homônimo à exposição, é apresentado uma série de imagens das obras que estarão expostas no museu, com pequenos contos e croniquetas intercaladas e é apresentado pelo escritor e poeta Dilan Camargo.
“Desde o momento em que Ricardo Giuliani me fez o convite para escrever sobre o seu livro Um Gaúcho fui tomado pela evocação desse nosso Sul. Fiz a leitura dos seus contos com a emoção de uma volta pra casa. Fui reconduzido, através da forte alma literária das narrativas, ao território original de Um gaúcho, ao seu universo fabuloso, à Pampaláxia. Tenho vivido, escrito, lido e andado, nesse horizonte amplo da nossa cultura e, posso afirmar, que este livro enriquece a nossa literatura e a nossa iconografia.”

SERVIÇO
Abertura e lançamento da exposição e livro Um Gaúcho
Artista: Ricardo Giuliani
Curador: José Francisco Alves
Lançamento do livro: 21 de agosto de 2018, às 18h
Abertura da exposição: 21 de agosto de 2018, às 19h
Visitação: De 22 de agosto a 14 de outubro de 2018, de terças a domingos, das 10h às 19h. Local: Galerias Iberê Camargo e Oscar Boeira -
Promessa ao amanhecer, o filme, uma ode a ídiche(e outras) mamma(s)
Francisco Ribeiro
De uma adaptação cinematográfica sempre se espera um bom relacionamento entre imagem e verbo, palavra, escrita. Ainda mais se tratando de uma autobiografia romanceada como é o caso de “Promessa ao amanhecer”, longa francês, 2017, e também título homônimo do livro de Roman Gary (1914-1980), um dos maiores autores franceses do século passado.
“Promessa ao Amanhecer” é um verdadeiro hino, sem ser piegas, ao amor maternal que, neste caso, transcende, inclusive, a morte.
De cara, na película dirigida por Eric Barbier, nota-se a folga no orçamento, mais de 20 milhões de euros, alto para os padrões europeus. Tal soma permitiu a produção reconstituir épocas, anos 20, 30 e 40 do século passado, cenários, figurinos, figurantes, objetos, e rodar em locações variadas.
Não faltou nada. São boas as reconstituições das cenas de guerra e interessantes, embora já comuns, as inserções de imagens do ator com outras, reais, de arquivos históricos, fazendo-o, inclusive, ser condecorado pelo general De Gaulle. E, fundamental, destaque para atuação da dupla formada por Charlotte Gainsbourg (Nina), perfeita como uma super ídiche mamma, e Pierre Niney (Romain, adulto).
Herói enquanto aviador na Segunda Guerra Mundial, diplomata, escritor, cineasta, Romain Gary teve uma vida atribulada e aventureira. Mas o que não se sabia até publicar o livro, em 1960, era que a sua carreira, em grande parte, respondia aos anseios, cumprimento, a realização dos sonhos idealizados por sua mãe. Isso começou nos tempos em que os dois ainda portavam o sobrenome Kacew, e Nina, já separada do marido, e Romain peregrinavam pela Rússia, Polônia, num período em que a miséria, salvo em raros momentos, estava sempre a espreita, pois os dois não eram apenas pobres, eram judeus.
Decidida a fazer do filho alguém com A maiúsculo, Nina não poupou sacrifícios para dar-lhe uma educação refinada – música, dança, equitação, tiro – e o desejo, sobretudo, depois de escolhida a profissão, de tornar-se um escrito célebre. E não só isso. Também embaixador, aviador, herói de guerra. A missão não era fácil, claro, mas Nina, atriz de segunda categoria quando era jovem em Moscou, sempre tinha uma carta na manga ou um coelho na cartola, pois, acima de tudo, sabia mentir, criar lendas, seja para vender chapéus na Polônia, seja para vender objetos de origem duvidosa em Nice, França..
Tão boa era a lábia como vendedora que lhe propuseram assumir a gerência. de um hotel, o que deu estabilidade a família até o início da Segunda Guerra, garantindo os estudos do filho em Paris.. Engajado na força aérea francesa, Romain, após a capitulação, juntou-se a resistência em Londres. Participou de várias missões sendo, a mais famosa, e até hoje colocada em dúvida, a de que orientou o piloto do seu avião, cego após ser atingido por estilhaços, a cumprir a missão (largar sua carga de bombas no alvo pré-determinado), voltar à base e aterrissar. Fato que lhe valeu uma condecoração de De Gaule.
Promessa ao amanhecer trata de um amor maternal imenso, incondicional, exacerbado ao ponto do ridículo, e também a sua outra face, seu lado sufocante, possessivo, castrador, devorador, louco. Maldição ou benção? Está claro que é preciso saber romper o cordão umbilical. Assim, se Promessa ao amanhecer é uma ode ao amor maternal e filial, e, se transborda de exageros, também mostra o lado épico, guerreiro de encarar a vida. Nina é uma verdadeira Mãe coragem, mesmo se o olhar brechtiano de distanciamento passe longe. Não há como não se envolver. Nina que prevendo sua morte escreve e envia 250 cartas a uma amiga na Suíça para que esta as reenvie, duas por semana, a Romain que assim só saberá da morte da mãe três anos depois desta ter falecido, ao voltar, condecorado, para casa.
O folclore baseado no amor da mãe judia, dimensão bíblica, que pode chegar às raias do absurdo em relação a sua prole, é cantado em prosa e verso desde os tempos de Abraão. Sobre o tema também não faltam piadas, vide Woody Allen, e, localmente, causos, como o relatado pelo nosso saudoso e imortal Moacyr Scliar, No bairro Bom Fim, principal enclave da comunidade judaica na capital gaúcha, corre o dito, lenda ou não, da ameaça da mãe em relação ao filho reticente em se alimentar:“se tu não comeres, eu me mato”. Scliar, certa vez, disse que a sua progenitora era mais sutil, recorrendo ao expediente de levá-lo a ver máquinas, extraordinárias para um menino, em funcionamento, para então, aproveitando-se do fato dele ficar boquiaberto, enfiar-lhe porções de comida goela abaixo.
Judeu askenazi como Scliar, Romain Kacew nasceu Vilnius, Lituânia, quando esta fazia parte do império russo, num período trágico e rico em acontecimentos, tais como a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa. De Vilnius a Varsóvia, até, em fim, chegar a tão desejada França ao final dos loucos anos 1920, Romain e Nina sobreviveram como puderam as ameaças de miséria suprema e, mesmo, aniquilamento, pois a perseguição aos judeus antecede em muito ao holocausto nazista.
Promessa ao amanhecer também vai muito além de uma simples cinebiografia, fato que, tratando-se de Gary, sempre cabe uma investigação no que tem de verdadeiro ou de fábula. Mitômano, farsante genial que, caído no esquecimento como autor nos anos 1970, irá reinventar-se como Émile Ajar, pseudônimo (usaria outros), e ganhar o Goncourt de literatura pela segunda vez,. em 1975, com Toda a vida pela frente, título irônico para quem iria se suicidar cinco anos depois, assim como já o tinha feito, alguns meses antes, sua ex-mulher, a atriz Jean Seberg (Acossado, de Godard). Isso com certeza não fazia parte dos planos Nina.
Cosmopolita avant la letre (et pour cause), Gary, como todo o judeu errante, é um mestiço cultural e lingüístico, fruto de origens diversas. Na infância falou russo e polonês e, a partir dos 14 anos, principalmente francês, que seria a sua língua literária, embora também tenha escrito livros em inglês. Em 1935 tornou-se cidadão francês e, mais tarde, trocaria seu sobrenome de Kacew para Gary, que significa queime, em russo, forma imperativa.
Seu primeiro livro, Educação européia,1945, foi bem recebido pela crítica de esquerda que depois passou a ignorá-lo por suas posições independentes e contundentes em relação as ideologias, pois se odiava o nazismo e o fascismo, também desprezava o comunismo. O público, porém, nunca ficou indiferente, e seus livros vendem bem até hoje, e com justiça. Trata-se de um excelente escritor de obras como As raízes do céu, que lhe valeu o primeiro prêmio Goncourt em 1956, ou Chien blanc (Cão branco), 1970, um excelente panorama sobre o final dos anos 60, especialmente os Black panthers e as lutas raciais nos Estados Unidos.
Há uma outra versão de Promessa ao amanhecer feita por Jules Dassin, de 1970, disponível no Youtube. Barbier em sua adaptação optou, juntamente com a sua co-roteirista, Marie Eynard, por uma narrativa clássica, bem hollywoodiana. E se foi bastante respeitoso em relação às intenções originais do autor, não se trata, contudo, de uma mera ilustração audiovisual da obra.literária. Assista o filme e procure o livro. Veja e leia. Tudo no imperativo. Não dá pra ficar indiferente a Gary, muito menos a Nina. -
Ultimo fim de semana para ver "As durações do Rastro"
Último fim de semana para ver “As Durações do Rastro” na Fundação Iberê Camargo.
Exposição do fotógrafo Jordi Burch homenageia o arquiteto Álvaro Siza, criador do edifício sede da Fundação.
Fim de semana traz, ainda, oficina infantil e Cine Iberê. A entrada é franca.
A exposição traz uma série de 40 imagens que registram quatro conjuntos habitacionais da Europa projetados pelo arquiteto português Álvaro Siza – também autor do premiado projeto arquitetônico da Fundação Iberê Camargo. Com curadoria de Veronica Stigger, a mostra faz parte das comemorações dos 10 anos de construção do edifício sede da Fundação.
A série se originou de um convite que o artista recebeu para participar da Bienal de Arquitetura de Veneza de 2016, no pavilhão de Portugal dedicado a Siza.
A ideia era levar Burch e uma equipe de cinegrafistas para acompanhar a visita do arquiteto a conjuntos habitacionais projetados por ele, depois de muitos anos sem rever essas obras: no Bairro da Bouça (Porto/Portugal, 1973), no Campo di Marte, na Giudecca (Veneza/Itália, 1983), em Kreuzberger (edifício Bonjour Tristesse,Berlim/Alemanha, 1984), e no Schilderswijk West (Haia/Holanda, 1985). Para saber mais sobre a exposição, acesse o presskit aqui: http://goo.gl/U9in9x.
A programação do fim de semana na Fundação Iberê Camargo tem, ainda, duas atividades em destaque no domingo, 5 agosto: sessão especial do Cine Iberê – com participação do cineasta e artista visual Cao Guimarães – e oficina de pintura para crianças.
No fim de semana dos dias 11 e 12 de agosto não haverá exposições na instituição, mas serão realizadas diversas atividades como debates, oficinas e Cine Iberê. A programação será divulgada em breve.
A Fundação Iberê Camargo tem o patrocínio de Itaú, Grupo GPS, IBM, Oleoplan, Agibank, B TG Pactual, Banrisul e apoio SLC Agrícola, Sulgás e DLL Group, com realização e financiamento do Ministério da Cultura / Governo Federal. A Traduzca e a Alves Tegam apoiam a exposição As Durações do Rastro.
Serviço
Fim de semana na Fundação Iberê Camargo – programação
Sábado, 4 de agosto:
Das 14h às 19h – visitação à exposição As Durações do Rastro – A fotografia de Jordi Burch frente à arquitetura de Álvaro Siza Vieira – ÚLTIMOS DIAS
Domingo, 5 de agosto:
Das 14h às 19h – visitação à exposição As Durações do Rastro – A fotografia de Jordi Burch frente à arquitetura de Álvaro Siza Vieira – ÚLTIMOS DIAS
15h – As árvores também pintam? Oficina para crianças de 4 a 7 anos – Inscrições pelo link: http://goo.gl/forms/ yqIM52B5m6cnIjOd2. A atividade tem como ingresso a doação de uma caixa de leite limpa e vazia, para uso nas atividades do Programa Educativo. Informações: (51)32478001 ouagendamento@iberecamargo.org. br.
Excepcionalmente às 17h – Cine Iberê – Espera, de Cao Guimarães (1h16min, Brasil, 2018). Sessão de pré-estreia com comentários do diretor. Entrada franca por ordem de chegada | Classificação indicativa: Livre
Exposição As Durações do Rastro – A fotografia de Jordi Burch frente à arquitetura de Álvaro Siza Vieira
Exposição de fotografias de Jordi Burch
Curadoria: Verônica Stigger
Local: 4º andar
Período de exibição: de 16 de junho a 5 de agosto de 2018
Classificação indicativa: Livre
Visitação: sábados e domingos, das 14h às 19h (último acesso às 18h45min). De quarta a domingo, a Fundação Iberê Camargo também atende a grupos agendados. Para fazer um agendamento, basta ligar para o Programa Educativo – 51 3247 8000
Fundação Iberê Camargo – Avenida Padre Cacique, 2000
Como chegar:
A Fundação Iberê dispõe de estacionamento pago, operado pela Safe Park.
As linhas regulares de lotação que vão até a Zona Sul de Porto Alegre param em frente ao prédio, assim como as linhas de ônibus Serraria 179 e Serraria 179.5. É possível tomá-las a partir do centro da cidade ou em frente ao shopping Praia de Belas. O retorno pode ser feito a partir do Barra Shopping Sul, por onde passam diversas linhas de ônibus com destino a outros pontos da cidade.
Pedestres e Ciclistas: existe uma passagem para que pedestres e ciclistas possam atravessar a via em segurança. A passarela é acessada pelo portão de entrada do estacionamento. A Fundação também dispõe de um bicicletário, localizado nos fundos do prédio.
Site: www.iberecamargo.org.br -
"Arte na Fotografia" em nova temporada no canal Arte 1
O Arte1 estreia nesta sexta-feira, dia 3 de agosto, às 20h30, a segunda temporada de “Arte na Fotografia”, o primeiro reality showsobre fotografia do Brasil, sucesso na programação do canal.
Durante a primeira temporada, exibida em novembro, a página do programa no Facebook alcançou 55 mil seguidores. No Instagram, o “Arte na Fotografia” teve mais de 12 mil seguidores.
Com apresentação da atriz e cantora Thalma de Freitas, a parceria do canal Arte1 com a produtora CineGroup desafia seis jovens fotógrafos amadores a desenvolver seus olhares artísticos em trabalhos autorais.
Ao longo de oito episódios, os participantes competem em provas de diferentes temas e locações: transformação, ocupação artística no centro de São Paulo, os bastidores de uma apresentação circense, os materiais descartados de um ferro-velho, a arquitetura do cemitério da Consolação, a preparação de animais da Sociedade Hípica Paulista, e os setes pecados capitais retratados na Catedral da Sé.
Éder Chiodetto – um dos principais curadores de mostras fotográficas do país – e Cláudio Feijó – responsável pela formação de centenas de fotógrafos brasileiros nas últimas décadas, seguem como mentores, avaliando cada etapa do processo, que termina sempre com a apresentação por parte de cada um dos competidores de um ensaio original composto por seis imagens. Nesta temporada, o reality também propõe exercícios de edição aos jovens fotógrafos. Outra novidade desta edição é que os espectadores do “Arte na Fotografia” poderão conferir os ensaios, publicados nas redes sociais.
A apresentadora Thalma de Freitas apresenta o programa ao lado dos jurados Cláudio Feijó e Éder Chiodetto
Personalidades e grandes nomes da fotografia como Thales Trigo, Walter Costa, Adi Leite, Julia Kater, Tuca Reinés, André Penteado, Élcio Ohnuma e Guilherme Maranhão se unem aos jurados para opinar sobre os trabalhos.
Na final, os dois últimos participantes precisam montar uma exposição que resuma suas trajetórias na competição.
Entre mais de 400 inscritos de todo país, os seis selecionados para a segunda temporada são os paulistas Nicole Zabukas, Leonil Junior e Nego Júnior, o mato-grossense Fred Gustavos, a mineira Maria Isabel Oliveira e a pernambucana Maíra Erlich.
O prêmio para o vencedor do “Arte na Fotografia” é um conjunto completo de equipamentos fotográficos. A vencedora da primeira temporada foi a paulistana Camilla Kinker.
“Arte na Fotografia”
Estreia: 3 de agosto, às 20h30
Episódios inéditos às sextas-feiras, às 20h30
Reprises: sábado, às 14h30; domingo, às 10h; terça-feira, às 19h30; e sexta-feira às 12h.
Saiba mais sobre o programa nas redes sociais do “Arte na Fotografia” no Facebook e Instagram.
O canal Arte1 integra a grade de programação das principais TVs a cabo. Sky – 81; Net HD – 553; Claro TV HD – 553; Oi TV – 85; GVT – 84; Vivo TV – cabo 102; satélite 555; fibra 627. -
Nova temporada de "Os Miseráveis" no teatro Álvaro Moreira
O espetáculo “Os Miseráveis” estreia a nova temporada do projeto Novas Caras, nas terças-feiras, 7 e 14 de agosto, sempre às 20h, na Sala Álvaro Moreyra (Erico Verissimo, 307, Menino Deus).
Espetáculo teatral que adapta o clássico de Victor Hugo que conta saga épica de um condenado através de uma França pós revolução.
A montagem é realizada pelo Efêmeros Teatro de Grupo, que aborda a memória como mote de suas criações.
Os ingressos custam: R$ 20 com meia-entrada para estudantes idosos e funcionários municipais. A classificação indicativa é para: 12 anos e a duração é de 70 minutos.
Uma mulher relembra a trajetória de sua vida junto aos espectadores, sua história, marcada pela compaixão de um homem: seu pai adotivo, Jean Valjean, um ex-condenado que atravessa a França pós Revolução, preso por 19 anos por roubar um pedaço de pão, é libertado para uma vida épica de amor, morte, sangue e luta, em uma França que vive a violência e a miséria de um retrocesso sombrio, fazendo com que aqueles que lutam por sua liberdade, peguem em armas para reaver seus direitos.
Uma livre adaptação do Efêmeros Teatro de Grupo para o clássico de Victor Hugo, um conto onírico e contemporâneo sobre a compaixão.
Ficha Técnica
Elenco: Cássio Iribarrem, Delly Rysdyk, Larissa Steyneider, Gael Sant, João Jaume, Jennifer Franco, Lucas Lima, Josué Fraga, Regina Perez, Tony Franco
Iluminação: José Renato Lopes
Trilha Sonora: Delly Rysdyk, Cássio Iribarrem, Jennifer Franco
Cenografia: Antonio Franco, Gael Sant, Pedro Schultz
Figurino e Maquiagem: João Jaume, Regina Perez
Operação de Som: Manu Goulart
Projeto Gráfico: Lucas Lima
Acessoria de Imprensa: Louise Pierosan
Assistência de Direção: Áquilas Freitas
Direção: Juliano Rabello
Os Miseráveis
Sala Álvaro Moreyra (Erico Verissimo, 307, Menino Deus)
7 e 14 agosto, terças-feiras, às 20h
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação: 12 anos
Duração: 70 minutos -
Oficinas, debates e criação literária nos 20 anos do Povo da Rua
O Povo da Rua Teatro de Grupo está completando 20 anos e para comemorar desenvolveu um projeto aprovado no edital Programa Municipal de Fomento ao Trabalho Continuado em Artes Cênicas para a Cidade de Porto Alegre, coordenado pela Secretaria Municipal da Cultura.
Serão realizadas atividades que se estendem até o final do ano.
O projeto tem a intenção de fortalecer e fomentar o fazer artístico e a prática do teatro de grupo, numa educação crítica e libertadora desenvolvida ao longo de 20 anos.
O grupo fará um resgate de sua história através de publicações de textos e das composições musicais de seu repertório homenageando o artista Rogério Lauda, em memória. Todas as atividades propostas são gratuitas e abertas à população.
O Povo da Rua – Surgiu em 1998 e já no ano seguinte estreava sua primeira montagem: Os 7 Pecados da Capital. O grupo busca com esse projeto comemorativo aos 20 anos de atividades fortalecer e fomentar o fazer artístico e a prática do teatro de grupo. Serão articulados encontros entre pessoas interessadas em discutir, conhecer, estudar o fazer teatral de rua na sua história, para a troca de conhecimento, além de proporcionar o acesso a um processo contínuo do exercício teatral procedente em uma experiência crítica e visão de mundo.
Estão programadas dez apresentações do espetáculo Zona Paraíso nas praças e parques da região central e periferia de Porto Alegre, finalizando em debates com o público, abordando temas como Concepção das Cidades e Ocupação de Espaços Públicos e Relações de Gênero na Formação Cultural.
Oficinas
Ministrada pelas integrantes do grupo Alessandra Carvalho, Karina Sieben e Araxane Jardim, a proposta da oficina é fazer teatro como uma prática coletiva de construção artística, integrando atores, músicos e bailarinos, num evento festivo e de conteúdo significativo, tendo no teatro a forma e a função de agregar a comunidade envolvida.
Em paralelo, ocorrerá a oficina Treinamento de Perna de Pau, ministrada por Alessandra Carvalho e Karina Sieben. As duas serão realizadas na Cia de Arte.
A oficina Intervenções Urbanas Módulo II, sobre o teatro como uma prática coletiva de construção artística, ocorre de 15 de agosto a 14 de novembro, nas quartas-feiras, das 18h às 21h, e, aos sábados, das 14h às 17h. Já a oficina Treinamento Perna de Pau será nos dias 11, 18 e 25 de agosto, aos sábados, das 9h às 12h. Os interessados devem entrar em contato pelo e-mail povodarua.teatrodegrupo@gmail.com solicitando a inscrição e maiores informações.
Núcleo de Pesquisa
O grupo promoverá pesquisa e reflexão sobre o fazer teatral e sua importância social, cultural e política para a sociedade contemporânea, com o objetivo de aprofundar o estudo e a prática do processo de criação e elaboração de espetáculos com linguagem de teatro de rua, atividade aberta ao público.
Publicação
Registro da criação dramatúrgica autoral e das composições musicais realizadas pelo grupo em sua história, através de material impresso distribuído gratuitamente. Será feito lançamento em local público a definir, com exposição de fotos dos espetáculos do grupo e coquetel comemorativo.
Zona Paraíso – Traz uma versão teatral divertida, crítica e alegre da história da criação do mundo, contada por anjos do apocalipse e pela personagem mítica Lilith, conhecida como a primeira mulher de Adão, antes mesmo de Eva ser criada de sua costela. Misturando elementos da comédia, da farsa, da mímica e do circo, o espetáculo oscila entre o humor e o lirismo, numa linguagem simples e direta com música executada ao vivo pelos atores, refletindo sobre as relações de gênero, Deus e suas criações e o pecado original.
Ficha técnica
Texto, direção e trilha sonora: Fernando Kike Barbosa e Vera Parenza
Atuação: Karina Sieben, Marcos d Castilhos, Roberta Darkiewicz e Rodrigo Mello
Direção musical e arranjos: Beto Chedid
Figurinos: Margarida Rache
Cenografia: Luiz Marasca
Adereços: Núbia Quintana
Produção: Marcos d Castilhos
Realização: Povo da Rua
Oficina de Teatro de Rua “Intervenções Urbanas” Módulo II.
De 15 de agosto a 14 de novembro de 2018
Quartas, das 18h às 21h, e sábados, das 14h às 17h.
Oficina Treinamento de Perna de Pau
Datas 11, 18 e 25 de agosto. Sábados, das 9h às 12h.
Inscrições gratuitas: povodarua.teatrodegrupo@gmail.com
Local: Cia de Arte (rua dos Andradas, 1780 – Centro Histórico).
Zona Paraíso
Domingo, 12 de agosto, às 15h
Ponto Cultural Cohab – rua Wolfran Metzler, 225, bairro Ruben Berta
Domingo, 26 de agosto, às 15h, Acomuz (Associação Comunitária do Morro da Cruz) – bairro Partenon.
Ingressos: gratuitos
