A sexta edição do seminário “Gestão urbana sustentável” reuniu, ao longo desta terça-feira, representantes de órgãos públicos, empresas e associações, apresentando iniciativas voltadas ao tema. A atividade é desenvolvida pela ONG Todavida e foi realizada no teatro Dante Barone, da Assembleia Legislativa.
O diretor de relações institucionais da CMPC Celulose Riograndense, Francisco Borges Bueno, defendeu a importância de se ir além das obrigações legais e construir um relacionamento com a comunidade, para se obter o que chamou de uma “licença de operação social”, uma licença consentida.
“Antigamente se cumpria a lei e não precisava fazer mais nada. Hoje a coisa não funciona assim. Tu tem que ter uma relação social, tem que se relacionar com as comunidades, ouvi-las”, afirmou.
Bueno foi um dos palestrantes do evento, onde apresentou os diversos projetos da empresa nos 57 municípios em que atua para a produção da celulose. Para Bueno, as empresas devem fugir da ideia de filantropia e enxergar este relacionamento como um investimento social. Ele defendeu a importância de um programa socioambiental de acordo com a linha estratégica da empresa.
Uma das ações da CMPC é trazer a população vizinha para dentro da fábrica, uma forma de dialogar. “Pelo histórico passado da empresa, ela foi obrigada a se abrir bastante. E isso foi muito bom, hoje é uma empresa acessível, fácil de chegar”, afirma Bueno.
Há cerca de dez anos, a CMPC desenvolve o programa Música na Fábrica. Voltado à comunidade do entorno da unidade de Guaíba, o programa que apresenta shows de artistas da música gaúcha e é uma das iniciativas culturais mais consolidadas da empresa.
Além da apresentação, o público tem a oportunidade de conversar de perto com os artistas. “Esse programa oportunizou aos vizinhos conhecerem artistas que eles escolheram, ícones da nossa música como Adelar Bertussi, Mery Terezinha, Plauto Cruz, Geraldo Flach”, afirma Bueno.
Outra iniciativa neste sentido é o projeto caminhos da madeira, uma visita guiada pela fábrica, mostrado ao público o processo de fabricação da celulose, desde a produção de mudas até o estágio de celulose embalado. No ano passado, 1.200 pessoas de 18 municípios participaram do programa.
Para a empresa, é importante manter uma proximidade com a comunidade para buscar minimizar os impactos da atividade produtiva.
“Conversamos com as associações de moradores, que sempre nos trazem retorno, tivemos um conselho da comunidade. Esse tipo de diálogo é fundamental. Impacto sempre vai ter, a produção vai sempre impactar, então nós temos que dar um retorno, para que sintam esse ganho também”, concluiu Bueno.
CMPC apresenta programa socioambiental em seminário da Assembleia Legislativa
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