Especial da Feira: Discursos de protesto marcam abertura

Naira Hofmeister

A entrevista coletiva para apresentar as novidades da 53ª Feira do Livro de Porto Alegre, na manhã da quinta-feira, 18 de outubro, transformou-se em um ato de protesto. Motivados pelo roubo do livro que a estátua de Carlos Drummond de Andrade segurava – o monumento de Xico Stockinger, localizado na Praça da Alfândega, homenageia também o poeta Mario Quintana – o patrono do evento, Antonio Hohlfeldt, e o presidente da Câmara Riograndense do Livro, Waldir da Silveira, condenaram o ato e garantiram que “o vandalismo não vai interferir na Feira”.

Silveira tranqüilizou os freqüentadores quanto à segurança na Praça. O presidente da CRL acredita que o problema não vai se repetir. “Temos um esquema garantido pela Brigada Militar que é excelente”, observa Silveira. O livro roubado será devolvido às mãos de Drummond em uma cerimônia, ainda sem data prevista,  que vai marcar a instituição do Dia Contra o Vandalismo na capital do Estado.

Além da condenação pública do ato, a “arma” na qual a organização aposta suas fichas para combater o vandalismo é a ação social. “Esse não é um evento só de literatura, mas também de cidadania”, salientou Hohlfeldt.

Um dos projetos mais importantes é a promoção de encontros entre autores e os internos da Fundação de Atendimento Sócio-Educativo do Rio Grande do Sul,  a FASE. “Recentemente levamos a Jane Tutikian, cuja caixa de e-mails vive lotada de comentários da gurizada”, comemora Silveira. A partir de agora, em parceria com a Associação dos Escritores Gaúchos, os encontros serão mensais.

Novidade também em 2007 é a visitação a crianças que fazem hemodiálise. O patrono Antonio Hohlfeldt já confirmou sua presença em três hospitais – Santa Casa, Clínicas e São Lucas da PUCRS – onde vai promover rodas de leitura e doação de livros. “Elas não podem estar na praça, mas isso não deve ser impeditivo para a leitura”.

Alunos das escolas públicas de Porto Alegre também foram convidados para comparecer na Praça da Alfândega. Dezoito ônibus da CRL circulam constantemente para buscar e levar as crianças de escolas estaduais da capital e dos municípios vizinhos. A Prefeitura de Porto Alegre garante verba par o transporte dos alunos da rede pública do município. A única exigência da organização do evento é que as escolas promovam um encontro com algum autor que as crianças estejam lendo. Já há eventos no teatro Sancho Pança com mais de mil alunos inscritos.

O Projeto Asteróide será novamente um destaque. Num estande próprio, os meninos de rua do centro de Porto Alegre se reúnem para atividades literárias, recebem lanches e têm duchas à disposição para tomarem banho.

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