Funcionários do Hospital Pronto Socorro (HPS) de Porto Alegre, relataram à Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores as adversidades enfrentadas durante o trabalho.
A discussão era sobre o adicional de insalubridade no sistema de saúde municipal, mas os funcionários presentes, na maioria técnicos de enfermagem e enfermeiras, falaram sobre mais problemas.
“Ficamos entre o mar e o rochedo” reclamou a técnica de enfermagem Rosângela Scheneider, relatando as limitações no atendimento aos pacientes. Isabel Santana, vice-presidente da Associação dos Funcionários do HPS (ASHPS),também ressaltou os problemas do hospital. ” Há falta de segurança”
Segundo ela e outras servidoras a falta de efetivo hoje é um grande problema do HPS. Isso acontece porque há hoje 174 servidores em licença de aposentadoria, ou seja não estão trabalhando e suas vagas não podem ser repostas pois ainda estão no quadro funcional.
É o caso da técnica de enfermagem Nara Regina de Souza que há 3 anos espera o atestado de aposentadoria e não pode ser substituída. “Conheço outros colegas na mesma situação” afirmou.
Segundo a Prefeitura são precisamente 49 médicos, 33 técnicos de enfermagem, 33 auxiliares de enfermagem, 26 enfermeiros e 34 entre outras funções.
Isso acontece, porque segundo a Prefeitura, cada caso é analisado pelo Tribunal de Contas que libera a aposentadoria do servidor.
Outro problema são os adicionais por insalubridade. Os funcionários relatam as seguintes irregularidades: servidores trabalhando na mesma área e ganhando adicionais diferentes. Isso acontece porque há casos em que os profissionais entraram em anos diferentes quando o laudo de periculosidade e insalubridade, expedido pela Secretaria era diferente.
O atual laudo é de 2011 e está defasado. “Precisamos atualizar isso certamente” admitiu o gerente da Equipe de Perícia Técnicas da Secretaria da Saúde, Mário César Kurz.
Ao final da reunião a Comissão, presidida pelo vereador Dr. Thiago, decidiu os seguintes encaminhamentos: “Vamos primeiro tentar resolver o caso de quem está tentando se aposentar depois vamos ver os outros casos”
A Prefeitura promete entregar um projeto de Lei que define e regulamenta os percentuais de insalubridade para que não haja perdas salarias para quem está se aposentando, mas não esclareceu de que forma isso será feito.
Falta de funcionários prejudica atendimento no Pronto Socorro
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