Gaúcho já pagou R$ 1,3 bilhão em pedágio

Elmar Bones

O usuário gaúcho já desembolsou R$ 1,3 bilhão ao passar pelas sete praças de pedágio em operação no Estado, desde que foram instaladas em julho de 1998 até dezembro de 2006. O número faz parte de um levantamento que a Associação dos Usuários de Rodovias Concedidas (Assurcon) entregou à Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga distorções nos contratos de concessão de rodovias no Rio Grande do Sul.

A maior arrecadação foi registrada na praça de Lageado, num total de R$ 338 milhões nos nove anos. O pólo metropolitano vem em segundo lugar com R$ 288 milhões e o de Caxias em terceiro com R$ 189 milhões. O maior crescimento se deu em Gramado, onde arrecadação saltou de R$ 78 mil, no ano de 1998, para R$ 12,9 milhões no ano passado.

Os dados da receita foram obtidos junto ao Daer, segundo o secretário executivo da Assurcon/Serra, Agenor Basso. Segundo ele, as associações de usuários, que lutaram desde o início pela CPI, já consideram que ela foi “abortada” e que o relatório a ser apresentado pelo deputado Befran Rosado vai desconsiderar todas as denúncias de irregularidades apresentadas.

“A Comissão foi tomada pelos deputados que defendem a prorrogação dos atuais contratos, não houve condições para se debater a questão. Não foram chamados para depor sequer os formuladores dos atuais contratos, que deixam a sociedade e o usuário à mercê das concessionárias”, diz Basso. A Assurcon já considera a batalha perdida. “Nós agora estamos nos mobilizando para conseguir uma CPI do Daer, nos próximos dias vamos começar a colher assinaturas”.

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