O caso do suicídio de um policial militar no Rio de janeiro no último final de semana trouxe à tona um problema com o qual convivem os agentes da segurança pública.
O soldado Douglas de Jesus Vieira, de 28 anos, lotado no 24º Batalhão (Queimados) cometeu suicídio na noite do último sábado. A cena foi transmitida ao vivo pelas redes sociais do policial.
No Rio Grande do Sul, foram quatro suicídios de brigadianos em 2016.
Dois destes casos não tiveram ligação direta com o exercício profissional, os outros dois foram motivados por uma situação de estresse decorrentes de problemas financeiros.
As informações são da Abamf (Associação Beneficente Antônio Mendes Filho), entidade que representa os servidores de nível médio da BM. A Brigada Militar não tem este dado.
Para o presidente da associação, Leonel Lucas, os seguidos parcelamentos de salários contribuem para o nível de estresse a que são submetidos os policiais.
O número apresenta uma queda em relação ao 2015, quando foram registrados oito casos de suicídio. Segundo Leonel Lucas, o número normal é de dois ou três casos por ano.
Além da situação financeira, outras questões afetam a tranquilidade dos profissionais da segurança pública. “Ainda temos brigadianos fazendo policiamento com 38 na cintura, o que é absurdo. O governo não está investindo em segurança. Temos coletes que foram comprados no governo passado e que estão para vencer”, afirma Leonel Lucas.
O presidente da Associação afirmou ainda que o alto número de brigadianos buscando apoio em função de estresse fez com que a entidade buscasse ajuda de especialistas para orientar os profissionais
“Em 2016 nós doamos mais de mil cestas básicas para os brigadianos. É algo que a gente não fazia, porque a associação não serve para isso. Mas foi preciso porque tinha brigadiano sem ter o que comer”, afirma Lucas.
RS teve quatro suicídios de brigadianos em 2016
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