Há um dia da data base do dissídio dos rodoviários, as negociações entre empresas e Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário de Porto Alegre (StetPoa) não avançaram.
Em uma reunião na tarde desta terça-feira os sindicalistas expuseram ao prefeito Nelson Marchezan Júnior as reivindicações feitas aos empregadores.
O prefeito, no entanto, disse que não pode interferir na negociação, postura reprovada pelos rodoviários. “O prefeito virou as costas pro sindicato”, disse ao JÁ o vice-presidente Sandro Abbade.
Com isso, os rodoviários prometem começar amanhã os primeiros manifestos porém não foi antecipado o que seria feito nem onde seriam os protestos.
O dissídio dos rodoviários é um dos fatores que irá definir o novo preço das passagens de ônibus e lotação na cidade de Porto Alegre.
A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e o Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre (Seopa) já fizeram estudos do novo reajuste do transporte público tendo como base um aumento de 5,15% no salários dos rodoviários, o que foi rejeitado pela categoria.
O sindicato dos rodoviários defende um reajuste de 5,15% mais um adicional de 3,5% além de um vale-alimentação de R$ 29,oo (atualmente é R$ 23,48), o que poderia gerar um aumento ainda maior no preço final da passagem.
Uma greve da categoria não está descartada se não houver um consenso.

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