Promete ser quente e tumultuada a sessão plenária desta quarta-feira na Câmara Municipal que irá votar o aumento da contribuição dos servidores municipais de Porto Alegre, de 11% para 14%.
Pelas redes sociais, manifestações contra e a favor do projeto estão se organizando para pressionar os vereadores.
Em sua página no Facebook, o MBL (Movimento Brasil LIvre) do Rio Grande do Sul convoca seus integrantes e simpatizantes para irem à votação. ” Se já não bastasse a crise financeira drástica que a prefeitura de Porto Alegre enfrenta, ainda teve de gastar R$ 660 milhões para cobrir o rombo na Previdência do município em 2016. Chega desta pirâmide!“, está na publicação.
O Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), assim como em outras votações, também estará presente. “Segundo dados do Dieese, o fundo estabelecido pela contribuição dos(as) servidores(as) ao PREVIMPA fechou o ano de 2016 com 22,86% de rentabilidade bem acima da meta que é 12,67%. Hoje, municipárias e municipários contribuem com 11% do seu salário para o fundo, mas Marchezan Júnior acha pouco, e quer votar um aumento para 14%. Nosso prefeito mente quando diz que o PREVIMPA está em crise, na verdade a crise é administrativa. Quarta-feira, às 14 horas, é a mobilização contra o aumento na contribuição do PREVIMPA na Câmara de Vereadores”, é a convocação da categoria nas redes sociais.
Sob protestos, Câmara vota aumento da contribuição dos municipários da Capital
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Uma resposta para “Sob protestos, Câmara vota aumento da contribuição dos municipários da Capital”
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PRIVATIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO DO POVO
Os serviços públicos de Saúde, Educação, Assistência Social e Transportes servem à Cidade. Nela, prioritariamente aos pobres e miserabilizados, que não têm rádio, jornal ou tevê em sua defesa.
Está sendo sucateada, precarizada e terceirizada a prestação de serviços públicos em Porto Alegre. Essa desconstituição serve ao projeto de poder liberal-rentista que eleva o privado acima do público.
Assim assimilado pela propaganda, torna aceitável que o Poder Público se ausente da atenção a estas necessidades do povo em geral e dos pobres e miserabilizados, que também pagam tributos. Altíssimos impostos, se comparados à escassa renda da maioria destes cidadãos contribuintes.
O passo seguinte, é a privatização de serviços de abastecimento de água, da coleta de lixo e mesmo do transporte e da iluminação pública.
O porto-alegrense não precisa se compadecer com as necessidades do povo pobre, uma das razões da existência do estado para prover atendimento a toda gente que necessita, mas precisa entender o que se passa na cidade e saber que sonegar a reposição da inflação aos salários dos servidores e arrochar esses salários com o aumento injustificado para 14% da alíquota da previdência do funcionalismo é espoliação do trabalho e imposição de condições ainda mais precárias de prestação dos serviços públicos à cidade.
Adroaldo Bauer Corrêa, presidente do Conselho Deliberativo da Associação de Técnicos de Nível Superior da PMPA.

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