Tag: saúde

  • Bióloga gaúcha é referência em pesquisas de cianobactérias no Brasil

    Bióloga gaúcha é referência em pesquisas de cianobactérias no Brasil

    Há somente cinco pesquisadores em atividade no Brasil com conhecimento suficiente para identificar e descrever espécies novas de cianobactérias, também chamadas algas azuis ou cianofíceas. A bióloga Vera Regina Werner é uma das referências. Os outros taxonomistas estão em São Paulo.

    Pesquisadores da Argentina, do Uruguai e de todo o Brasil seguidamente trocam informações e consultam a bióloga porto-alegrense, que trabalha soma mais de 40 anos de trabalhos realizados no Museu de Ciências Naturais da FZB.

    Quando ela ingressou como estagiária e estudante do curso de Ciências Biológicas da PUC, a atual Seção de Botânica de Criptógamas (SBC) ainda era o Núcleo de Vegetais Inferiores (NVI), coordenado pela bióloga Zulanira Meyer Rosa, sua primeira orientadora.

    “Lá nas décadas de 70 e 80 a gente já reconhecia na natureza as florações, mas não eram muito estudadas as cianobactérias”, afirma.

    Sua grande inspiração foi o livro de Lothar Geitler, de 1932, em alemão, que ela considera a bíblia para os estudos das cianobactérias. Sua descendência alemã ajudou no aprendizado da língua, mas Vera admite que não foi fácil. Recentemente, o tcheco Jirí Komárek escreveu o livro Cyanoprokaryota em três volumes, que representam uma revisão da ‘bíblia’ de Geitler.

    “Tem-se que ter muito cuidado porque é um problema de saúde pública. E o pior: as cianobactérias são muito resistentes. Não adianta ferver a água porque elas podem arrebentar e liberar as toxinas na água”, ensina. “E quando atingem o solo, mesmo ali elas sobrevivem, podendo resistir por dezenas de anos em lugares secos. Elas são danadas. Não resta outra alternativa se não investir muito em educação ambiental’, insiste a bióloga.

    Hoje, há profissionais habilitados para trabalhar com as cianobactérias nos órgãos responsáveis pela qualidade da água, sendo que muitos foram treinados na Fundação Zoobotânica. Antes, Vera era chamada constantemente. Prefeitos, gestores e técnicos dos departamentos de água sempre recorreram à bióloga em busca de seu conhecimento.

    De São Leopoldo, por exemplo, iam técnicos toda semana à Fundação Zoobotânica para receber treinamento. Os custos eram irrisórios.

    A bióloga prestou muito auxílio ao DMAE, à Corsan e a companhias municipais de abastecimento de água do interior do Estado, onde havia problemas de florações. Quando não ia coletar, Vera recebia amostras de vários locais, por exemplo, de hospitais e locais de tratamento de hemodiálise. Em muitos casos foram identificados problemas graves no tratamento de esgoto.

    Vera foi chamada em São Jerônimo, quando a água ficou com coloração amarelada, devido à floração da espécie Cylindrospermopsis raciborskii, que tem essa tonalidade. No laguinho do parque de Lajeado ou da Ulbra, a bióloga identificou as espécies responsáveis pelas florações.

    Na Lagoa do Violão, em Torres, o tom esverdeado indicava a floração. Vera participou de uma reunião na Prefeitura. “Eu perguntei se tinha algum esgoto sendo lançado na lagoa e um silêncio dominou a reunião, mas, de repente, alguém disse que havia obras com esgotos clandestinos sendo lançados na lagoa”, resume. “Está aí a causa das florações. Basta fechar os esgotos e o problema será resolvido”, explicou.

    A bióloga diz que soube de casos de animais que tiveram que ser sacrificados naquele município do litoral por terem ficado com problemas graves. “Não cheguei a verificar se tinha a ver com as toxinas, mas uma pessoa pelo menos relatou que o seu cachorro entrava na lagoa com floração”, lembra Vera.

    Num laguinho do Zoológico, em Sapucaia, foram identificadas florações e animais com sintomas que podem estar relacionados às toxinas de cianobactérias.

    No Guaíba, espécie agressiva

    Em 2004, foi identificada floração de cianobactérias no Guaíba, que deu a coloração esverdeada, cheiro e gosto fortes de barro na água, características de Planktothrix, espécies potencialmente tóxicas.

    Segundo Vera, essas cianobactérias filamentosas, agressivas, são muito comuns no Guaíba durante o verão, porque se desenvolve mais em temperaturas quentes e quando chove menos. Nestas épocas o nível da água diminui, aumenta a concentração de nutrientes, criando o ambiente ideal pra esses organismos proliferarem-se.

    O último problema com a água do Guaíba, verificado no ano passado, nada teve a ver com as florações.

    Vera coletou amostras e verificou que não havia proliferação de cianobactérias.

    “Normalmente, se a gente sente cheiros da natureza, terra, mofo, peixe, estão presentes as cianobactérias. Por causa da geosmina, o cheiro liberado na água por esses organismos.”

  • Coronavirus terá expansão acelerada no Brasil, antes de começar a ceder

    Coronavirus terá expansão acelerada no Brasil, antes de começar a ceder

    O balanço divulgado pelo Ministério da Saúde às 16h20 desta quinta-feira (12) apontou tem 77 casos confirmados de novo coronavírus no Brasil.

    O estado de São Paulo, com 42 pacientes infectados pelo novo coronavírus tem o maior número de casos no país.

    Após o balanço do ministério, o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, confirmou mais 60 casos de coronavírus.

    Com esses novos casos, o Brasil registra 137 pessoas infectadas.

    Em reunião com especialistas no Incor, em São Paulo,  na quarta-feira, o médico David Uip, chefe do Centro de Contingência em São Paulo, previu um crescimento acelerado da doença nas próximas semanas.

    Ele estimou que o coronavirus poderá infectar entre 40 mil e 45 mil pessoas, só em São Paulo nos próximos 120 dias, que é o tempo previsto para que o expansão do virus comece a ceder.

    Os principais dados do balanço do Ministério da Saúde, são:

    77 casos confirmados, eram 52 casos na quarta-feira
    1.427 casos suspeitos
    1.156 descartados

    No novo balanço, pela primeira vez aparecem casos confirmados em Pernambuco e no Paraná.

    Após o anúncio oficial, São Paulo confirma mais 60, chegando a 137.

    O atual balanço ainda não considera novas confirmações divulgadas por secretarias estaduais de saúde.

    Em São Paulo, já há 46 casos confirmados, quatro além do que consta no balanço.

    Na Bahia, além dos dois casos já citados no balanço, existe ainda um terceiro caso, e no Distrito Federal, mais um paciente. Minas Gerais também confirmou mais um caso, o segundo no estado.

    Em Santa Catarina, que não aparece ainda na lista, há dois pacientes que testaram positivo para o Sars-Cov-2. O mesmo ocorre com Goiás, que tem agora três casos.

     

     

  • Seis casos de transmissão local acendem o alerta para o Covid19 no Brasil

    Seis casos de transmissão local acendem o alerta para o Covid19 no Brasil

    O Ministério da Saúde confirmou nesta terça-feira (10/3) mais nove casos de coronavírus no país: 3 em São Paulo, 1 no Rio Grande do Sul e 5 no Rio de Janeiro.

    Sete desses casos são importados e dois são de transmissão local, ambos no estado de São Paulo. Esses são os que mais preocupam as autoridades, porque elevam para seis o número de casos de transmissão local, de difícil controle.

    Clique aqui para ver a apresentação em Power Point feita na coletiva

    Ao todo, são 34 casos confirmados em todo o país, sendo 6 por transmissão local, sendo 5 em São Paulo e 1 na Bahia, e 28 casos importados. Atualmente, são monitorados 893 casos suspeitos e outros 780 já foram descartados. Os dados foram repassados pelas Secretarias Estaduais de Saúde.

    NOVO CRITÉRIOS DE VIGILÂNCIA

    O Ministério da Saúde mudou os critérios de classificação de caso suspeito no país.

    Agora, todas as pessoas que chegarem ao Brasil de países da América do Norte, Europa e Ásia, e tiverem sintomas como febre, coriza, tosse, falta de ar poderão ser considerados casos suspeitos de COVID-19.

    Anteriormente, os casos suspeitos eram classificados apenas a partir do histórico de viagem para alguns países com transmissão local da doença.

    A vigilância epidemiológica brasileira continua considerando nexo causal viajante que chegam ao país vindos da Austrália, de países da América Central e do Sul, que estejam na classificação da OMS como de transmissão local.

    PREVENÇÃO

    Para evitar a proliferação do vírus, o Ministério da Saúde recomenda medidas básicas de higiene, como lavar as mãos com água e sabão, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar ou tossir e jogá-lo no lixo. Evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas.

    ATUALIZAÇÃO DOS NÚMEROS

    Para manter a população informada a respeito do novo coronavírus, o Ministério da Saúde atualiza diariamente, os dados na Plataforma IVIS, com números de casos descartados e suspeitos, além das definições desses casos e eventuais mudanças que ocorrerem em relação a situação epidemiológica.

    Confira a página especial sobre o coronavírus

    (Com informações da Agência Saúde) 


    O RÁPIDO AVANÇO

    Um paciente de 61 anos, morador de São Paulo, foi o primeiro
    caso da epidemia do Covid19 no Brasil, no dia 25 de fevereiro de 2020.
    Em 15 dias, já são 34 e acelerando. Nesta terça foram nove casos confirmados.

     

    (Matéria atualizada em 10/03/2020  20:38)

  • Em São Paulo, primeiro caso do coronavirus no Brasil

    Em São Paulo, primeiro caso do coronavirus no Brasil

    O Ministério da Saúde, em conjunto com as secretarias estadual e municipal de São Paulo, investiga um caso positivo de coronavírus na capital paulista.
    O caso está em análise no Instituto Adolfo Lutz para contraprova.
    O registro foi feito no Hospital Albert Einstein, na Zona Sul da capital paulista, na terça-feira, 25 de fevereiro. Trata-se de um homem de 61 anos, que esteve no norte da Itália entre 9 e 21 de fevereiro.
    Segundo nota do Ministério da Saúde, o paciente tem sinais brandos da doença, como tosse, e está em isolamento domiciliar.
    “O paciente encontra-se em bom estado clínico e sem necessidade de internação, permanecendo em isolamento respiratório que será mantido durante os próximos 14 dias. A equipe médica segue monitorando-o ativamente, assim como as pessoas que tiveram contato próximo com ele”, diz nota do Hospital Albert Einstein.
    Aguarda-se um pronunciamento do Ministério da Saúde nesta quarta-feira (26), após resultado do Instituto Adolpho Lutz.
    O governo afirma que vai mapear quem teve contato com o paciente.
    “É uma confirmação feita por um hospital privado, agora será feita a contraprova pelo Instituto Adolfo Lutz. O resultado sai amanhã pela manhã (quarta-feira). Agora vamos fazer o mapeamento com quem ele teve contato”, disse o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta.
    O ministro recomenda cautela sobre quaisquer informações que não sejam as oficiais, uma vez que a investigação não está concluída.
    O homem de 61 anos, residente em São Paulo, esteve na região da Lombardia (norte do país da Itália), onde a epidemia já fez 11 mortes. Ele viajou a trabalho, sozinho, no período de 09 a 21 de fevereiro.
    Iniciou com sinais e sintomas (Febre, tosse seca, dor de garganta e coriza) compatíveis com a suspeita de Doença pelo Coronavírus 2019 (COVID-19).
    A Anvisa agora vai investigar a lista de passageiros do vôo em que o homem infectado chegou ao Brasil.
     

  • Coronavirus já é uma pandemia, mas Organização Mundial da Saúde hesita em declarar

    Coronavirus já é uma pandemia, mas Organização Mundial da Saúde hesita em declarar

    Em dez dias, a epidemia provocada pelo novo coronavirus numa província da China evoluiu para tornar-se uma ameaça real de pandemia global.

    Na China, nesta segunda feira, o total de mortes chega a 2.595, num total de 77 mil casos confirmados. Também foram confirmados 409 novos casos de contágio nas últimas 24 horas, quase todos na mesma província.

    O coronavírus afeta mais de 25 países e é motivo de alarme crescente por novos focos na Europa, Oriente Médio e Ásia. Fora da China, são 2.101 pacientes infectados e 24 mortes.

    A informação de maior impacto neste momento é a morte de sete pessoas na Itália, que não tiveram qualquer relação com a China. O país adotou uma espécie de “toque de recolher” para evitar a propagação da doença.

    A cidade de Veneza, próxima às regiões afetadas, cancelou os dois últimos dias do tradicional Carnaval por causa da epidemia.

    A informação mais alarmante, no entanto, circula há uma semana na imprensa européia: uma pessoa pode estar infectada e transmitindo o virus sem apresentar qualquer sintoma de doença. 

    O caso de uma mulher na China que, sem apresentar qualquer sintoma, infectou cinco pessoas que adoeceram é o mais grave e assustador relatado até agora.
    Pessoas infectadas, sem sintomas, mas transmitindo o virus criam um problema desnorteantes para os programas de controle.
    Na China, onde o governo que apostava num grande esforço para debelar o perigo rapidamente, surgem os sinais de que as autoridades se preparam para um embate prolongado.
    No domingo, em  pronunciamento oficial, o presidente chinês, Xi Jinping, declarou que os esforços para conter a epidemia devem ser mantidos, mas é preciso não comprometer as metas desenvolvimento do pais. Várias atividades e fábricas que estavam paradas voltaram a funcionar e o governo anunciou investimentos em áreas estratéticas.
    Apesar do agravamento e da expansão da doença, a Organização Mundial da Saúde, informou na segunda-feira que não a considera como uma pandemia.
    O diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, classificou, nesta segunda, os casos no Irã, Itália e Coreia do Sul como “profundamente preocupantes”.
    Ele disse que o vírus tem “potencial pandêmico”.
    Porém, afirmou que no momento não há uma disseminação global não contida. “Não estamos testemunhando doenças graves ou mortes em larga escala”, declarou. “Esse vírus tem potencial pandêmico? Absolutamente, tem. Já chegamos (à pandemia)? Em nossa avaliação, ainda não”, disse ele, segundo a BBC.
    Segundo a mesma fonte, Mike Ryan, chefe do programa de emergências em saúde da OMS, no entanto, disse que agora é a hora de “fazer tudo o que você faria para se preparar para uma pandemia”.

  • STF adia julgamento sobre incentivos fiscais  aos agrotóxicos

    STF adia julgamento sobre incentivos fiscais aos agrotóxicos

    A posse da ministra Cristina Peduzzi na presidência do Tribunal Superior do Trabalho, na tarde de quarta-feira (19) foi o pretexto que serviu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, para adiar a decisão sobre os incentivos tributários concedidos aos agrotóxicos, a chamada “bolsa-veneno”.
    A agenda previa o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade protocolada pelo PSOL em 2016. O relator é o ministro Edson Fachin. Não foi definida nova data para a votação.
    A ação questiona artigos do Convênio Confaz 100 ICMS/1997, que reduzem em 60% a base de cálculo das alíquotas nas vendas de agrotóxicos para outros Estados. E de 60% até 100% em vendas no âmbito estadual.
    Isso equivale no caso do ICMS a uma alíquota de 2,8% nas vendas destinadas aos estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste e 4,8% nas operações destinadas aos estados do Sul e Sudeste. No caso de IPI, Pis e Cofins, a isenção é de 100%.
    O Convênio, firmado na esteira da Lei Kandir  vem sendo renovado desde 1997. A Lei Kandir isenta as exportações agrícolas de ICMS e o convenio estende benefícios aos insumos utilizados na cadeia produtiva.
    O Conselho Nacional de Saúde vem recomendando aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que declarem a inconstitucionalidade de duas cláusulas do Convênio Confaz 100/1997 e 24 dispositivos apontados na Tabela do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI), que concedem benefícios fiscais às indústrias dos agrotóxicos.

  • Empresa anuncia retomada da produção de amianto em Goiás

    Empresa anuncia retomada da produção de amianto em Goiás

    A Eternit anunciou em comunicado ao mercado na noite de terça-feira que vai retomar a produção de amianto em sua mina, em Goiás, na cidade de Minaçu.
    Amparada em lei estadual de julho de 2019, que permite a produção para exportação, a companhia afirma que pretende processar 24 mil toneladas da fibra considerada cancerígena pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e exportar.
    A Eternit está em recuperação judicial desde junho do ano passado.
    “…Informa aos acionistas e ao mercado em geral que estará processando o minério remanescente extraído anteriormente à paralisação da mineradora em 11 de fevereiro de 2020, disponível nas instalações da Sama, amparada na vigência da lei do Estado de Goiás de julho de 2019”, diz o comunicado.
    A Justiça já condenou a Eternit a pagar R$ 500 milhões de indenização
    Segundo a empresa, o beneficiamento será temporário e “não significa a retomada das atividades de mineração” .
    A lei de Goiás foi promulgada após decisão do Supremo Tribunal Federal de novembro de 2017 de banir qualquer tipo manuseio da fibra de amianto no Brasil, num processo que durou décadas, considerando inconstitucional a lei federal que permitia a extração da fibra e beneficiamento no país.
    A Associação Nacional do Procuradores do Trabalho (ANPT) já entrou com ação direta de inconstitucionalidade contra a lei de Goiás.
    A entidade alega que a lei “afronta os direitos fundamentais à saúde, à proteção contra os riscos laborais e ao meio ambiente adequado”. O relator é o ministro Alexandre de Moraes, que votou contra o banimento de amianto em 2017.
    “Esse fato novo é gravíssimo e haverá de ser apontado imediatamente por nós ao relator com o objetivo de demonstrar a situação de virtual atentado, a justificar a concessão de uma liminar, que temos pedido desde a edição da lei. Vamos insistir no pedido de liminar ao Relator com esse fato novo, que representa acinte às decisões do STF”,  declarou o advogado Mauro Menezes, que assina a ação do ANPT.
    O

  • Líder chinês pede ação total contra epidemia: "Quem não cumprir com responsabilidades será punido"

    Líder chinês pede ação total contra epidemia: "Quem não cumprir com responsabilidades será punido"

    Comitê Permanente do Partido Comunista da China (PCC) realizou na segunda-feira uma reunião sobre a prevenção e controle da epidemia de pneumonia causada pelo novo coronavírus. O Comitê, integrado por 7 membros. é o órgão máximo do PCC, cujo Comitê Central tem 204 titulares (172 suplentes).
    Xi Jinping, secretário-geral do Comitê Central do PCC, presidiu a reunião.
    Xi disse que, desde o início do surto da epidemia, o Comitê Central do PCC dá grande importância ao assunto e organiza os esforços de todos os setores para promover o trabalho de prevenção e controle em pleno andamento.
    Xi enfatizou a importância de garantir o sucesso nesta causa. O resultado da prevenção e controle da epidemia tem relação direta na vida e na saúde das pessoas, na estabilidade econômica e social geral e na abertura do país, acrescentou.
    Xi indicou que a tarefa mais crucial no momento é executar os arranjos com detalhes e pediu ações rápidas e resolutas para conter a propagação da epidemia.
    Os comitês e governos do Partido em todos os níveis devem seguir firmemente o comando unificado, a coordenação e o arranjo do Comitê Central do PCC, disse Xi, exigindo a execução estrita de ordens e proibições.
    “A prevenção e controle da epidemia não é apenas um assunto de saúde, mas um trabalho abrangente que requer apoio total”, disse Xi.
    Xi também pediu “oposição resoluta contra o burocratismo e a prática de formalidades por meras formalidades no trabalho de prevenção”.
    E advertiu: “Aqueles que desobedecerem ao comando unificado ou não cumprirem suas responsabilidades serão punidos, disse Xi, acrescentando que os líderes do Partido e do governo que os supervisionam também serão responsabilizados nos casos graves”.
    FOCO EM PEQUIM
    Na segunda-feira, um foco de infecção pelo novo coronavírus foi confirmado no Hospital Fuxing suborninado à Universidade Médica da Capital, em Beijing, de acordo com as informações dadas em coletiva de imprensa.
    Os nove casos confirmados, incluindo cinco médicos e quatro pacientes hospitalizados na UTI do departamento de cardiologia do hospital, foram enviados para um hospital designado para tratamento da doença, disse Miao Jianhong, vice-diretor do distrito de Xicheng, onde o hospital está localizado.
    A maioria dos casos é leve, segundo Miao.
    Investigações iniciais mostraram que este caso de cluster de infecção está relacionado à contaminação de um profissional de saúde. A causa específica está sendo investigada e aqueles que tiveram contato próximo com os infectados estão no momento sob observação.
    (Com informações da Xinhua Press)
     

  • Brasileiros vindos da China ficarão em base militar

    Brasileiros vindos da China ficarão em base militar

    Os ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, visitam nesta terça-feira duas bases militares para definir qual delas vai receber um grupo de brasileiros que serão trazidos da China.
    Uma das bases fica em Florianópolis, capital de Santa Catarina, e a outra em Anápolis, interior de Goiás. O governo federal já abriu licitação para contratar o avião que vai fazer o transporte de cerca de 40 pessoas. Uma medida provisória define as regras para a repatriação.
    Mandetta coordena um grupo de ministros que se reuniu pela primeira vez nessa segunda-feira, para tratar da repatriação dos brasileiros. Ele destacou que o trabalho precisa ser bem planejado.
    “Nós estamos entrando em uma cidade que está em estado de bloqueio determinado pela autoridade de saúde do país, que tem os motivos do porquê fizeram. Não é um bloqueio de uma pessoa, eles bloquearam uma cidade como um todo, e ela não é pequena, tem cerca de 11 milhões de habitantes”.
    São cerca de 40 brasileiros que moram na cidade de Wuhan, uma das mais afetadas pela epidemia de coronavírus. A localidade está interditada, em quarentena, pelo menos até o fim desta semana.
    Nessa segunda-feira, o número de mortes chegou a 426, sendo só uma fora da China, no Camboja. E já são mais de 20 mil casos confirmados – nenhum deles no Brasil.
    A preocupação é porque a cada 10 pessoas infectadas por coronavírus, pelo menos 6 vivem na província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan. É lá que um hospital de emergência foi aberto nessa segunda e outro deve entrar em funcionamento nos próximos dias.
    Quem quiser voltar ao Brasil, deverá cumprir uma nova quarentena, de 14 a 21 dias de duração, na base militar que deve ser indicada nesta terça.
    O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que nenhum brasileiro com suspeita de contaminação poderá voltar para o país.
    “Não virá para o Brasil nenhuma pessoa que tenha qualquer suspeita. Irá uma equipe médica que vai fazer os exames. As pessoas que virão para o Brasil são assintomáticas”.
    A orientação do governo é trazer quem quiser vir e tiver condições de fazer a viagem. De acordo com o balanço mais recente, divulgado nessa segunda, o Brasil tem 14 casos suspeitos de coronavírus, distribuídos assim: são sete no estado de São Paulo, quatro no Rio Grande do Sul, dois em Santa Catarina e um no estado do Rio de Janeiro.
    O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, voltou a reforçar a importância de os brasileiros tomarem vacinas. Mandetta disse que, no caso de o vírus chegar ao Brasil, será mais fácil fazer o diagnóstico em quem estiver protegido contra outras doenças. E lembrou que no mês que vem começa a campanha de vacinação contra gripe.
    Na quinta-feira, Luiz Henrique Mandetta vai se reunir, em Brasília, com secretários municipais de saúde de todo o país. A pauta será uma só: coronavírus. E, até o fim desta semana, representantes de laboratórios públicos que podem analisar amostras suspeitas serão treinados por equipes da Organização Pan-Americana da Saúde, na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro.
  • Anvisa reforça controle nos aeroportos que recebem vôos de áreas afetadas

    Anvisa reforça controle nos aeroportos que recebem vôos de áreas afetadas

    Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil  São Paulo
     
    Voos com passageiros provenientes de áreas afetadas pelo coronavírus estão sendo vistoriados por equipes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Aeroporto Internacional de Guarulhos (Cumbica), na Grande São Paulo.
    No Brasil, são nove casos suspeitos da doença.
    Um dos voos examinados hoje (30) foi o proveniente de Pequim, com escala em Madri, da Air China, que pousou por volta das 16h em Cumbica. Nenhum dos passageiros foi enquadrado no critério de caso suspeito, definido pelo Ministério da Saúde.
    “A gente questiona a tripulação se houve algum caso relatado, se existe algum passageiro que relatou algum sintoma de febre, ou algum sintoma gripal, ou que manifestou que está vindo dessa área [afetada pelo coronavírus], para que a gente possa tomar alguma outra ação e fazer uma entrevista direta com esse passageiro”, disse a chefe do posto da Anvisa do Aeroporto de Guarulhos, Elisa Boccia.
    A Anvisa ainda verifica se as companhias aéreas estão emitindo, dentro dos aviões que pousam no aeroporto, as mensagens sonoras de alerta sobre a transmissão do coronavírus e de medidas de higiene. Além disso, os agentes fazem um novo controle no momento do desembarque.
    “O desembarque começa a acontecer e a gente fica na saída desses passageiros observando. Os agentes podem eventualmente abordar um ou outro passageiro que manifeste algum sintoma”, ressaltou Boccia.
    Se um passageiro é enquadrado no critério de caso suspeito do Ministério da Saúde, ele é levado para o posto médico do aeroporto para uma nova análise, e poderá ser encaminhado para um hospital de referência, caso necessário. “Identificado alguém com sintomas que encaixem na definição de quadro suspeito, a primeira coisa é colocar máscara nesse indivíduo, fazer a remoção dele para o posto médico, certificar os sintomas, e fazer uma avaliação clínica dele aqui no aeroporto. Caso se confirme que está enquadrado como um caso suspeito, vamos encaminhá-lo para a rede dos hospitais de referência determinados pelo governo do estado de São Paulo”, destacou Boccia.
    Kelvin Zhang, um estudante morador de São Paulo, estava em Pequim e chegou hoje na capital paulista no voo da Air China. Ele contou que passou por triagens tanto na cidade da partida quanto em Madri, onde a aeronave fez uma escala.
    “De Pequim para cá, fizeram teste para saber se eu tinha febre, e questionaram se fui para Wuhan, a cidade onde começou a doença. Aqui no pouso, fizeram um anúncio falando para lavar a mão com água e sabão. Também disseram que, quem tiver com tosse ou febre até 14 dias depois da viagem da China, tinha que ir para o hospital”.
    José Alves Vila Real, preparador físico de um time de futebol da China, também desembarcou no mesmo voo. Segundo ele, a equipe em que trabalha o orientou a voltar ao Brasil até que o momento mais agudo da contaminação seja superado.
    “Minha equipe pediu para eu voltar para o Brasil para a gente ficar aqui, esperar passar esse momento. Na China, todo mundo está sendo avisado o tempo todo, é muita organização. Nas cidades, parece um feriado, todo mundo em suas casas, tomando todas as precauções, porque o ritmo da contaminação está muito rápido na região de Wuhan. No voo, todo mundo estava usando máscara”