Tag: saúde

  • Epidemia na China: 213 mortes, 9.700 casos confirmados, 15 mil suspeitos, 102 mil em observação

    Epidemia na China: 213 mortes, 9.700 casos confirmados, 15 mil suspeitos, 102 mil em observação

    As autoridades chinesas anunciaram nesta sexta-feira (31/01) que 9.692 casos confirmados de pneumonia causada pelo novo coronavírus tinham sido informados em 31 regiões provinciais.
    O numero de mortes causadas pela doença chegou a 213 na quinta-feira.
    A Comissão Nacional de Saúde disse em seu relatório diário que até o fim da quinta-feira 1.527 pacientes permaneciam em condições críticas e que 15.238 pessoas eram suspeitas de estar infectadas com o vírus.
    Na quinta-feira 1.982 novos casos foram confirmados, além de 4.812 novos casos de suspeita e 43 mortes (42 na Província de Hubei e uma na Província de Heilongjiang).
    No mesmo dia, 157 pacientes ficaram seriamente doentes, e 47 pessoas saíram do hospital depois da recuperação.
    Um total de 113.579 contatos estreitos foi rastreado, disse a comissão, acrescentando que, entre eles, 4.201 foram liberados da observação médica na quinta-feira, com outros 102.427 ainda em observação.
    Até o final de quinta-feira, 12 casos confirmados haviam sido registrados na Região Administrativa Especial de Hong Kong, 7 na Região Administrativa Especial de Macau e 9 em Taiwan.
    As províncias e municípios da China relataram na quinta-feira que mais pacientes infectados pelo novo coronavírus (2019-nCoV) se recuperaram e tiveram alta do hospital.
    Quatro pacientes infectados pelo vírus na Província de Jiangxi, no leste da China, se recuperaram e receberam alta do hospital na quinta-feira, seguindo os três casos recuperados antes.
    Zhang Wei, um especialista do quartel-general da emergência para a prevenção e o controle da epidemia da Província de Jiangxi, disse que, baseado nas análises dos pacientes curados, o diagnóstico precoce e o tratamento em tempo adequado são chaves para a recuperação.
    Uma paciente com 57 anos foi curada e recebeu alta do hospital na quinta-feira na Província de Hunan, no centro da China, que é uma província vizinha da Província de Hubei, o epicentro da epidemia.
    Em Beijing, um médico que foi infectado com o novo coronavírus após uma viagem para Wuhan se recuperou e saiu do hospital na quinta-feira. Ele foi o quinto caso registrado na capital chinesa que foi curado e recebeu alta do hospital.
    A China já alocou 27,3 bilhões de yuans (US$ 3,94 bilhões) para apoiar a campanha em todo o país contra o novo coronavírus (2019-nCoV) até às 17h00 do dia 29 de janeiro, disse o Ministério das Finanças do país na quinta-feira.
    Os recursos foram alocados para garantir o trabalho de prevenção e controle do coronavírus, informou o Ministério das Finanças em seu site.
    (Com informações da Xinhua Press)
     

  • Cientistas americanos desenvolvem vacina que pode conter coronavirus

    Cientistas americanos desenvolvem vacina que pode conter coronavirus

    Cientistas norte-americanos trabalham para desenvolver a vacina que poderá barrar o coronavírus que, até o momento, já infectou quase 8 mil pessoas em vários países e matou quase duas centenas de pessoas.
    O laboratório da farmacêutica Inovio, na cidade de San Diego, na Califórnia, é neste momento um dos locais onde a vacina está sendo desenvolvida. Os cientistas da Inovio esperam ter o produto pronto para ser testado em humanos no início do verão e já lhe deram um nome: “INO-4800”.
    O fato de as autoridades chinesas terem sido rápidas ao divulgar o código genético do vírus ajudou os cientistas a determinar a origem, as mutações que pode sofrer à medida que o surto se desenvolve e a perceber a melhor forma de proteger a população mundial do contágio.
    “Assim que a China forneceu a sequência do DNA do vírus, conseguimos colocá-lo na tecnologia dos nossos computadores e desenvolver o protótipo de uma vacina em apenas três horas”, explicou à BBC Kate Broderick, vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento da Inovio.
    Caso os testes iniciais sejam bem-sucedidos, serão feitos testes em maior escala, principalmente na China, o que pode ocorrer até o fim deste ano. Se a cronologia prevista pela Inovio se confirmar, esta será a vacina desenvolvida e testada mais rapidamente em um cenário de surto.
    Da última vez que um vírus semelhante surgiu, em 2002 – a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) -, a China demorou a partilhar informações com o mundo e, por isso, a epidemia já estava perto do fim quando uma vacina foi desenvolvida.
    Como funciona a vacina contra o coronavírus
    A equipe responsável pelo desenvolvimento da vacina utiliza uma nova tecnologia de DNA e trabalha com uma empresa de biotecnologia de Pequim.
    “As nossas vacinas são inovadoras pois utilizam as sequências de DNA do vírus para atingir partes específicas do agente patogênico”, organismo capaz de produzir doenças infecciosas aos seus hospedeiros, explicou a responsável pela empresa norte-americana.
    “Depois, utilizamos as células do próprio paciente como uma fábrica para a vacina, fortalecendo os mecanismos de resposta naturais do corpo”.
    O trabalho desse e de outros laboratórios é financiado pela Coligação para Inovações de Preparação para Epidemias (CEPI, na sigla original), uma organização não governamental que apoia o desenvolvimento de vacinas que previnam surtos.
    “A nossa missão é garantir que os surtos não sejam uma ameaça para a humanidade”, explicou Melanie Saville, uma das diretoras da organização, que foi criada depois do surto de ébola na África Ocidental.
    A Organização Mundial da Saúde (OMS), uma das entidades que participam da procura global por uma vacina que combata o coronavírus, diz que não existem garantias de que qualquer um dos projetos em desenvolvimento seja suficientemente seguro e eficaz para que possa vir a ser utilizado.
    “Os especialistas vão considerar vários critérios, incluindo a segurança da vacina, as respostas imunológicas e a disponibilidade dos laboratórios para fabricarem doses suficientes no tempo necessário”, explicou a OMS.
    *Emissora pública de televisão de Portugal
    (Da Agência Brasil )

  • Coronavirus: cidade de Wuhan prepara 2.000 leitos especiais para atender infectados

    Coronavirus: cidade de Wuhan prepara 2.000 leitos especiais para atender infectados

    As autoridades de saúde da cidade de Wuhan, no centro da China, anunciaram que a cidade preparou 800 leitos em três hospitais e terá 1.200 mais prontas nos próximos dias.
    Peng Houpeng, vice-diretor da comissão municipal de saúde, disse que cinco zonas de cuidados intensivos foram estabelecidas em cinco hospitais locais, cada uma acompanhada por 30 trabalhadores médicos 24 horas por dia.
    O primeiro paciente confirmado na Tailândia foi curado e retornou à China em 19 de janeiro, e foi transferido para um hospital designado para receber mais observação médica, disse Peng.
    Um total de 18 contatos próximos, incluindo o genro do paciente que o acompanhou em casa, também está sob observação médica.
    A comissão está procurando contatos próximos do segundo paciente na Tailândia, tendo localizado três.
    Quatro contatos familiares próximos do paciente confirmado no Japão foram encontrados e colocados sob observação médica, informou a comissão.
    (Com informações da Xinhua News)

  • China proíbe circulação de trens e aviões em cidades com foco de coronavírus

    China proíbe circulação de trens e aviões em cidades com foco de coronavírus

    A China determinou a proibição da saída de trens e aviões em duas cidades para tentar conter a disseminação do coronavírus que já matou 17 pessoas no país.

     A medida foi anunciada nesta quinta-feira (23) no município de Huanggang, onde vivem 7,5 milhões de habitantes.  Antes, a China já havia adotado medidas para isolar Wuhan.

    Segundo a agência France Presse, o prefeito de Huanggang suspendeu a circulação de trens da cidade, situada a 70 quilômetros de Wuhan.

    A medida vale por 24 horas e será mantida ou retirada conforme a situação.

    Nesta quarta-feira (22), os registros oficiais apontam que houve mais oito mortes nas últimas 24 horas, elevando para 17 o número de vítimas fatais na China.

    A Organização Mundial de Saúde  emitiu o primeiro alerta da doença em 31 de dezembro de 2019, depois que as autoridades chinesas notificaram casos de uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan.

    Outros 5 países já registraram pacientes afetados pelo vírus, que provoca um tipo de pneumonia: Estados Unidos, Japão, Tailândia, Taiwan e Coreia do Sul

    Há ainda casos suspeitos no México, em Hong Kong, nas Filipinas e na Austrália.

    No Brasil chegou a circular a notícia de uma pessoa infectada em Minas Gerais, mas o fato ainda não foi confirmado.

    A Secretaria de Saúde de Minas confirmou a suspeita e a investigação de um caso

     A paciente é uma mulher, brasileira, de 35 anos, que veio de Xangai, na China.

    Mas o Ministério da Saúde disse que, até o momento, não há detecção de nenhum caso suspeito no Brasil de pneumonia “relacionado ao evento na China”.

    A nota do Ministério diz que que “o caso noticiado pela SES/MG não se enquadra na definição de caso suspeito da Organização Mundial da Saúde (OMS)”.

    Na manhã desta quinta-feira, 23, a vice-primeira-ministra chinesa Sun Chunlan pediu  esforços completos para refrear o surto do novo coronavírus.
    Durante a viagem de inspeção à cidade de Wuhan, o centro do surto, ela inspecionou os pontos de controle nas entradas e saídas do Aeroporto Internacional, assim como o Centro Provincial de Controle e Prevenção das Doenças de Hubei, onde ouviu relatórios detalhados sobre a detecção da origem da doença, pesquisas científicas e a reserva dos abastecimentos de emergência.
    Observando que o trabalho de prevenção e controle em Wuhan tem influência na situação global, Sun pediu que as autoridades locais concentrem seus esforços em implementar as medidas mais rigorosas para evitar e controlar a propagação do vírus para outras regiões.
    Sun pediu que se reúnam recursos como hospitais, especialistas, medicamentos eficazes e equipamentos médicos para salvar os pacientes com máximo esforço.
    Ela também pediu que se dê muita atenção à segurança dos profissionais de saúde, acrescentando que devem ser evitadas grandes concentrações de pessoas e que as informações sobre o surto devem ser transparentes e abertas.

    (Com imformações da Agência Nacional e G1 e Xinhua)

     

  • Saúde monitora 150 pessoas que tiveram contato com vítima do arenavirus em SP

    Saúde monitora 150 pessoas que tiveram contato com vítima do arenavirus em SP

    A Vigilância Sanitária está acompanhando todas as pessoas que tiveram contato com paciente que contraiu o arenavírus, em São Paulo.
    São cerca de 150 pessoas e entre as assistidas de perto estão os profissionais de saúde que cuidaram da vítima
    O vírus, que não é considerado novo no país, é similar ao chamado Sabiá vírus, que matou quatro pessoas no Brasil nos anos 90.
    O secretário da Vigilância Sanitária, Júlio Corda, não soube dar detalhes porque o vírus voltou, mas garantiu que os casos de contágio direto ocorreram por meio de roedores selvagens em ambientes rurais.
    Ele também afirmou que, por enquanto, não há alerta para a população quanto a precauções contra o vírus.
    Segundo Júlio Corda, quem corre os maiores riscos são os profissionais de saúde, especialmente os que tiveram contato com o paciente que morreu.
    O contágio de humano para humano é por meio de secreção, sangue, urina e saliva.
    O secretário também destacou que não existe relação da febre hemorrágica com os casos do novo vírus da China, que é o Corona vírus.
    O paciente que morreu é um adulto de Sorocaba, no interior de São Paulo. A pasta não revelou a idade, sexo e nem a profissão da vítima para resguardar o sigilo. Ele faleceu após 12 dias da internação
    Os sintomas da doença se assemelham aos da febre amarela: febre, dor de garganta, tontura e dores musculares.
    O Ministério da Saúde também informou que planeja ir aos lugares onde essa vítima passou e identificar se há relatos de roedores silvestres nesses locais.
    Originalmente, o arenavírus pode ser encontrado em roedores silvestres e sua transmissão a seres humanos se dá por contato com saliva, urina ou as fezes desses animais.
    (Com Agência Brasil)

  • Virus misterioso que já matou seis na China foi detectado na Coréia, Japão e Tailândia

    (Com informações do New York Times)
    Autoridades australianas disseram nesta terça-feira que o país começará a rastrear passageiros em vôos a partir de Wuhan, cidade chinesa onde um novo coronavírus infectou mais de 250 pessoas e matou pelo menos seis, à medida que crescem as preocupações globais sobre a propagação da doença.
    Além das preocupações com o surto, foi confirmada por um proeminente cientista chinês na noite de segunda-feira que a doença é capaz de se espalhar de pessoa para pessoa.
    Zhong Nanshan, um cientista que lidera um grupo de especialistas no exame do surto em Wuhan, disse que o vírus pode estar presente em partículas de saliva e que, em um caso, um paciente parece ter infectado 14 trabalhadores médicos.
    O número de casos relatados na China mais do que triplicou no início desta semana, à medida que as autoridades expandiam os testes em todo o país. A maioria dos casos foi encontrada em Wuhan, onde a doença foi relatada pela primeira vez no mês passado.
    A comissão de saúde da China disse terça-feira que 291 casos foram registrados em todo o país, com 270 em Hubei, província que inclui Wuhan.
    As principais cidades chinesas, como Pequim, Xangai e Shenzhen, também relataram casos de infecções.
    Zhou Xianwang, prefeito de Wuhan, disse em entrevista à televisão estatal na terça-feira que a cidade registrou 258 casos confirmados, com seis mortos e 12 em estado crítico.
    Taiwan confirmou seu primeiro caso na terça-feira, uma mulher que trabalhou em Wuhan e voltou a Taiwan na noite de segunda-feira. Ela foi levada diretamente para um hospital do aeroporto depois que foi determinado que ela estava com febre, disseram autoridades de saúde.
    Também foram confirmadas infecções no Japão, Coréia do Sul e Tailândia, todas em pessoas que viajaram de Wuhan. A Organização Mundial da Saúde disse que realizará uma reunião de emergência na quarta-feira para determinar se o surto é uma emergência internacional de saúde pública.

     
     
     
     
    Casos confirmados em 21 de janeiro de 2020 ( The New York Times
    “Agora está muito claro, a partir das informações mais recentes, que há pelo menos alguma transmissão de humano para humano”, disse o Dr. Takeshi Kasai, diretor regional do Pacífico Ocidental da Organização Mundial da Saúde.
    O Dr. Kasai disse que as infecções entre os profissionais de saúde aumentavam a evidência de que o vírus estava se espalhando entre os seres humanos, mas eram necessárias mais análises dos dados para entender toda a extensão dessa transmissão.
    A preocupação de que o surto pudesse piorar e atingir a economia chinesa enviou mercados financeiros para a Ásia na terça-feira. A moeda chinesa, o renminbi, enfraqueceu em valor em relação ao dólar americano. Os mercados de ações na Europa também abriram geralmente mais baixos.
    Na segunda-feira, a comissão de saúde da China disse que responderia com medidas destinadas a gerenciar surtos das doenças mais virulentas, incluindo a notificação obrigatória de casos, e classificou o vírus como uma doença infecciosa classe B – uma categoria que inclui doenças como a SARS .
    As autoridades de Wuhan começarão a impedir excursões em grupo de viajar para fora da cidade e realizarão verificações de veículos para procurar animais vivos, informou a mídia estatal na segunda-feira . A cidade também instalou termômetros infravermelhos em aeroportos e estações de ônibus e trem.
    O potencial da doença se espalhar por mais países levou as autoridades de saúde a intensificar as verificações em suas fronteiras.
    Na Austrália, a equipe de segurança nas fronteiras e de biossegurança irá encontrar e rastrear passageiros de três vôos diretos de Wuhan para Sydney, disse terça-feira Brendan Murphy, diretor médico do governo.
    O professor Murphy advertiu, no entanto, que essas medidas não eram infalíveis. Algumas pessoas portadoras do vírus podem não apresentar sintomas, acrescentou.
    Editors’ Picks

  • Orla do Guaiba: Lami e Belém Novo estão liberadas para banho

    Saiu nesta sexta-feira, 27, o relatório de balneabilidade das praias do Lami e de Belém Novo, na orla sul do Guaiba..
    Os dados indicam que todos os pontos estão próprios para banho.
    Os resultados são baseados nas cinco análises realizadas pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), entre 20 de novembro e 22 de dezembro.
    Por questões de saúde e segurança, a Smams desaconselha o banho em outros locais da orla de Porto Alegre.
    Confira os pontos analisados:
    Belém Novo
    – Posto 1 (Praça Comunal, em frente à garagem da empresa de ônibus) – Águas próprias para banho
    – Posto 2 (Praia do Leblon, avenida Beira Rio, em frente à rua Antônio da Silva Só) – Águas próprias para banho
    – Posto 3 (Praia do Veludo, em frente à interseção das avenidas Beira Rio, Pinheiro Machado e rua Antônio da Silva Só) – Águas próprias para banho
    Lami
    – Posto 1 (acesso pela rua Luiz Vieira Bernardes, em frente à segunda guarita de salva-vidas) – Águas próprias para banho
    – Posto 2 (acesso pela rua Luiz Vieira Bernardes, em frente à primeira guarita de salva-vidas) – Águas próprias para banho
    – Posto 3 (avenida Beira Rio, em frente ao nº 510) –  Águas próprias para banho
    (Com informações da Assessoria)

  • Anvisa dá três anos para gorduras trans, probidas desde 2015 nos Estados Unidos

    A Anvisa deu três anos para que fabricantes eliminem as  “gorduras trans” dos alimentos industrializados no Brasil. Terão que reduzir a utilização até julho de 2021 e não poderão mais usá-las definitivamente a partir de 2023.
    No mundo, 49 países já adotaram medidas regulatórias de restrição ao uso da gordura trans. Na Europa, o valor máximo é de 2% para todos os alimentos. Nos Estados Unidos esse tipo de gordura está proibido desde 2015.
    A organização Mundial da Saúde estima que doenças provocadas pela ingestão excessiva de gorduras trans causam 500 mil mortes por anos
    A gordura trans, também conhecida como gordura vegetal hidrogenada, é usada para melhorar o aspecto e também aumentar o prazo de validade de alimentos industrializados.
    Resulta de um processo químico: óleos vegetais líquidos, como o óleo de soja, são transformados em gordura sólida com o uso de hidrogênio. Quanto mais hidrogenada, mais consistente a gordura fica.
    Ela também aparece durante o aquecimento de óleos para a fritura doméstica ou industrial em processos que envolvem altas temperaturas por longos períodos.
    A gordura trans eleva o colesterol ruim, reduz o colesterol bom e aumenta o risco de infarto e AVC.
    A gordura trans está em alimentos como:

    • Biscoitos salgados, doces e outros alimentos assados
    • Pipoca de micro-ondas
    • Pizzas e salgados congelados
    • Manteiga vegetal e margarina em barra
    • Creme para café
    • Glacê pronto para uso
    • entre outros

    Eliminação em etapas
    A decisão da diretoria colegiada do órgão estabeleceu que o processo ocorrerá em duas etapas:
    1) a adequação da indústria alimentícia ao limite de até 2% de gorduras trans sobre a quantidade total de gorduras do alimento produzido, o que deve ocorrer até 1 de julho de 2021;
    2) a eliminação total de ácidos graxos trans da composição de produtos até 1º de janeiro de 2023
    Atualmente não há quantidade máxima definida pela agência. Os produtos importados também precisarão seguir essas regras.
    Para os óleos refinados, como os de soja e canola, por exemplo, os ácidos graxos trans não serão banidos.
    A Anvisa decidiu estabelecer um limite diferente para esse grupo de produtos, levando em conta que os óleos vegetais passam por altas temperaturas no processo de refinamento, o que acaba produzindo a gordura trans, que não é adicionada de forma proposital.
    Com isso, até 1° de julho de 2021, todos os óleos vegetais disponíveis nas prateleiras de supermercados deverão ter, no máximo, 2% de gordura trans na composição. O descumprimento dessas regras poderá acarretar advertências e até multas, a serem definidas pela agência.
    O objetivo da Anvisa com as mudanças é reduzir a ingestão de gordura trans a menos de 1% do Valor Energético Total (VET) ingerido pela população diariamente, como recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com a agência, essa ingestão hoje chega a quase 2% entre os adolescentes, por exemplo.
    “Dependendo do recorte populacional que você faz, essa quantidade é bem mais alta. A gente tem grupos mais vulneráveis na população. Como a gordura trans tem um preço mais barato que os substitutos, as populações mais vulneráveis, que tem menor pode aquisitivo, acabam sendo mais expostas a esses alimentos com maior teor”, explica a Gerente Geral de Alimentos da Anvisa, Thalita Lima.
    Por que é difícil zerar o consumo de gordura trans?
    A gordura trans é aquela que tem origem no processo industrial. É quando se adiciona hidrogênio aos óleos vegetais líquidos para que eles fiquem com consistência sólida.
    É isso que, muitas vezes, deixa crocante, dá textura e um prazo maior de validade para biscoitos, pipoca de microondas, pratos congelados, massas instantâneas e chocolates. Os ácidos graxos trans também surgem no processo de refinamento dos óleos vegetais e no aquecimento para fritura doméstica ou industrial de alguns produtos.
    Mas também existe a gordura trans natural, que surge no processo de digestão dos animais ruminantes (por exemplo: boi, carneiro, cabra) e está presente em carnes, leite e queijos.
    “São quantidades pequenas, que não oferecem tanto risco aos consumidores, mas que estão naturalmente presentes na alimentação”, explica Thalita.
    Risco de desenvolvimento de doenças
    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de gordura trans acima de 1% do Valor Energético Total que uma pessoa ingere diariamente já aumenta de forma significativa o risco de desenvolvimento e morte por doenças cardiovasculares, principalmente as que atingem os vasos sanguíneos do coração. Isso porque, ao ser ingerido, esse tipo de gordura favorece o aumento do colesterol ruim (LDL) e diminui o colesterol bom (HL).
    Em maio deste ano, a OMS alertou que pelo menos 5 bilhões de pessoas no mundo correm risco de desenvolver doenças relacionadas ao consumo de gordura trans. A organização estima que o ingrediente cause 500 mil mortes por ano no mundo.
    No Brasil, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte e de internação hospitalar. Em 2015, foram 424.058 óbitos causado por enfarte agudo do miocárdio, hipertensão, arritmias e outras complicações cardiovasculares, 31% do total.
    O que o consumidor deve fazer
    Atenção aos rótulos e lista de ingredientes! Na tabela nutricional, ela aparece como gordura trans, de acordo com a porção especificada pelo fabricante. Mas se nessa porção não houver quantidade superior a 0,2 gramas de ácidos graxos trans, o fabricante não é obrigado a informar que há gordura trans naquele produto.
    Por isso, o consumidor deve ficar atento à lista de ingredientes. E olha que lá a gordura trans pode ganhar outros três nomes: gordura vegetal, gordura hidrogenada, ou gordura parcialmente hidrogenada. “Não aparecer na tabela nutricional não significa que não há gordura trans naquele alimento”, alerta a Gerente Geral de Alimentos da Anvisa, Thalita Lima.
    Mudanças nas regras de rotulagem nutricional já estão sendo discutidas pela Anvisa e devem ser votadas ainda no primeiro semestre de 2020.
    Produção brasileira
    De acordo com a Anvisa, o volume de produção anual de gordura trans no Brasil caiu de 591.244 toneladas em 2013 para 516.525 toneladas em 2017. A estimativa é que, em 2026, a produção seja de 71.865 toneladas.
    Apesar da redução, o Brasil é o país das Américas com maior volume de produção de gordura trans, representando quase 35% e superando os Estados Unidos.
    A Associação Nacional de Restaurantes tem números de 2016 que mostram que 61% dos serviços de alimentação usam gordura trans no preparo de bolos, massas de pizza, molhos, risotos e proteínas empanadas.
    (Com Agência Brasil)

  • Comitê aponta riscos ambientais do projeto Mina Guaíba

    O Comitê de Combate à Megamineração no Rio Grande do Sul (CCMRS) lançou na noite de terça-feira (10) no auditório da Faculdade de Economia da UFRGS o livro Painel de Especialistas – Análise Crítica do Estudo de Impacto Ambiental da Mina Guaíba, projeto de mineração de carvão em uma área de 4500 hectares na várzea do rio Jacuí, entre os municípios de Eldorado do Sul e Charqueadas.
    Os primeiros dos 50 volumes impressos foram distribuídos a autoridades presentes, entre elas a procuradora Ana Maria Marchesan do MPE e o ex-governador e ex-ministro Miguel Rossetto.
    O documento pode ser lido no www.rsemrisco.org.br.
    Com mais de 200 páginas, os estudos são assinados por 37 pesquisadores de diversas instituições de ensino e pesquisa do Estado de áreas como biologia, saúde, economia, geologia e sociologia, entre outras. Todos trabalharam voluntariamente, sem remuneração.
    Os textos apontam “falhas” e “inconsistências” do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) apresentados em 2018 pela Copelmi Mineração à Fepam. Todos os problemas foram apontados à Fepam, que já pediu mais de 100 esclarecimentos e correções à Copelmi. Em agosto passado a mineradora pediu mais 120 dias de prazo para responder aos questionamentos.
    A iniciativa de promover o painel gaúcho inspirou-se no documento “Painel de Especialistas: Análise Crítica do Estudo de Impacto Ambiental do Aproveitamento Hidrelétrico de Belo Monte”, lançado em 2009 e que alertou sobre os impactos da usina hidrelétrica, inaugurada em 2016 em Altamira, no Pará.
    Segundo o biólogo Eduardo Raguse, que coordenou a primeira mesa de relatórios da noitada de terça, o CCMRS vai lançar novos documentos não apenas sobre o carvão, mas focalizando outros projetos de mineração.
    De mais de 5 000 requerimentos protocolados para pesquisa mineral no RS, o comitê está mais preocupado com os de exploração de titânio em São José do Norte, de chumbo e cobre em Caçapava do Sul e de fosfato em Lavras do Sul.
    Quanto ao projeto da mina Guaíba, Raguse argumentou que o EIA/RIMA da Copelmi não deveria se restringir à mina de carvão, mas envolver também os projetos referentes ao polo carboquímico (produção de gás sintético, usina termelétrica a gás, fábrica de fertilizantes). “É grave a separação de projetos”, disse ele.
    O engenheiro ambiental Iporã Possentti, que apresentou seu parecer (revisado pelo geólogo Rualdo Menegat) sobre o impacto da mina sobre os recursos hídricos do entorno, afirmou que o projeto da Copelmi configura “um erro estratégico” por localizar-se a um quilômetro do rio Jacuí.
    O rio, que responde por 86,3% do volume de água do lago Guaíba, segundo Possentti, já está “cercado por “incerteza.s profundas” impostas em décadas passadas por empreendimentos perigosos – polo petroquímico de Triunfo, oleoduto Tramandaí-Canoas e a refinaria de petróleo de Canoas.
    Um dos erros mais graves do projeto, segundo Possentti, é a localização da estação de tratamento de dejetos fora do sistema de diques de contenção de inundações da área de mineração.
    A ecóloga Marcia Käffer criticou a superficialidade dos estudos do EIA-RIMA sobre a poluição do ar na área de mineração.
    No sexto ano de operação, considerado pela mineradora “o pior cenário”, o lançamento de partículas estaria 241% acima do permitido pela legislação. O pior poluente, no caso, seria o dióxido de enxofre (SO2), que se propaga três vezes mais rápido no ar do que na água.
    Lembrando que mais de 20 países já se comprometeram a abandonar o carvão como fonte de produção de eletricidade, o botânico Paulo Brack chamou a atenção para a influência política na área ambiental. “Precisamos tomar cuidado com o risco de assédio moral sobre a Fepam”, disse ele, salientando que não existe justificativa econômica para a exploração do carvão no baixo Jacuí, cujo EIA-RIMA “foi feito às pressas”.
    Segundo Brack, a mina Guaíba se equipara às 12 maiores minas de carvão de Santa Catarina, onde a mineração gerou grandes problemas de saúde.
    A bióloga Mariana Vieira, que analisou o plano de recuperação de áreas degradadas da mina Guaíba, concluiu que se trata de um “estudo vergonhoso” pela superficialidade e a irresponsabilidade.
    A bióloga Lisiane Becker, que analisou o EIA-RIMA quanto à fauna, considera o estudo “inepto” por ser superficial, sem metodologia e por ignorar os anfíbios, considerados bons indicadores de impactos ambientais.
    Pelos dados divulgados, seria um risco muito grande instalar a mina de carvão a céu aberto ao lado da Região Metropolitana de Porto Alegre.
     
     

  • Liberação de agrotóxicos segue em ritmo recorde: mais 57 autorizados

    O ministério da Agricultura autorizou o registro de mais 57 agrotóxicos, elevando para 439 o número dos novos produtos liberados em 2019.
    Do total liberado nesta quarta-feira, 27, são 55 genéricos de princípios ativos já autorizados no Brasil e 2 produtos inéditos (um biológico e outro com baixa toxicidade).
     
    Com o anúncio desta quarta-feira, o número de registros chega próximo aos 450 novos agrotóxicos autorizados em 2018, até então o maior número da série histórica, iniciada em 2005. No mesmo período do ano passado, o governo havia registrado 374 agrotóxicos.
    O atual ritmo de liberação provocou reação de entidades ligadas a defesa do meio ambiente, que entraram na Justiça contra algumas medidas.
    Na semana passada, um juiz federal do Ceará suspendeu provisoriamente o registro de 63 agrotóxicos autorizados no dia 17 de setembro.
    Entre as novidades anunciadas pelo Ministério da Agricultura, está um defensivo agrícola biológico à base da vespa Telenomus podisi, que poderá ser usado na agricultura brasileira para combater o percevejo marrom, uma importante praga da cultura de soja.
    “O percevejo marrom é uma praga de grande importância na cultura da soja, que só contava com opções químicas para o seu controle. Esta vespa parasita ovos do percevejo marrom favorecendo uma diminuição populacional da praga e aumentando o número de inimigos naturais no campo”, explicou, em nota, o coordenador de Agrotóxicos do Ministério da Agricultura, Carlos Venâncio.
    Outro novo agrotóxico aprovado é um produto de baixa toxicidade formulado à base de óleo de casca de laranja, ele é um inseticida e fungicida que poderá ser usado para combater o pulgão em pequenas culturas como alface. O produto é autorizado nos Estados Unidos e não tem registro na União Europeia.
    Segundo o ministério, entre os pesticidas genéricos que tiveram o registro publicado hoje, 12 são produtos biológicos ou orgânicos, que podem ser usados tanto na agricultura orgânica quanto na tradicional.
    Um dos genéricos autorizados tem como ingrediente ativo o glifosato, um dos mais vendidos e que está sendo questionado em vários países por relação com o câncer. Na União Europeia, a Austria e a Alemanha decidiram bani-lo.
    Outro princípio ativo que teve um genérico registrado nesta leva foi o acefato, muito usado no Brasil para controlar o percevejo, um inseto sugador que diminui muito a produtividade nas culturas de grãos
    O uso dele é restrito no país e só pode ser aplicado por máquinas. O ingrediente é autorizado nos EUA e banido na UE.
    De acordo com o governo, o objetivo da aprovação de produtos genéricos é aumentar a concorrência no mercado e diminuir o preço dos defensivos.
    Segundo o governo, a maior velocidade na liberação de agrotóxicos vista nos últimos anos se deve a medidas de desburocratização que foram adotadas desde 2015 na fila de registros.
    O objetivo, de acordo com o ministério, é aprovar novas moléculas, menos tóxicas e ambientalmente mais corretas para substituir produtos antigos.
    Isso porque as empresas que desenvolvem agrotóxicos só podem registrar itens de ação parecida se eles tiverem um risco à saúde menor ou igual do que os que já estão no mercado.
    A associação que representa as fabricantes de agrotóxicos (Andef) afirma que a fila do Brasil é mais lenta em comparação com a da União Europeia e dos Estados Unidos.
    Segundo as empresas, o desenvolvimento de um princípio ativo inédito para agrotóxico leva de 10 a 11 anos e custa em torno de US$ 286 milhões.
    Agrônomos dizem que é melhor ter mais produtos registrados do que correr o risco de que os produtores recorram a agrotóxicos “piratas”, mas alertam que, quanto maior o uso, mais resistência as pragas têm ao veneno.
    Para ambientalistas, no entanto, a aceleração do ritmo de aprovações é uma forma de o governo colocar em prática tópicos do polêmico projeto de lei 6.299/02, que ficou conhecido como “pacote do veneno”, que ainda está em discussão na Câmara dos Deputados.
    Para produtores rurais, o registro de novos produtos, especialmente os genéricos, é uma forma de baixar os custos de produção. Em Mato Grosso, maior estado produtor, os agrotóxicos equivalem a 21% dos gastos nas lavouras de soja.
    (Com informações da Assessoria e do G1)